segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feridas

O que dói mais? Uma nova ferida recém formada ou uma ferida que existe há algum tempo e nunca sara?
A vida é patética.
A vida é uma droga.

Uma vez descrevi a vida como carrossel, mas ela vai muito mais rápido. A vida é como um trem em alta velocidade e você não pode saltar.
Se você saltar, você morre. Ou desiste do que quer ou perde a luta para você mesmo de ser quem gostaria de ser.

Ninguém acredita que sua vida vai ser somente “ok”. Todos achamos que seremos grandes. E a partir do dia que decidimos o que queremos, nos enchemos de expectativas e depois nos sentimos um tanto roubados quando nada acontece ou quando o inesperado acontece.
Nesses momentos, eu lamento ter me apegado tanto as minhas expectativas. A única explicação aos meus apegos é que isso era o que me mantinha de pé, forte, equilibrada e estável. Mas o esperado traz alegria e satisfação. O inesperado é que muda nossas vidas.

As pessoas possuem cicatrizes em todos os tipos de lugares. São como mapas secretos de suas histórias pessoais, diagramas de suas descobertas na vida, suas brigas, amores, seus melhores e piores momentos. A maioria dessas feridas podem sarar e deixar somente uma cicatriz. Mas algumas não curam. Algumas feridas podemos até carregar pra sempre em todos os lugares, e embora o corte já não esteja mais presente há muito, a dor ainda permanece.

Portanto, o que é pior com o esperado, as expectativas e inesperado da vida: novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deviam ter sarado anos atrás mas nunca o fizeram? Talvez velhas feridas nos ensinem algo e nos ajudam a lembrar onde estivemos, quem somos e o que superamos. A maioria das minhas me ensinam lições de como enfrentar o futuro. É como eu gosto de pensar, mas não é o que acontece, é? 

Parece que para algumas coisas a gente só tem que aprender de novo, e de novo, e de novo… Até sarar.
Laila Marques

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