sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Adeus, Ano Velho!!

Imagem: Sr Google

Chegou a última sexta do ano. E todas as últimas coisas do ano nos fazem lembrar de tudo o que passamos para chegarmos, vivos, a esta derradeira. E todo fim de ano chega com a pergunta: "Então é Natal e o que você fez?". 
Simone tá aí para nos fazer lembrar a cada mísero minuto de dezembro que somos uns bostas egoístas e que não fazemos nada pelos meninos famintos da África. 
Levando em consideração a premissa dada acima, tocada de forma mortal a cada esquina do País, o que eu fiz? Eu fiz um mundo de coisas. Talvez de forma egoísta, pois, de fato, nenhuma delas foi voltada para os meninos famintos da África. Me sinto mal por isso agora... =/ 
Há exato um ano, eu levava o maior pé na bunda da história dos pés na bunda. Aliás, daqui há um dia faz um ano. Um fora por sms, legal, não?!? Então a entrada no ano de 2013 foi catastrófica. Lógico! E ao longo do ano coisas bem ruins aconteceram, mas nesse exato momento só um grandessíssimo "FODA-SE" me passa pela cabeça. 
Eu sei que soa clichê, mas as coisas ruins que aconteceram só me fortaleceram, a longo prazo, claro. Sofri? Sofri. A retrospectiva do facebook fez questão de esfregar na minha cara as frases sofridas e declarações de dor que eu postei (e várias pessoas curtiram). Mas passou. O bom do tempo é que ele passa. 
Mas nem só de raios é feita uma tempestade. Pra quem sofre na seca, tem a água da chuva. Acabei de inventar essa frase que me pareceu bem pertinente. Quando se está no (teoricamente) último ano de curso, você começa a ter uma nostalgia antecipada que te faz valorizar mais seus amigos. Só esse ano tivemos uma média de 200 dias felizes, o que significa quase 1000 reais em vinho barato, salgadinho fofura e arroz mondicoisa (a invenção do ano para universitários lisos). 
Fora isso, posso fazer um balanço positivo em relação a beijos roubados, músicas ouvidas, amores platônicos, amizades descoloridas, amores reais, estágios, notas, provas, responsabilidades, partidas e saudades. 
E o fato mais marcante: minha cafeteria. A coragem de criar esse espaço e dividí-lo com pessoas talentosas, amigas do peito e lindas, me fez pensar que tudo é possível se a gente quiser. Não pensem que é fácil dar minhas palavras a tapa. Todas elas são bem reais e me traduzem a cada vírgula ou ponto final...


No frigir dos ovos, "o ano termina e nasce outra vez". Nasce mesmo. Vai já já chegar o ano novinho em folha pra eu colocar em prática os mesmos velhos hábitos que fazem de mim eu mesma. E eu estou bem com isso. 365 dias pra eu rir, sofrer, chorar, roer todas as minhas unhas, esperar a volta de pessoas queridas, conhecer novas pessoas e me formar...Deus, me formar!!!!!!!

De todas as coisas boas que eu espero de 2014, a que eu mais quero é que o Cafeteria possa fazer parte de vossas vidas. Antes que acabe, que tal mais um café??

Mariana Pedrosa

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A arte de fugir do Hoje.

         Olá, tudo bem com vocês?
         Como foi o Natal de vocês?
         O meu foi tranquilo. Comida, família e presentes... Tem coisa mais Natal que isso?!
           Vamos ao texto desta Quinta. Espero que apreciem.
 
"Existem momentos na vida que são muito bagunçados. Dias e dias de desordem e passos trôpegos e lentos. Você é um bêbado, você é um alien, você é um forasteiro, você é um peixe fora d’água... Enfim, você é uma bagunça só.
Como se não bastasse a bagunça toda, os mosquitinhos, chamados lembranças, vem e te zunem aos ouvidos fazendo você lembrar de toda sorte de merdas você fez nos últimos tempos.
O hoje se torna um lugar tão desconfortável que você ou cede às imagens do que foi ou alucina nas imagens do que poderá ser. E o fundo do poço é logo ali. Você fica tão atordoado com o caos e a bagunça que está o seu hoje que vai procurar conforto no que não se pode tocar.
O ontem foi melhor, você pensa. Lembra dos tempos áureos da adolescência onde o grande problema da sua vida era o seu amorzinho não saber que você existe. E sente saudades, uma saudade tão forte que deprime. Rapidamente volta pro hoje, o insuportável hoje bagunçado que você vive agora e ai uma imagem do que “poderia ter sido se tivesse sido...” lhe vem à sua mente. E mais uma vez a saudade, desta vez do que não se teve.
E a saudade é mesmo estranha e também faz parte do caos do hoje. Mas podemos falar de saudade outro dia.
O hoje deveria ser seguro, confortável e onde você devia estar. Mas o hoje é tão ruim, tão doloroso e sufocante que você para em todos os lugares, menos nele.
Você circula nas canções, nos filmes, nas conversas, no ontem e no amanhã... Em momentos onde lhe falta força, você estaciona no hoje, é zanza de um lado a outro, agonizando, com o fôlego faltando e procura de novo a condução pra qualquer outro lugar. Triste.
E o que você vai fazer?!
Não acho que tenha nada a se fazer a não ser esperar. Esperar até que esses dias de agonia passem e o hoje seja confortável outra vez."
 E ai?! Gostaram?
 Já que nos veremos só na outra Quinta, desejo à vocês uma ótima noite de Ano Novo, que seja uma noite muito divertida! Coma, beba, sorria, chore (e porque não?!) e aproveite bastante a festa!
Abraçãozão.
                                   Enezita Vieira                      

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pros judeus não é natal.

Olá meus querido, pois bem ainda não é natal enquanto lhes escrevo isto, mas é quase. Na minha família temos o costume de fazer amigo invisível e comer antes da meia-noite, então  to de barriga cheia e com meu presente.
Ah, e vou comer em outra casa, a do meu tio. Maratona de acabar a comida na casa dos outros = meu natal feliz.
Não sei o que lhes escrever. Não tenho nada pronto que seja bom pra postar em um momento como esse.
Não comemoro o natal porque penso no nascimento de Jesus Cristo (acredito em Deus, mas não acredito que Jesus nasceu em 25 de dezembro), mas é uma data legal, tenho minhas tradições familiares.
É uma data que eu paro e penso "se continuar comendo assim vou explodir".
É uma data que eu paro e penso "tenho a família mais engraçada do mundo".
É uma data que eu paro e penso "eu realmente tenho que parar de comer".
Mas antes que vocês pensem que eu só sei comer em natal eu vós digo "nem só de pão viverá o homem", mentira! Foi Jesus que disse.

Nesse natal aproveitem suas famílias, amigos são maravilhosos, mas a família..aaaah a família, somos biologicamente obrigados a amá-los.
E eles são as pessoas que mais lhe amam nesse mundo.
Feliz Natal.

Tayná-menina-que-mais-posta-bobagens-nesse-blog-Pimenta.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feridas

O que dói mais? Uma nova ferida recém formada ou uma ferida que existe há algum tempo e nunca sara?
A vida é patética.
A vida é uma droga.

Uma vez descrevi a vida como carrossel, mas ela vai muito mais rápido. A vida é como um trem em alta velocidade e você não pode saltar.
Se você saltar, você morre. Ou desiste do que quer ou perde a luta para você mesmo de ser quem gostaria de ser.

Ninguém acredita que sua vida vai ser somente “ok”. Todos achamos que seremos grandes. E a partir do dia que decidimos o que queremos, nos enchemos de expectativas e depois nos sentimos um tanto roubados quando nada acontece ou quando o inesperado acontece.
Nesses momentos, eu lamento ter me apegado tanto as minhas expectativas. A única explicação aos meus apegos é que isso era o que me mantinha de pé, forte, equilibrada e estável. Mas o esperado traz alegria e satisfação. O inesperado é que muda nossas vidas.

As pessoas possuem cicatrizes em todos os tipos de lugares. São como mapas secretos de suas histórias pessoais, diagramas de suas descobertas na vida, suas brigas, amores, seus melhores e piores momentos. A maioria dessas feridas podem sarar e deixar somente uma cicatriz. Mas algumas não curam. Algumas feridas podemos até carregar pra sempre em todos os lugares, e embora o corte já não esteja mais presente há muito, a dor ainda permanece.

Portanto, o que é pior com o esperado, as expectativas e inesperado da vida: novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deviam ter sarado anos atrás mas nunca o fizeram? Talvez velhas feridas nos ensinem algo e nos ajudam a lembrar onde estivemos, quem somos e o que superamos. A maioria das minhas me ensinam lições de como enfrentar o futuro. É como eu gosto de pensar, mas não é o que acontece, é? 

Parece que para algumas coisas a gente só tem que aprender de novo, e de novo, e de novo… Até sarar.
Laila Marques

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Quando caipirinhas não são suficientes.

Um dia me disseram que saudade doía. Eu não acreditei, lógico. Sou igual a São Tomé, só acredito vendo. Juro que queria sentir, só pra saber o gosto, só pra não passar despercebido pela vida. Sempre fui muito confusa em relação a emoções e sentimentos. Nunca soube dizer se é tesão ou medo, se é paixão ou TPM. Nunca sei se é saudade ou vontade dormir. Nunca fui boa em saber exatamente do que se trata aquilo que sinto. Aliás, sempre me poupei em relação a isso. Sempre deixei passar, sempre pensei que a falta poderia ser tamponada com outro objeto, problema ou bebida. Essa é minha sexta caipirinha e a falta ainda tá aqui. 
Mas agora me vejo aqui. Essa é minha sexta caipirinha e eu só penso em saudade. Eu que sempre fui abitolada no futuro, fico torcendo pro presente não passar. Eu que sempre tive pânico de usar a primeira pessoa do singular num texto, estou aqui agora, rabiscando vários "eus", inventando-os pra ver se soa mais bonito. E justo eu, que sempre me defendi com sarcasmos e ironia, estou despida de metáforas e risos fora de hora. 
Essa é a sétima caipirinha. Tudo está adormecido. Apesar da vista meio embaçada, da pouca luz e da música desagradável, penso no nós e nos nós que se deram na minha cabeça. Pelo meu jeito de ser eu o deixei solto. Em partes porque o queria por perto, em partes por medo de tê-lo por perto. Mas agora, eu já não sei. 
Essa é a oitava. A última, a derradeira. Talvez 3 meses sejam 3 dias, talvez sejam 3 anos. Já não penso mais em nada. Só espero que ele volte...

"Amigos para sempre lalalala..."

Olá pessoas lindas. O Natal vem vindo ai, o fim do ano vem vindo ai... E ai? Que vocês vão fazer de festa? Lembrem de me chamar, por favor.
O texto de hoje eu dedico, com todo mimimi que não me é característico ao povo da minha turma de Psicologia. Vivi momentos incríveis com eles, nada mais justo que falar deles aqui nesta Cafeteria.
Espero que vocês também gostem pois como todos os textos, é um pedaço meu. Então, lá vai.






"Existem coisas em nossa vida que é certo ver a mão de Deus. Como a união de pessoas que conseguem se encontrar em suas diferenças e a partir dai formar uma grande família.
Não. Deixem de bobagem, não estou falando de casamento. Eu tô falando de uma turma de universidade.
Não somos amigos, nem irmãos. Somos um pouco das duas coisas e mais um acréscimo de um algo que não sabemos dizer.A única coisa que sabemos é que a vontade de permanecer juntos, apesar de cada um ter seus defeitinhos, é grande. 
Somos como aqueles porcos espinhos que precisam se aquecer no inverno e vão se juntando e juntando de um jeitinho que o calor não falte e que os espinhos não machuquem (muito) os outros e dessa forma há preservação do grupo.
É, nós tentamos ser assim. Não somos iguaizinhos. E isso é a prova maior de que o que sentimos é honesto. É muito fácil amar aos iguais, difícil mesmo é amar aquele que são seu completo oposto. E por direcionamento divino, acredito eu, foi o que a vida nos propôs.
Tivemos 5 anos para nos conhecer e desistir de estarmos juntos. Aconteceu que durante esses 5 anos nós nos conhecemos, brigamos, espizinhamos, sorrimos, choramos... E no fim das contas quem sempre esteve, permaneceu e quem se afastou voltou. Porque, é como disse, o que há entre nós é de uma ordem outra.
Não há frescurinha, nem muita gentileza, tampouco cordialidade ao falar da roupa do coleguinha... Mas se alguém precisa, ao menos um do bando estará lá. E esse um do bando é sustentado por um outro. É assim que as famílias são. E sim, somos uma família.A família que nós pudemos escolher. E eu ouso dizer, se não acabou até agora, não acaba nunca mais!
Nessa turma de nigrinhas (a turma é minha, eu chamo do jeito que eu quiser! U.U) eu aprendi muito, sobre a vida, sobre os outros e mais, sobre mim mesma. 
Aqui, nesse solo árido do percurso acadêmico eu encontrei minhas irmãs de alma, uma melhor amiga quase irmã, meu irmão mais velho, meu par de dueto, um lorde inglês pelo qual serei eternamente apaixonada, meu completo oposto, alguém do meu sangue que eu nunca tinha conhecido... Além de todos os outros que foram aparecendo pela estrada e marcaram minha vida.
Diante de toda tempestade no meu mar particular, eu olho para eles e me sinto segura."

Gostaram?!

Aproveitando, desejo à vocês um ótimo Natal. Que esse espírito mágico contagie vocês da mesma maneira que me contagia.
Não façam besteiras. 

Beijos! =)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

"E de quem é a culpa?" ou "O dia em que tudo estava ocorrendo bem"

Era sexta-feira 13 e o dia começou assim. Estranhamente, as coisas amanheceram bem. O sol estava lá, brilhando. Os passarinhos cantavam e ela até conseguiu acordar antes do despertador tocar, tendo aquela gostosa sensação de que tinha mais tempo pra dormir. 
Há anos ela não dava um bom dia quando acordava. Não estava com aquele bichinho irritante do bom humor matinal, apenas estava bem. 
E não que tivesse tido a melhor noite do mundo na noite passada, pois não teve. Embora tivesse tomado injeções significativas de serotonina, havia brigado feio com o seu melhor amigo. Falou coisas que queria, mas não devia. Ele falou um monte e um "foda-se" que quase a fez chorar.
Mesmo com tudo isso, dormiu como uma pedra e, provavelmente, sonhou com os anjos. Acordou bem. Feliz. 
A primeira roupa que colocou lhe caiu bem. Chegou a parada e seu ônibus logo passou. Deu bom dia ao cobrador, cedeu lugar a uma idosa e ouviu, sem dores maiores, pagode durante todo o caminho de ida ao seu destino. Era um dia em que tudo ocorria bem.
Ao chegar ao seu destino, ela chorou. Por medo, por angústia, por imaturidade. Lá, ela descobriu de quem era a culpa. Somente dela, pontuou pausadamente a analista. "E o que você vai fazer com isso?".
E o que ela vai fazer com isso?? Vai para uma festa, ouvir música gay e beber vinho barato na companhia dos melhores amigos. Vai banhar de rio, jogar conversa fora, chorar por corações partidos e rir litros de danças aleatórias e merdas jogadas no ventilador.
E assim o dia vai continuar correndo bem. Se a culpa é dela, ninguém mais que ela para saber como dissipá-la.

Mariana Pedrosa

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"Fácil, extremamente fácil..." Pra que?!

  Oi povo! =)
  Gente, eu fico impressionada em como o tempo tá passando ligeiro! Ontem era quinta, hoje já é quinta de novo.

  Essa semana aconteceram algumas coisas chatas, mas enfim... a gente deixa pra lá e canta "qualquer coisa que é melhor que tristeza..."
  Passei a semana com mil coisinhas na cabeça, meio angustiada, mas não conseguia escrever nada sobre o que eu tava (tô) sentindo, mesmo porque não sei do que se trata. E eu nem devia tá falando isso, mas acho que temos intimidade o suficiente para tanto.
  Ai, hoje, depois de ter ouvido meus cantores favoritos, me inspirei e pari isso daí. Espero que gostem. É, mais uma vez, muito honesto.

  "Embora eu seja bastante preguiçosa, eu escolho caminhos difíceis. 
  Nada vem fácil pra mim e se não vem fácil, é porque escolhi difícil. 
  Aprendi que não é culpa de Deus, nem da vida, nem do destino e nem nada não... A culpa é minha. Passei todo tempo reclamando de tudo e de como é difícil eu ganha alguma coisa, mas enfim... Eu sou toda errada, não poderia escolher certos e nem fáceis porque o gosto do que é fácil se perde mais rápido.
  E é impressionante que quando você se da conta - se dá a conta - das coisas que você faz, elas se tornam ainda mais pesadas. E aqui mais uma vez eu escolhi difícil. 
  Era bom viver na ignorância de mim mesma. Era confortável olhar no espelho e saber que aquela garota magrela e dos cabelos avurassados era eu. Era uma benção questionar pouco sobre determinadas coisas... Era fácil e, como bem notei e vos disse, eu não gosto de fáceis.
  Vou sempre escolher o que eu quiser. Antes eu fosse mais flexível e menos teimosa e escolhesse o que alguns tentam me enfiar goela abaixo, mas desde muito novinha eu escolhi ser dona das minhas ideias e ser teimosa mesmo. Ou seja, escolhi o difícil.
  E aqui me deparo, cercada de cada uma das minhas escolhas e dos mais variados caminhos a seguir. Eu vislumbro tão facilmente quais seriam mais fáceis e agora me dou conta de que, embora preguiçosa emocionalmente, eu gosto é do gasto. Do estrago.   
  E diante disso, só me resta sentar nesta calçada com minha caneca de café, um bom livro, papel, tinta, colocar um bom e -as vezes- fingido sorriso, um copo de vinho - sim, e porque não?! - e esperar para tomar o rumo mais trôpego que uma garota teimosa poderia pegar: o mais difícil.
  E, relaxa, eu aceito a conta."

  Alguma coisa a pontuar?

  Se não, até a próxima!

  Dois beijos.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Culpa, quarta-feira, formas e beijos.

Olá leitor,
Não sei se  você sabe, provavelmente não sabe, já que nunca comentei esse fato, mas um dos motivos que me levaram a escolher o dia de quarta-feira para postar coisas é: Tudo acontece em dias de quarta. Parando pra analisar racionalmente agora penso : só posso ser jumenta!
Tem dias que demoro a postar (como hoje) por falta de tempo, ou acabo por nem realizar a postarem.
Dessa maneira justifico a demora, a culpa é da quarta-feira que não tempo suficiente pra comportar todos os acontecimentos que insistem em manifestar-se nesse dia.
Culpa no lugar onde ela devia estar, agora seguimos com texto.

Que dê forma (deforma)

Ah, homem esculpido
Na perseguição que insiste
De procurar em si
Alguém desconhecido.
Seria inimaginável a ti pensar?
Seria a ti inconcebível a ideia
De que tua forma bruta
É o estado que vigora?
E agora, homem?
E agora?
Irás entrar em um casco
de belos e formosos talhos,
Enquanto teu eu tronco
É devorado por cupins?
Qual será teu fim, homem?
Qual será?

Beijos e abraços virtuais em você, até a próxima.
Tayná Pimenta Mendes, a Rainha das Florestas.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Trocando de Pele


 
 
A gente vive enganando. Uns mais, outros menos, uns a si mesmos, outros ao mundo, mas no fundo, o que nós queremos de verdade é nos esconder. Nascemos e nos tornamos gente, pagando por isso um preço muito caro, que a maioria decide ignorar. Mas a alguns não sobra alternativa alguma, senão olhar no espelho e não fazer ideia nenhuma de quem seja a pessoa que encara de volta. Por esses eu sinto muito. Pra mim a ignorância é uma dádiva de ouro, só não menor que a capacidade de conseguir se ignorar.

 A questão é que somos o que construímos. E assim como uma casa ou uma outra coisa qualquer, nossa arquitetura engendrada entre músculos estriados, músculos lisos, catarro, meleca, amor e costelas nunca tende a ser minimalista. Nós somos um exagero amontoado de nós mesmos, nos retroalimentando como cupins da nossa própria cara de pau, construindo uma imagem que acreditamos ser nosso reflexo.

 A imagem não é bem uma máscara. A imagem é uma pele e, de uma forma bastante reptídica, se desgruda de tempos em tempos, dando lugar a uma cara nova e a um novo corte de cabelo. Embora tenha a ver com o tempo, não é dos anos que isso tudo depende. Não mais do que da nossa própria resolução de escolher quem queremos ser de ontem em diante. Tudo, afinal, é uma escolha. Tudo, menos escolher. Disso, meu caro, você e eu jamais seremos capazes de fugir. De fugir talvez não, mas ignorar é uma arte. Como eu vinha dizendo, a ignorância é quase uma virtude. Mas escolher não ver é escolher ser menor. Então nos sobra apenas a dura tarefa de abrir os olhos e os ouvidos.

 O fato amargo por trás disso tudo é que nossa imagem, chapiscada e rebocada com tanto esmero, não nos protege ou esconde do mundo. Ela guarda nossa alma daquilo que não queremos saber. Porque no fundo, todos nós somos escrotos. E ninguém vive seus anos pra se descobrir ruim. Mas é vida é dessas, o que a gente esconde ela nos devolve.

A vida é escrota. Aliás, as pessoas são escrotas. Aliás, eu sou.

 Se largar da própria imagem não é bem escolher uma nova e voltar a ser confortável. Largar de mão a própria imagem é pagar pelo que não diz, pelas escolhas que não faz e pelo que preferiu não ver. E é aqui que o laço aperta o bode, porque é dessa escolha que não há esquiva. Então nos resta o reboco. O asfalto ruim tapando qualquer buraco. Vamos polindo nossa cara com peroba e bril. Vamos nos reinventando e, de tanto procurar, só nos resta nos perder. A vida é escrota.

 Mesmo.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Não se aguentou até sexta.

Foi apenas um pequeno corte, mas sangrou. Pingou sangue na casa toda. O chão ficou decorado com várias bandeiras do Japão. Foi um minúsculo corte com uma faca de cozinha, dessas básicas, de serra. Foi tentando abrir uma creme de leite, para deixar a vida mais cremosa, que me cortei com a faquinha de serra. Sangrou tanto, sangrou rude. Pingou no chão. Eu quis chorar, quis parar o delicioso almoço que fazia, mas não pude. Tive que prosseguir com o dedo sangrando e espalhando vestígios pela cozinha. Derrubei o arroz, quase queimei o feijão por causa do dedo cortado, pingando vermelho no chão. Gritei de ódio e meu grito me fez perceber que a culpa foi toda minha. A natureza da faca é ser afiada e fazer cortes fundos e precisos. Quem manuseia a faca tem que estar ciente do risco. Normalmente, as pessoas estão cientes disso e por isso deixam a vida mais cremosa cortando a caixa do creme de leite com uma tesoura. E quem corta com a faca, sempre tem cuidado redobrado. Eu quis cortar a caixinha com a faca. Eu que insisti, por preguiça de ir atrás de uma coisa mais segura, ou por medo, não sei.
Embora algo em mim soubesse de tudo isso, não pude deixar de sofrer quando a faca fez apenas aquilo que ela sempre faz: cortar. E ai pingou sangue pela casa. Tentei contornar a situação com álcool, mas só fez arder mais.
Tem um dodói no meu dedo e, mesmo assim, vou ter que limpar toda a bagunça do chão agora...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sem fôlego...

Entre a saudade do passado e o medo do futuro. Grandes pérolas podem ser encontradas nos lugares mais amarelados de uma agenda... 

"Eu sinto frio. Eu sinto fome. Eu sinto vontade de gritar loucamente pelas ruas. Eu sinto vontade de bater, de jogar tudo pro alto. Eu sinto vontade de te pedir pra ficar. De ser pequenina nos teus braços e te chamar de meu. Eu sinto vontade de fazer e falar coisas que eu sempre achei ridículo. Eu sinto calor. Fogo. Eu me afogo em poucos segundos num copo de vinho barato. Eu me pergunto a cada segundo do dia onde eu estava com a cabeça em aceitar teu beijo. Eu desço do salto. Eu sinto falta do meu vazio que você preencheu com simplicidade. Eu sinto um desejo maciço de ouvir 800 vezes a mesma música que consegue traduzir em notas aquilo que eu mesma não sei definir. Eu sou, apenas. Eu só quero estar longe. Eu quero te afastar antes que você me faça sofrer. Eu quero que você me faça sorrir de uma formiga tropeçando num grão de sal. Eu quero, mas não reconheço meu querer. Não reconheço mais aquilo do qual eu gozava antes. Me sinto em pedaços de um material alienígena que está caindo lentamente na Terra. Não sei se novos "eus" sairão de cada pedaço e se espalharão pelo mundo como uma epidemia ou se eles se procurarão em todo o planeta para se juntar e formar uma eu, cheia de remendos..."

Mariana Pedrosa

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Eu odeio perder!

Oi povo do meu coração!

Como vocês estão nesta Quinta?

A semana passou voando né?! E me aconteceram coisas muito maneiras, como conhecer o cantor das minhas canções favoritas, o incrível Marcos Lamy. (Ouçam) ^^

Então, esse texto eu escrevi na terça. Ele é das minhas impressões de terça. Mas é válido publicá-lo na Quinta por que ainda tem muito de Enezita nele.

Aproveitem hoje.

"Hoje, depois de dias e dias desejando apenas que o outro dia chegasse, eu queria que o dia parasse.

Assim tá tão bom. As coisas do jeito que estão tão tão boas. Boas de um jeito que me deixa confortável e feliz. Não de uma felicidade retumbante, é de uma felicidade simples. Como água na sede, como xixi quando se tá com muita vontade. E eu gosto dessa felicidade.

O chiclete tá tão gostoso. Eu não quero jogá-lo fora.

Por isso queria que o dia parasse. Podia ser às 6 da tarde, olhando o amarelo que finda o dia, tomando meu café, com um bom livro na mão e tendo a certeza de que tudo estará no mesmo lugar, assim que o café acabar.

Me chame de covarde, me chame do que você quiser, mas sim, eu tenho medo! Um monte deles, que são meus companheiros constantes em todos os dias da minha vida. E um dos meus maiores medos é de perder.

Quando eu falo de perder é em tudo. Perder a partida de vídeo game ou perder quem eu amo. Falo de perder meu brinco – que uso desde os 9 anos – até perder o ônibus que me leva pro trabalho. Eu odeio perder. Eu temo perder.

Por isso hoje - hoje, morrendo de medo de perder - eu queria que o dia parasse.

Queria que tudo ficasse assim. Sereno e calmo como é agora. Tudo como é hoje e não como vai ser amanhã. Por que eu também tenho medo do amanhã, mas disso a gente pode falar depois.

Esse Senhor do Tempo poderia me fazer essa gentileza, poderia fazer parar. Como presente de fim de ano, já que o mesmo foi tão acelerado. Como tudo passou tão rápido, o hoje podia parar. As 6, não antes, nem depois. E eu ficaria ali, sentada, rindo, ouvindo, falando, calando, amando, odiando, ajuntando e afastando... Tudo igual. Igual ao que é hoje.

E hoje tá bom. Amanhã, eu não sei mais."

E ai?! Cês curtiram? Então compartilha com o coleguinha, com o vizinho, com a mãe, com o papagaio, com quem mais você quiser.

Eu fico por aqui. Até a outra Quinta.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Uma dose diária, obrigada.

Oi pessoas,
É bom escrever pra vocês, eu sinto falta.
Falando em falta, é um momento engraçado da vida quando sentimos que não falta nada, é tão engraçado que da vontade de rir o tempo todo.
Rir o tempo todo é bom, mas algumas pessoas olham estranho se você estiver sentada no chão e começa a rir, as pessoas acham estranho quando você passa o dia sentada na rede ouvindo música no celular com os fones e ouvido e começa a dançar e cantar e rir disso. O que as pessoas não entendem é que cada pessoa sozinha pode ser feliz e rir, mesmo que pareça estranho.

Chame-se efêmero

Nem o mais linear dos seres sabe
As curvas fechadas da vida.
E se tem curva,
Pois bem, curve-se
Diante a surpresas dos dias.
A inconstância é irritante
Para quem caminha
com comodidade.
Para quem aproveita
Os instantes
A vida é cheia de
Oportunidades.

Desejo que todas as pessoas, desse mundo virtual e do mundo real, possam ter uma ótima semana, cheia de alegria e magia.
Beijos e abraços virtuais.
Tayná Pimenta Mendes, a Rainha das Florestas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Rotina

Eu sumo. Eu paro. Eu repito.
Eu abandono, eu perco, eu me perco, eu me irrito.
Eu escrevo, eu acordo, eu sinto medo, eu desisto.
Eu volto, eu choro, eu canto, eu minto, eu me imito.
Eu penso, eu falo, eu calo, eu paro.
Eu sumo. Eu sinto medo. Eu me repito.
Eu falo, eu pago, eu me calo.
Eu sumo. Eu volto. Eu me repito.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Delay

Imagem: sr Google
O meu tempo tem um delay. Meu timer é quebrado. Deus deve tê-lo comprado de um coreano baixinho, corcunda e que almoça quentinha de yakisoba na 25 de março. Deve ter sido o preço que o olhos puxados teve que pagar para deixá-lo entrar nos céus. 
Meu timer é defeituoso desde que nasci. A única vez que agradeci por esse pequeno erro divino, foi quando conheci a garota de terça. O delay dela é beeeem mais acentuado que o meu. E o dela é visível a olhos nus. 
Meu tempo tem um delay. Poderia passar despercebido, mas o problema é que o tempo do mundo não suporta delays. O Sr Universo não espera meu timer apitar. O Sr Universo não tem 3 segundos pra me esperar cada vez que ele lança uma coisa boa. Acaba que eu pego só o eco do tempo. E o eco não é o tempo, é só o eco. Eco é só aquilo que ressoa te fazendo perceber que o real já passou. 
Já vi muito o tempo passar. Já desejei intensamente que ele voltasse e trouxesse aquele momento chave para que eu agisse diferente. Ou melhor, para que eu agisse, de qualquer forma. Penso, hoje, que talvez agir, seja de que jeito for, seja melhor que paralisar. Seja melhor que somente pensar. 
Quantas vezes me peguei parada diante o mundo tal qual um disléxico diante um texto de poucos parágrafos. Tudo trocado de lugar. Um amontoado de coisas que juntas não fazem sentido nenhum. E eu só passei por cima. Preferi me esconder por trás da minha dislexia existencial. 
E por isso, mil vezes chorei. Mil vezes quis bater em mim mesma e me causar muito sofrimento por ser tão lerda, por perder tanto e tantas coisas. Fico imaginando o Sr Universo esmurrando a parede e dizendo "Pô, Mariana, de novo???"
E agora me vejo aqui. Pensando se o universo ainda tem tempo pra mim. Se ele espera eu encontrar em mim mesma algo que conserte esse defeito de fábrica. Ou se ele aguenta esperar eu adquirir um timer novinho em folha com desconto nessa Black Friday. 

Mariana Pedrosa

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Então, olha o mar!

Gente bounita do meu mundão, como vocês estão?? (Olha rimou!)
Eu vou bem, obrigada! E não estou respondendo educadamente. Vou bem mesmo!
A Quinta chegou e eu junto com ela. Então pega mais esse pedaço meu, mais dois tiquinhos da minha honestidade e se joga!

"Olhei o dia acordando. É tão bonito! Já tinha visto outras vezes, mas como nada é igual de uma segunda vez, o amanhecer daquele dia foi diferente.

Dentro de mim é diferente. Estou na serenidade do "um dia de cada vez". Já vivi demais a longo prazo. Mas hoje é melhor que amanhã. Um dia de cada vez é melhor que mil dias num dia só.

Antes do amanhecer, na madrugada frenética que me abraçava, eu vi o mar. Eu amo o mar! Eu carrego muito dele e muito dele eu queria ser. O mar me deixa pequenininha, bem menor do que eu já sou. Na beira do mar, numa conversa solta, em meio a risadas gostosas e em companhias agradáveis, eu tive a certeza de que o agora é melhor que o depois.

Sou dessas que inventa coisas pra tornar a vida mais eletrizante. Qualquer coisa serve! Um amor (ou vários), uma briga besta, um atraso, um caminho diferente, uma série nova, um bom livro... Eu só gosto de sentir o delicioso sabor do novo. E depois de muito mastigar, cuspo fora igual aquele chiclete que perdeu o gosto.

Já tive angústias o suficiente pensando nessa porcaria de futuro que eu nunca nem vi a cara. Você pode jurar que eu sou irresponsável, mas olha o mar. Ele é igual pra mim e pra você! Olha o futuro. Ele é igual pra mim e pra você. Incerto e assustador.

Na célebre máxima "vamos viver tudo que há pra viver" se manifesta o desejo contido de cada um de nós. E eu ouso fazer do meu jeito: Vou viver tudo o que eu quiser viver! E me responsabilizar pelas minhas escolhas.

E ai que reside o grande lance: Se responsabilizar. Esse é o limite entre a liberdade e o caos.

Sem paranóia. Sem sofrimento. Sem mágoas. Sem pensar no que virá depois. Deixa o depois lá, depois a gente cuida dele...

Sem mais, vamos vivendo. Um dia após o outro. Um passo de cada vez."

E ai?! Como foi pra vocês hoje?

Não deixem me amar.

Beijos,

Enezita Vieira.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

De-mais

Quem te deu o direito de pensar que eu sou alguma coisa?
E quem sabe se eu sou?
Quem te disse que sou assim? 
Por que eu não posso ser diferente?
Quanto vale o sossego de meus questionamentos?
Quanto vale as respostas de minhas perguntas?
Será se eu quero mesmo saber da resposta de tudo?
E, ei, quem te disse que eu te quero aqui?
E por que você faz isso comigo?
Não já te avisei que mudei?
Não já joguei tudo pro alto?
Não já passei dos limites?
O que te faz pensar que eu quero algo mais?
Quem foi que disse que você pode pensar algo de mim?
Quem te comentou por onde andei?
Quem te deu o direito de me seguir?
E de marocar minhas publicações?
E de ser inconveniente?
E de aparecer nos lugares que eu vou?
Por que você continua aqui?
Ou por que você não vai embora?
Cadê as falsas esperanças?
Cadê as mentiras de coração?
Quando é que aprendemos que algo é demais?
Quando serei mais forte?
Eu posso suportar tudo isso?
Quando eu vou aprender que as vezes sou velha demais?
Ou nova demais?
Ou as vezes é cedo demais...
Ou é tarde demais.
Só sei que tudo isso é demais.
Bem mais do que posso aguentar.
Laila Marques

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Da vontade louca de ser quem não se é.

Sobre a vontade de ser outra pessoa.
Ou a mesma pessoa, só que em outra época da vida. Passado, de forma provável, por já saber como acontece e ter o poder de modificá-lo. 
Ou do futuro, se este vier com uma cláusula atestando ser excelente e brilhante. 
De ser outra pessoa por não querer sofrer pelas coisas da pessoa que se é no momento. 
De não sofrer por: não se sabe o quê. 
A impressão é a de que as outras pessoas não sofrem. A grama do vizinho é sempre mais verde. 
Hoje eu vejo e percebo o quanto os filmes de comédia romântica me fizeram mal. Até hoje, no auge dos meus vinte e poucos anos, espero aquela música tocar ao fundo.
Até hoje acredito que o meu príncipe chegará montado em um cavalo branco, sorrindo. 
Um olhar. Apenas um olhar será preciso pra que eu e ele saibamos que fomos feitos um pro outro. 
Mas isso foi só até hoje. A partir de amanhã, não mais. A partir de amanhã serei aquela outra pessoa que tem a grama mais verde. Serei aquela pessoa real, que vive a própria vida, não a personagem de um filme de comédia romântica. 
A pessoa que serei amanhã vai dês-desandar. Vai enfrentar o que se tem pra enfrentar: a vida. 
A pessoa que serei amanhã vai sair da sombra dos tempos de outrora. Ela vai viver do agora. 
A pessoa que serei amanhã vai se permitir sofrer, vai se permitir chorar pelo relacionamento que acabou, vai se permitir sofrer por aquele cara que não vale nada. 
A pessoa que serei amanhã não vai mais adoecer pelo medo. Não vai mais ficar paralisada diante daquele texto de difícil compreensão, não vai mais temer uma prova. 
A pessoa que serei amanhã vai viver relacionamentos reais, que começa, tem brigas, tem acertos, tem discussões, tem amor. 
A pessoa que serei amanhã não fugirá de brigas. Enfrentará o mundo pelos seus ideais. 
A pessoa que serei amanhã terá ideais. Ideais muito bem traçados e definidos. Terá força de vontade e disposição pra lutar pelo que quer. 
A pessoa que serei amanhã não vai mais ficar horas ouvindo músicas de fossa pensando como seria a pessoa que ela seria amanhã. Ela só vai ser. 
Amanhã serei tudo isso. Amanhã. Hoje eu sou só eu: a pessoa que deseja ser outra.

Mariana Pedrosa

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sobre Mudanças e o Mudar.




Ola todos vocês!

Como estamos esta semana? Continuam lindos como sempre? Eu sim. u.u

Então, texto parido do fundo da minha honestidade. Vocês tem conhecido muito desta que vos escreve pontualmente as Quintas. Isso me assusta, but I don't care. I love it! \o/

Vamos la...

"Há algo de muito estranho quando as coisas começam a mudar. 

Ok. Ok. As coisas sempre mudam. Então vou reformular. Há algo de muito estranho quando você percebe que mudanças estão acontecendo.

Não sei quantos de vocês já se deram conta de pedaços seus sendo arrancados. Não falo da mudança habitual, daquilo que muda toda manhã. Eu falo dessa mudança que surpreende a você mesmo.Como pode se surpreender com você mesmo?! Pois é. 

É desse algo estranho que falo.É como se olhar de fora e pensar: "Caramba! Fui eu mesma que fiz isso?!" e sim. Fui eu mesma que fiz isso. 

Há algo de estranho nisso. As palavras tem um gosto diferente e as lembranças são quase como um filme. Você escreve, lê, come,dorme, caminha, canta... E enquanto isso convive com uma pessoa desconhecida.

Você me entende?!

Daí você não sabe se essa pessoa é boa ou é ruim. Só sabe que ela está se apoderando de quem você pensava que era. 

E essa pessoa não é você?! É sim. 

Estranho isso. Tão estranho que me assusta. Não sou lá de me assustar com muitas coisas, nem sou covarde. Mas tenho sentido um frio na espinha de pensar nesse alien que sou eu agora.

Quando a mudança chega e você percebe, é como ver uma massa disforme no espelho. É, ela é igual a mim. Por que não a reconheço?! Eu não vou saber disso agora, como bem pontuou minha analista.

Enquanto isso junto meus segredos e melhores sorrisos e caminho. Caminhar contra ventos sempre foi o que eu fiz. Não pense que me orgulho dessa caminhada. É algo dado. Sou assim e pago por isso. Hoje eu sei que pago. E a única coisa que não está mudando é o fato de que continuo caminhando contra o vento. Continuo com esse pedaço que é meu, que me faz eu. Perceber que isso é meu faz parte de perceber a mudança. 

O que se faz com isso?

Eu não sei. 

Eu vou vivendo. Porque viver é melhor que sobreviver!

Vou comer minhas gordices, ouvir minhas canções, assistir meus filmes, ler meus livros, dormir uma tarde inteira, beber um pouco, esconder minhas lágrimas, enterrar passados, afastar pessoas, amar quem convém... E caminhar. Caminhar sempre."




Alguma identificação? Pontuação? Crítica?

Nada?!

Não importa, só continuem me amando.




Beijões!




Enezita Vieira.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vivendo de saudade em saudade.

Minha relação com a saudade.


Ela, a saudade, vem como uma crise econômica. Apresenta sinais de que vai acontecer (eu ignoro) e enfim acontece. Dai é uma loucura na bolsa de valores (coração, cérebro, ou qualquer nome que você dê pro lugar que ficam os sentimentos), eu tento acabar com a crise de algum jeito (procuro a pessoa, pergunto as novidades, desabo em desculpas e demonstro a falta que sinto). Depois de controlado o caos, a bolsa fecha em alta (matei a saudade).

Nos dias seguintes vivo na comodidade do mercado estável (acabo sumindo).


Até a próxima quarta.

Tayná Pimenta Mendes

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Eu (não) gosto de você....

Imagem: Sr Google
"Eu não gosto de você!". Admitiu para si mesma, enquanto travava uma discussão imaginária com ele. 

"Não gosto de você!! Não desse jeito que você pensa! Gosto de você como amigo, como companheiro de balada, como diário de cabeceira. Mas não gosto de você DAQUELE jeito... Que jeito? Ora, que jeito! Desse jeito que as pessoas gostam uma das outras nesse sentido não fraterno. 
Como assim não entendeu?? Não gosto desse jeito, desse jeito assiiiim, coisado... não gosto! Gosto de você, não sendo daquele jeito que as meninas que ficam com você gostam. Gosto de você do meu jeito, do jeito que eu sei gostar de quem eu gosto! Você me irrita. Porque nunca entende o que eu falo? 
Como assim 'claro que entendo'?? Se entendesse não tava com essa cara de bocó e com a mão no queixo como se tivesse tentando decifrar minhas palavras. Eu estou sendo clara. Não gosto de você daquele jeito. Daquele jeito 'vamos ver um filme, ter dois filhos, ir ao parque, discutir Caetano e planejar bobagens'. Gosto só desse. Desse assim, que a gente fica rindo de bobagens, de falar mal dos outros e cantar músicas do arco da velha. Para de rir que nem idiota quando eu falo! Tô falando sério! E não tenta me deixar encabulada! Você não tem esse poder sobre mim. Não tem! Tô dizendo, rapaz, não tem!"
Tinha essa mania, mesmo, de querer ganhar todas as discussões, sobretudo as imaginárias. Veja bem, nas imaginárias. No mundo real, ela só sorria e falava baixinho:
"Pela última vez, não gosto de você. Mas não vai embora! Fica aqui me faz companhia. Vamos rir. Eu gosto e você."


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quereres.



Mais uma Quinta nesta Cafeteria. 


Fico feliz por isso, por que compartilhar meus devaneios com vocês é realmente bom. E uma das poucas coisas que chegam a fazer sentido nos últimos dias.

Aqui tão meus pedacinhos. Leiam, se lambuzem, amem, odeiem... Façam o que vocês quiserem, só não me abandone por aqui.

Então... Go go Power Rangers!

(Meus pés, meu mar. Imagem minha mesmo)

"Eu queria ver meus dias em filtro envelhecido. Violão, voz suave, letra bonita ao fundo. Um pôr-do-sol perto de um laguinho. Sorriso besta, gargalhadas abafadas pelos sons das canções. Um frio gostoso, meus amigos, meus amores... 

Eu queria minha vida numa mochila. Falta de rumo, ausência do medo. 
Eu queria no meu armário só calça jeans, all star velho e camisetas maiores que eu. Na verdade, um pouco mais que isso. Queria no meu armário as roupas que são minhas e não alheias, se é que você me entende.
Eu queria parar de pensar tanto. Eu queria sentir mais. 
Eu queria que chovesse. Eu queria chover.
Eu queria um dia inteiro em que essa falta não sobrasse. 
Eu queria um dia para todas as canções bonitas. Um dia de bobagens. Um dia para ser sem reservas. E um dia para desejar mais dias iguais a esses dias. 
Queria que na minha vida, eu tivesse mais umas duas vidas. Só pra eu ser tudo aquilo que eu gostaria de ser, o que um dia eu pensei em ser e pra ser quem eu fui e matar a saudade daqueles dias, sempre saudosos. 
Eu queria dias pra viver cada amor. Os que eu me neguei a viver, os que vivi pela metade, os que eu matei só de mal, os que eu jamais viverei e os que jamais viverei de novo.
Poderia pedir um dia para entender o Amor? Eu posso. Eu peço. Com a certeza de que jamais fará sentido algum.
Eu queria me ver correndo na praia, sem medo do que dirão, do que verão, do que virá... 
Eu queria era voltar pro meu livro (já que a Garota de Terça acredita que pertenço a um também, eu vou acreditar). 
Eu queria mesmo era parar de tanto querer.

E 'eu quero tudo, mas não sei querer nada...'"

Curtiram?! Então compartilhem! 

Ah, vou deixar essa cançãozinha diliça ai pra vocês, espero que curtam do mesmo tanto que eu.


Beijões meuzamores!



Enezita Vieira.         


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Excesso de Bagagem



Estou cansada. Um cansaço de uma vida inteira. Cansada de estar cansada. Cansei tanto que corro o sério risco de deitar no sofá e deixar de existir por pura desistência. Desafiado não é meu não, pode jogar.

Seguimos a vida acumulando nossos segredos num pequeno fardo bem amarrado às nossas costas. No começo, ele é só um apoio cervical, bem útil nas cadeiras ruins do transporte público. Disso ele passa a ser um pequeno travesseiro, pronto pra qualquer soneca num canto mais quieto em que se possa estar. Mas assim como um tumor, nossa bagagem de segredos segue crescendo, silenciosa, roubando nossas forças como um pequeno parasita bem nutrido, contra o qual não há nenhum licor de cacau chavier que seja eficiente.

Nossa pequena trouxa segue nos acompanhando. Cada um faz dela o que quer. Uns a embalam num tecido cômodo e resistente, outros num marrom sem cor, amaciado pela idade... outros a transformam num divertido amarrotado de cores vibrantes, com estampas de elefantes bailarinos sob um céu de glitter. Essa sou eu.

Seguindo lado a lado com meus segredos, em dias de chuva ou sol, numa viagem divertida ou no mais entediante dia de trabalho, pude aprender que um fato sobre nosso saquinho de segredos é que por mais bonitinho que o tornemos ou quanto nos esforcemos pra mantê-lo limpinho e bem nutrido, nossa trouxa de segredos começa subitamente a pesar. O que uma vez havia sido um pequeno conforto particular ou um silêncio apropriado pra nos esconder de uma ou outra confusão se torna o fato de nossas colunas estarem tão tortas e nossas pernas, sempre cansadas.

Vamos nos enchendo, enchendo, enchendo até vazar.

Depois, desajeitados, tentamos recolocar todos os farrapos de volta na sua trouxinha tão particular. Mas como qualquer coisa no universo, os restos de nós se submetem à regra universal das embalagens: uma vez que você desembala, não haverá jamais uma forma de recolocar tudo no lugar exatamente da mesma forma. O que antes era um pacotinho arrumado, agora é uma massa disforme e retorcida que insistimos em chamar de nossa vida.

Por fim, me canso só de pensar que esse fardo é eterno, continuará a ser arrastado por nossas costas irritadas enquanto o mundo for mundo e nós formos nós mesmos. Cabe a cada um o que fazer da sua mala. Ignorar é uma opção. Ficar cansado é uma consequência inevitável.


Quanto a mim, sigo colorindo os elefantes do meu tecido enquanto der. Assim, cansada o quanto for, ainda restará o conforto de deitar aconchegada num pequeno pedaço de arco-íris. A esse conforto eu chamo: ter amigos. 

Decida

Nós somos ensinados a não mentir. 
"Isso é errado, é feio, Papai do céu não gosta, mamãe vai te colocar de castigo".
Somos ensinados a não fazer com os outros aquilo que não gostaríamos que fizessem com a gente.
Nos ensinaram também que o bem sempre vence o mal. 
Esqueceram de dizer que quase ninguém obedece a isso tudo.

Todo mundo mudou seu jeito de viver, mudou as rédeas da vida. E muita gente se perdeu e não consegue mais tomar as próprias decisões.

Dizem que a vida passa diante dos seus olhos logo antes de morrer. Os momentos importantes. Os momentos que testaram você. Os momentos que te fizeram quem você é.

Eu penso que esses momentos acontecem todos os dias, principalmente antes de dormir. Aqueles questionamentos básicos se essa é a vida que você esperava ter. E a única pessoa que pode responder por você é você.

Tem dias que eu acho que não valho nada, outros eu sou grata por ter algo que me faz ser alguém. Nós todos iremos morrer. Não podemos escolher como ou quando. Mas nós podemos decidir como vamos viver. Então, faça isso. 

Decida. 

Essa é a vida que você quer viver? 
Essa é a pessoa que você quer amar? 
Esse é o melhor que você pode ser? 
Você consegue ser mais forte? 
Mais gentil? 
Ter mais compaixão? 
Não mentir?
Obedecer aos pais novamente?
Fazer o bem sem olhar a quem?
Mudar de cidade, de estado ou de país pelo seu sonho?
Decida... 

Inspire. 
Expire. 
E decida.
Laila Marques

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

"Sr. Coelho, espere!!"

“Ergueu-se então e dirigiu-se para o animalzinho, o qual fugiu assustado. Alice disparou atrás. O Coelho meteu-se por uma toca. Alice também, sem refletir que é muito fácil entrar em toca, mas muito difícil sair." Lewis Carroll - Alice no País das Maravilhas

Eu passei a minha vida toda correndo atrás de coelhos brancos que gritavam “é tarde, é tarde, é tarde!”. E eu acreditei cegamente neles. Acreditei que de fato era tarde. Muito tarde. Tarde para amar, para me dedicar, para tentar mudar. Isso antes dos 20. 

Acreditei que era muito tarde para entrar em uma toca escura e cair até o centro da terra. Acreditei que era tarde pra fazer a dança da chuva em volta de uma fogueira. Me convenci que já estava tarde demais para cantar uma bela canção com minha péssima voz em meio as flores.

Todo esse tempo eu acreditei que não tinha tempo. Poupei os melhores minutos da vida com o vazio. Matei o tempo, matei a mim mesma. Deixei o gato sorrindo na noite escura escapar de mim. Não me permiti seguir conselhos de uma lagarta fumando em um narguilé. Não me permiti seguir conselho algum, nem os meus (e olha que eu costumo dar bons conselhos a mim mesma). 

E gastei o resto dos meus minutos me martirizando por isso. 

Não me permiti chorar a dor de estar sozinha, perdida em uma floresta escura, sem saber pra onde ir e nem como voltar. Me podei, simplesmente. Podei por medo, por preguiça. Me podei de pintar as rosas cor de carmim. Não me permiti jogar uma partida de criquet com a rainha, nem me arrisquei a ter a cabeça cortada.

No fim das contas, sonhei. Mas não permiti me entregar. Fui uma sombra no meu próprio sonho. Reneguei a fantasia e, por medo da realidade, reneguei minha própria existência. 
Hoje me sinto velha e nem cheguei aos 30. No final das contas, fui a Alice que nunca dormiu.

Mariana Pedrosa
Sorriso do gato da Alice. Créditos: Sr google.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Esse eu...



Oi amores. Vocês estão bem? Digam aqui para mim.

O texto da Garota de Quarta tá muito legal né?! Eu queria ser um pato numa lagoa... Mas como a Amiga das Fadas me ensinou, posso ser qualquer coisa. Então hoje quero ser um balão. Oukey?! Hoje sou um Balão.

Vamos ao texto de hoje. Olha... tá sinistro, tá desencontrado, tá viajado... Mas enfim, é isso ai que meu eu quis dizer (ou não, vai saber...)

"Eu estou me evitando.
Se eu não fosse eu, passaria do outro lado da rua, só pra não ter que me olhar nos olhos e compreender cada palavra que sinistramente os olhos dizem.
Ah... Eu não quero pensar nessa minha vida. E tô tratando de não pensar.


Minha vida vai bem, obrigada!

A família?! Ótima!

Faculdade?! Maravilhosa!

Respondo economicamente que esta tudo bem. E pra mim, no raso de mim mesma, está mesmo. No profundo, bom... Não sei. Eu não fui lá. Nem quero
ir.
Não quero visitar esse porão cheio de eu mesma.
Deixe como estar. Assim tá bom.
Hoje choveu. Cê viu?!
Assim me desvio do que importa, falando do clima. Falando dos outros, evitando falar de mim. Me amarrei neste mesmo, neste igual e aqui eu vou ficar até que essas coisas encabulosas, sobre esse eu, decidam parar de querer se aparecer.
Enquanto isso eu fujo. Eu finjo. Pros outros?! Sim, em escala menor.
Mas o grau maior do meu cinismo é pra mim mesma. Já que me olho no espelho e não me reconheço, tenho o direito de fingir e de fugir. E eu sou realmente boa em ambas as coisas.
E sim. Esta do espelho está exatamente igual a
mim, e eu incrivelmente, não a reconheço.
Esses dias estão vazios. Esses dias não são meus.
Estes dias são preto e branco e acelerados. Diferentes dos meus dias coloridos e cheios de vida. Nos meus dias, as novidades de ontem conseguem ser novidade
hoje. Nestes dias, nem as novidades de amanhã conseguem ser novidade hoje.
Alguém veio aqui e me tirou a Vontade Existencial
e só me deixou a Preguiça Existencial.
Eu sei que preciso encontrar os caminhos novos. Não me venha dizer o que fazer. Mas... Ah... Encontrar caminhos novos é dar de cara com esse eu do qual estou fugindo. Então não quero não. Você me entende?!
Aqui tá bom viu?! Me deixe aqui.
E não se preocupe com minhas fugas, ainda há muito mim nesse raso. Além disso, essência não muda e o essencial é invisível aos olhos."


É isso xenty. Gostaram? Espero vossos comentários.
Não deixem de me amar.
Beijos deliciosos!


Enezita Vieira.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Patos, crianças, sentimentos e responsabilidades.


Oi, gente!

Dessa vez sou eu que vos escrevo, posso escrever que senti saudades, posso escrever que não senti saudades, posso escrever que sou um pato super dotado que consegue escrever.
Por isso escrever é maravilhoso, podemos tudo...até palavrões, mas hoje não to afim de palavrões, estava mesmo querendo escrever pra vocês. É bom ser lida as vezes, ser descoberta de vergonhas, de ser/escrever qualquer coisa.


Uma menina tinha seis anos e sérias duvidas, resolveu que em uma tarde conseguiria as respostas para todos os seus questionamentos.
- Mamãe, por que todas as pessoas tem que andar de terno em dias quentes?
- Por que é assim, minha filha, elas tem que ir trabalhar.
- Elas tem que trabalhar, por que?
- Pra conseguir pagar as contas, menina. Tudo custa alguma coisa,nada é de graça, se as pessoas não trabalham e ficam ser fazer nada elas nunca vão ter alguma coisa, são desocupados sem futuro, e as pessoas tem ser alguém na vida.
- Mas mãe, eu não uso terno, eu não trabalho, não pago contas, não sei quanto custa nada. Quer dizer que eu sou ninguém?
- Não, quer dizer que você é criança.
- Então eu não quero crescer.

Como um bom pato super dotado que sou, estou indo ao laboratório onde aplicam drogas em mim. Por isso eu posso escrever. Só não me ensinaram aquela palavra pra pedir ajuda.. Se você entendeu essa mensagem, venha sem demora, pois a minha vida é simples, sou só um pato. Queria nadar no lago com minha família. Vocês humanos que gostam de falar, que gostam de escrever, de sentir e acham que raciocinam pra facilitar a vida, e só complicam. Sou só um pato.