Olá, tudo bem com vocês?
Como foi o Natal de vocês?
O meu foi tranquilo. Comida, família e presentes... Tem coisa mais Natal que isso?!
Vamos ao texto desta Quinta. Espero que apreciem.
"Existem
momentos na vida que são muito bagunçados. Dias e dias de desordem e passos
trôpegos e lentos. Você é um bêbado, você é um alien, você é um forasteiro,
você é um peixe fora d’água... Enfim, você é uma bagunça só.
Como
se não bastasse a bagunça toda, os mosquitinhos, chamados lembranças, vem e te
zunem aos ouvidos fazendo você lembrar de toda sorte de merdas você fez nos
últimos tempos.
O
hoje se torna um lugar tão desconfortável que você ou cede às imagens do que
foi ou alucina nas imagens do que poderá ser. E o fundo do poço é logo ali.
Você fica tão atordoado com o caos e a bagunça que está o seu hoje que vai
procurar conforto no que não se pode tocar.
O
ontem foi melhor, você pensa. Lembra dos tempos áureos da adolescência onde o
grande problema da sua vida era o seu amorzinho não saber que você existe. E
sente saudades, uma saudade tão forte que deprime. Rapidamente volta pro hoje,
o insuportável hoje bagunçado que você vive agora e ai uma imagem do que
“poderia ter sido se tivesse sido...” lhe vem à sua mente. E mais uma vez a
saudade, desta vez do que não se teve.
E
a saudade é mesmo estranha e também faz parte do caos do hoje. Mas podemos
falar de saudade outro dia.
O
hoje deveria ser seguro, confortável e onde você devia estar. Mas o hoje é tão
ruim, tão doloroso e sufocante que você para em todos os lugares, menos nele.
Você
circula nas canções, nos filmes, nas conversas, no ontem e no amanhã... Em
momentos onde lhe falta força, você estaciona no hoje, é zanza de um lado a
outro, agonizando, com o fôlego faltando e procura de novo a condução pra
qualquer outro lugar. Triste.
E
o que você vai fazer?!
Não
acho que tenha nada a se fazer a não ser esperar. Esperar até que esses dias de
agonia passem e o hoje seja confortável outra vez."
Abraçãozão.
Enezita Vieira
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