domingo, 8 de dezembro de 2013

Não se aguentou até sexta.

Foi apenas um pequeno corte, mas sangrou. Pingou sangue na casa toda. O chão ficou decorado com várias bandeiras do Japão. Foi um minúsculo corte com uma faca de cozinha, dessas básicas, de serra. Foi tentando abrir uma creme de leite, para deixar a vida mais cremosa, que me cortei com a faquinha de serra. Sangrou tanto, sangrou rude. Pingou no chão. Eu quis chorar, quis parar o delicioso almoço que fazia, mas não pude. Tive que prosseguir com o dedo sangrando e espalhando vestígios pela cozinha. Derrubei o arroz, quase queimei o feijão por causa do dedo cortado, pingando vermelho no chão. Gritei de ódio e meu grito me fez perceber que a culpa foi toda minha. A natureza da faca é ser afiada e fazer cortes fundos e precisos. Quem manuseia a faca tem que estar ciente do risco. Normalmente, as pessoas estão cientes disso e por isso deixam a vida mais cremosa cortando a caixa do creme de leite com uma tesoura. E quem corta com a faca, sempre tem cuidado redobrado. Eu quis cortar a caixinha com a faca. Eu que insisti, por preguiça de ir atrás de uma coisa mais segura, ou por medo, não sei.
Embora algo em mim soubesse de tudo isso, não pude deixar de sofrer quando a faca fez apenas aquilo que ela sempre faz: cortar. E ai pingou sangue pela casa. Tentei contornar a situação com álcool, mas só fez arder mais.
Tem um dodói no meu dedo e, mesmo assim, vou ter que limpar toda a bagunça do chão agora...

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