sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

~indiretas~

Existe uma pequena e sutil diferença (sendo irônica, pois a diferença é gigante e arrebatadora) entre passar blush para ficar com um aspecto saudável e parecer que levou 30 chineladas. Você se encaixa na última opção. É muito difícil a concentração quando vocês está por perto. E não é medo, ou qualquer outra coisa do tipo, é apenas minha imaginação que vai longe vendo tamanha breguice...


***

Sim, mulher procura até achar. Você dizer na primeira conversa "não te adiciono no facebook porque esqueci minha senha" é o mesmo de você dizer "eu tenho facebook e não te adiciono pois tenho namorada e eu só quero te comer". Ela vai atrás. Ela vai achar. Vai achar suas publicações de uma semana atrás. Vai ver as suas fotos e ver que uma moça comentou "amorzão" há menos de 3 semanas. Vai na página da bendita moça e vai constatar que tem foto de vocês dois há menos de um mês, na qual a legenda aponta para um clima de muito romance e que tem um link com seu nome apontando um relacionamento sério. Moço, se quer ser escroto, pelo menos aprenda a sê-lo com o mínimo de "dignidade".

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Se você soubesse o quanto me irrita essa sequencia de buzina que você lança na minha porta TODAS as noites para alcançar os ouvidos da sua namorada pateta, que ao entrar no carro vai te dar, mais uma vez, um esporro por você está falando com sua ex-namorada pelo whatsapp, você pararia na porta dela, não na minha. Pq mesmo vir buzinando de longe?? Buzinas foram feitas para eventualidades, sinais de perigo, avisar outro MOTORISTA. Custa descer do caralho do carro e tocar a porra da campainha??

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Você é o tipo de rapaz para namorar. Você é o tipo de rapaz para eu namorar. Infelizmente, nosso encontro aconteceu de uma forma que essa finalidade nunca poderá ser levada a cabo. Queria eu ter guardado a possibilidade do nosso encontro numa caixinha para quando você estivesse pronto para um envolvimento sério. Para quando eu estivesse pronta, também. Você, sem saber, se encaixa, boa parte das vezes, naquele padrão louco que toda mulher cria na própria cabeça aos 7 anos de idade e que acha que só atingirá a felicidade plena se alcançá-lo. Sim, fazemos isso, às vezes sem se dar conta. Mas a verdade é que eu sofri a cada instante do nosso curto contato porque, de alguma forma louca, eu já sabia que não te teria tal qual o universo (sim, vou tirar a responsabilidade das minhas costas) designou na escolha dos padrões abnt de relacionamentos. Sei que faz tempo e que há possibilidades de você não lembrar nem meu sobrenome, mas esse pensamento por vezes, ainda passa pela minha cabeça. Poxa, como eu queria ter te guardado na caixinha...

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Quer se aparecer? Enfia um peixe no cu e diz que é uma sereia!

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Enquanto você estava na rua, vi seu facebook aberto e mudei a configuração de privacidade para "somente eu". Você anda merecendo isso.

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Uma sequência infinita de palavrões para tentar aliviar essa dor ridícula, esse sentimento cu que a vida te manda quando os "fins" se aproximam. Pra quê finalizar quando tá tão bom?? 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Alguém?! Ninguém?!

Quinta, meu dia! \o/

Tô por aqui pra deixar esse texto ai que eu gostei muito de tê-lo escrito. 
Enjoy.
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Eu sempre me senti estranha. De certo modo hoje entendo que não era bem estranha, era diferente. E ser diferente se tornou minha busca incessante ao longo dos meus 23 anos.
Só que o meu ser diferente, no fim das contas, resume-se em ser estranha mesmo. E eu não me incomodo com isso. Mas temo dizer que são dias difíceis para os estranhos.
Em conversa informal, descobri que há um sentimento de nada circulando em nosso meio. Mas quando eu falo nosso meio, me refiro ao meu meio, o meio de estranhos. Se você for normal, pare de ler esse texto, não tem nada a ver com você.
Muito provavelmente você, normal, acha que viver é o máximo. Você curte as tendências atuais e acha que existe novidades cativantes no rádio, na TV, na internet. Você tá ansioso pela próxima balada porque “a noite é imprevisível”. E provavelmente não observou o quanto tá tudo extremamente repetitivo e deve ta me chamando de doida.
Mas nós, os estranhos, os sempre desajustados da sociedade, os excluídos, os incompreendidos... Nós nos encontramos na maior era de Preguiça Existencial do mundo!
Nunca antes na história dos estranhos uma era foi tão absurdamente monótona e desinteressante quanto esta. O número de pessoas interessantes diminuiu consideravelmente, tendo sido substituídos por pessoas que reproduzem informações em massa, que vomitam discursos prontos tentando nos fazer acreditar que são as suas opiniões.
Nesta era sombria, os estranhos vão ficando mais estranhos. E da uma vontade sem tamanho de ficar só! Porque não há mover, não há novidade, é tudo mais do mesmo.
Você já sabe qual papo vai rolar quando um carinha der em cima de você. É obvio! E ai quando você tem saco para uma aventura furtiva, você finge que acredita e que tá tipo: “ual, você pensou isso tudo sozinho?! Nossa, que interessante!” e ai mastiga, mastiga e joga o chiclete fora. Tome rumo a mais solidão.
As músicas são clichês e repetitivas. Salvo as dos cantores estranhos, que você só considera boas porque traduzem sua estranheza. E na falta de ter o que dizer, você canta.
De repente bate um cansaço e sair de casa torna-se um grande tanto faz.  Ver um filme?! Tanto faz. Ir ao barzinho da esquina?! Tanto faz.  Sábado ou domingo?! Tanto faz. Vinho ou vodka?! Tanto faz. Namoro ou amizade?! Tanto faz.
Os dias de hoje tornaram-se desinteressantes. Uma das minhas teorias gira em torno da rapidez no fluxo de informações. Você não tem tempo de digerir e as pessoas normais geralmente estão com pressa, ao contrário de nós estranhos, que vamos devagar pra não faltar amor.
Banalizou-se o amor, a dor, a solidão, a interatividade, uma conversa casual... A vida tornou-se acelerada e em preto e branco. Um refrão sem graça.
Há muita pressa, sei lá eu do que os normais estão fugindo! Só sei que sempre me senti estranha, mas nesses dias tenho me sentido mais, muito mais.
Aposto que se você for um estranho, você sente que não tem lugar fora da sua roda de amigos estranhos. E que na roda de amigos estranhos vocês confabulam muito sobre os temerosos dias de hoje.
Será que nossa raça vai se extinguir?! Será que suportaremos mais algum tempo sem anti-depressivos?! Será que nos tornaremos normais?!
São questionamentos que ficam e me atemorizam!
No mais, sigo aqui, tentando ainda achar qualquer resquício de que humanos, em sua totalidade, são interessantes. E esperando ansiosa que esses dias de nada passem.
 -
É isso ai, Brasil!
Vou indo aqui monografar!
Beijos!! 


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O problema não é você, sou eu.

Oi, querida.
Eu li o que você me escreveu e preciso confessar que não sem um certo pesar. Demorei para responder pois é difícil eu acessar meu e-mail.
Você me pareceu bem decidida quando escreveu "e por isso resolvi te contar, para que você se afaste de vez e me deixe com a impressão que foi uma decisão minha".

Estou sem palavras, pra ser sincero. Nunca quis te fazer sofrer, pensei que ambos jogávamos da mesma maneira. Não menti, como você afirma, não em todas as vezes, para falar a verdade. Vc foi/é especial, talvez não da mesma forma e intensidade que você queria ser (e merece ser, na verdade). Pela forma que nos conhecemos, eu não poderia imaginar, sobretudo saindo de onde saí, que alguém pudesse sentir ou se interessar por mim novamente. Em minha defesa, eu só estava tentando criar um novo eu para passar por situações das quais eu desconhecia..
Eu menti pra você em algumas coisas, não posso negar. Mas não me orgulho disso. O fiz pois me disseram, no treinamento desse novo "eu", que assim devia ser feito. Por isso, peço minhas honestas desculpas.
Entretanto, se apaixonar é bom. Não se prive disse. Se apaixonar não é "esse sentimento cu, que deixa a pessoa louca e obsessiva, obcecada por um objeto de afeto que sequer sabe seu sobrenome ou a forma como você gosta do café". Só é assim quando uma das partes não está interessada. Infelizmente, eu não posso corresponder. Eu sei que você sabe. Eu tentei esconder de mim mesmo, mas eu, esse que é meu mesmo, não o que eu apresentei a você, pertence a outro alguém. Queria poder mandar no coração para que ele fosse todo seu, mas não posso. 
Espero não soar tão egoísta como me parece agora, mas tentei explicar algumas "acusações". E, não querendo ser cruel, mas já sendo, sim. Você me pareceu "a louca, retardada de filme de comédia romântica, que está tão desesperada por algo que se assemelhe ao 'amor' que se agarra ao primeiro tronco decente que encontra a deriva no mar e não quer mais soltar, igual a Rose do Titanic. Tinha espaço pro Jack, ela só não soube como fazê-lo subir", como você mesma descreveu. Sempre tem espaço, moça. Relaxe e pare de pensar demais.
Fico feliz de termos nos conhecido.
O problema não é você, sou eu.

Adeus.


*RESPOSTA*
Enfia no cu.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ah, dindi...


- Alô?
- Quem fala?
- Você quer falar com quem?
- Com a vagabunda que tá com meu marido!!!
- Oi??
- Agora se faz de desentendida!!!
- Oi?!?
- Não adianta ficar com "oi?" pra cima de mim, não, sua desclassificada! Puta de quinta categoria!!! Não sabe que é pecado cobiçar o homem alheio?? Sua desgraçada! Se eu te pego, eu te mato!!
- Minha senhora, a senhora ligou erra...
- Errado é o caralho! Eu te vi com o meu marido! Eu vi ligações desse número pra ele! Pornografia pura!!! Não se dá o respeito não?? Você não tem família?? Olha meu desespero!!
- Senhora, por favor, me escuta!!!! Eu não estou com seu marido. Estou absolutamente certa que a senhora ligou errado! Sim, eu tenho família, eu tenho mãe e dois gatos pra criar. Trabalho e estudo, estou prestes a me formar e não tenho tempo nem pra fazer uma depilação anal. o último relacionamento que tive tem quase dois anos, ele me largou depois de 4 dias de namoro. Choro sozinha no meu travesseiro quase toda a noite por essa solidão que me assola e que eu preencho com filmes de comédia romântica e vinho barato... Gasto meu salário todo em análise e...
- oh, minha filha... que coisa... olha, eu tenho um sobrinho que deve ter a sua idade. posso dar teu número pra ele?
- ah, que fofa! pode sim!
-Olha, mas caso não dê certo, instala o Tinder. Foi assim que eu conheci meu atual esposo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Uma canção.

Oi gente, já faz tempo que não venho aqui. E não, não é a dona da sexta que vos fala, sou eu, a de Quinta.
Vim hoje por que deu vontade mesmo, queria postar esse texto e esqueci de faze-lo ontem.
Então, pra matar a saudade, vem cá, me abraça!
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Ouvir aquela canção e pedir o canto qualquer pra deitar em repouso. Apenas isso que peço para findar meu dia. 
Se as lagrimas se acumularam e não decidem se caem ou não, eu já nem me importo! Não me importo também se o riso se confunde facilmente com a tristeza que insiste em habitar em meu peito.
E embora haja paz, já não me vejo sem a turbulência que há dias, há anos pra ser sincera, eu não vivia.
Esta canção... eu não precisava dela agora. Já que tudo que eu preciso está nela e é tudo tao palpável quanto fumaça e da pra enxergar tao bem quanto eu sem lentes. Pra que habitar no meio de tanta duvida?! E pra que ouvir a cançao que me faz lembrar que eu gosto mesmo é de certezas. Que seja turbulento e certo, o caminho. Dai eu ouso ir. De resto, insegura e ainda só, eu caminho.
Deito sorrindo e tenho pedaços generosos de calmaria, mas é tao fugaz como um relampago riscando o ceu. E basta a ausência pra me fazer sucumbir no grande vão que eu moro a vida inteira.
Parece que sim, ainda sou só eu que posso bagunçar meu quintal.

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Poizé, Brasil, é isso!

Vou fazer o possivel pra comparecer na outra semana!

Beijos!!

Enezita Vieira.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ex-periências.

Não. Nada a ex-quecer.
Nem o primeiro beijo roubado.
Nem as conversas na madrugada até quase amanhecer.
Nem as brincadeiras só nossas.
Nem os momentos que nos ex-quentavam. 
Agora, nada mais se pode fazer. Nada mais se pode ex-perar.
Nenhuma ex-perança pra amenizar o coração de pedra. 
Das ironias do destino, 
A mais des-ex-peradora
É saber que seu ex coração, agora é de outra.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

E agora?

Olá, queridos


Desfez 

A hora avança 
O hoje corre pro amanhã
Na intenção de fazer 
O futuro presente.
E a gente deixa pra sentir
Quando já virou passado.
Que mania essa que a gente tem.
De fazer a ausência maior
Do que a presença.
De criar motivo pra sentir saudade.

Rainha das Florestas Preservadas 




terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tem uma sexta na minha terça

A grande verdade é que ninguém sabe ao certo o que é o amor. Se você jogar no Google a palavra "amor", aparecem mais de 120 milhões de resultados diferentes. Em várias línguas. 
Cada pessoa define o amor baseando-se na sua própria concepção sobre ele. Claro e obviamente, existe uma mais aceita e , consequentemente, mais difundida. Mas a grande verdade é que ninguém sabe ao certo o que é o amor. Uns dizem ser emoção. Outros, carne. Outros, carne e emoção. 
Tem teorias que dizem que amor é quando o tripé "paixão, convívio e intimidade" estão bem equilibrados. Contudo, alguns dizem que amor é desequilíbrio. 
Renato Russo disse certa vez que "se o amor é verdadeiro, não existe.sofrimento. .. não de 'arrrrgh'". Um outro alguém, que eu não sei quem, disse que amar é, necessariamente, sofrer..."quem ama, sofre. Quem.sofre, sente. Quem sente, luta. Quem luta, vence." No final das contas, se ama para vencer. Mas não disseram, por um acaso, que o.amor é desculpa de perdedor? 
Tem gente que nasceu para amar. Vinicius de Moraes, por exemplo. Um eterno amante... de várias. Não podia ver um rabo de saia que amava...e amava intensamente. E tem gente que espera O AMOR, aquele único e duradouro que a tudo crê, tudo suporta e a tudo.supera. 
A questão é que ninguém sabe ao certo o que é o amor. Talvez ele seja um pouco de tudo isso, talvez ele não seja nada disso. 
Não sei o que é o amor. Não sei o cheiro, não sei a cor. Temo que o amor já tenha passado por mim sem que eu o tenha percebido.
Temo que o amor seja, justamente, a perda do controle, aquele mesmo.que eu insisto em não abandonar. Temo que ele seja o espontâneo que eu já não me permito ser. Temo que ele, de fato, não tenha.uma definição a qual eu possa me agarra pra dizer do amor que já tive. Temo, mesmo, nunca conseguir colocar um a para separar esse te-mor.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sobre o Amor e Sapatos

O amor é um sapato.

Sim, desses que a gente usa todo dia. E não digo isso como um subterfúgio pra dizer que eu amo sapatos, seria dolorosamente desnecessário, já que tenho em mim escancarado o vício por calçados. É só que não é disso que se trata.

O amor começa sempre de maneira inexplicável. Pra mim isso se dá porque, mesmo que exista uma explicação, qualquer pessoa de juízo a deixaria de lado em prol da mágica do não-sei-de-onde-veio-esse-sentimento. É gostoso, afinal de contas, deixar a cargo do acaso os acontecimentos que nos levam a amar alguém. Por algum motivo achamos mais bonito que seja assim do que simplesmente dizer que aconteceu porque, sim, você queria que acontecesse.

Verdade que às vezes acontece mesmo quando não queremos, mas esse assunto deixarei pra depois. Hoje o fato é que o amor acontece e, de uma forma ou de outra, ninguém sabe explicar direitinho como é. É uma dessas coisas que a gente só reconhece quando sente, aí, juventude, tarde demais pra dar pra trás.

O amor acontece.

Acontece como andar em um shopping e olhar ocasionalmente pra uma vitrine. Daí pra frente, chovem pétalas de flores quando você avista o item em questão. É um sapato maravilhoso e você começa a imaginar como seria tê-lo. Será que caberia direito em você? Mas será que combina com suas roupas, com seu estilo? Será que aquele sapato vai te abandonar e você vai sofrer? Você não sabe. Você talvez nunca descubra. Na melhor das hipóteses você testa e vê o que acontece.

É que o amor é um sapato.

Eventualmente, você decide arriscar. Entra na loja, pergunta pela sua pontuação. Às vezes ela simplesmente não existe e aquele sapato simplesmente não é pra você. Chateada, desapontada, é hora de seguir em frente e olhar outras vitrines.

Em outros casos, já com a pontuação correta nos pés também é preciso ter a coragem de dizer que “é lindo, mas gostei mais dele no seu pé do que no meu”. Sim, é a mesma lógica da grama: o amor (sapato) do vizinho parece sempre mais bonito, o que não significa que, de fato, ele sirva pra você.

Mas em momentos raros e realmente especiais, aquilo que você viu na vitrine é exatamente o que você vê nos seus pés. Aquela pessoa, bem-dita seja!, é exatamente como você imaginou que seria. Depois de algumas voltas, nenhum calo. Depois de um dia inteiro juntos, ele não te cansa e quanto mais o tempo passa, mais você parece gostar, mais sua vida parece combinar com aquele sapato como não poderia nunca combinar com nenhum outro.

Como era de se esperar e como é tudo na vida, depois de um tempo sapatos perdem a graça. Os menos persistentes desgastam rápido, furam a sola e logo você começa a reclamar do dinheiro jogado fora. Mas é um risco que se corre, amando ou comprando sapatos. Você paga pra ter antes de saber se quer ou não continuar tendo por longos anos.

Às vezes o preço simplesmente não vale a pena, é hora, então, de, outra vez, tomar vergonha na cara e continuar a procura pelo par ideal. Talvez ele não exista, realmente, mas esse é outro risco que se corre.

Eu, no entanto, acordei esperançosa. Acordei acreditando que vale até a pena suportar um calo ou outro quando você se apaixona. Vale suportar os anos e o desconforto do começo quando você finalmente encontra o sapato que queria. Depois de alguns dias, um pouco de lama e de sol, ou poeira, ou longas caminhadas, ainda faz sentido olhar pro sapato e gostar dele mesmo assim. 

E é por isso que eu digo que o amor é um sapato. Cabe a cada um escolher o que lhe agrada, pagar por ele o preço que é devido, suportar algum desconforto até que amacie e, por fim, dar a sorte de encontrar um par ideal. Um que caiba direitinho em você.

Pra Mariana Pedrosa, 
que é igualmente louca por sapatos.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Mulher

Sobre ser mulher 
não sei definir. 
Apenas sinto.
Se ser mulher é amar, 
Então sou. 
Amo, mesmo que não de forma correspondida
Se ser mulher é sofrer
Então sou por três gerações.
Ser mulher não é dizer de outras
É dizer de si.
De forma geral?
Não sei.
Apenas sei
do coração que aqui bate 
Dos desejos que correm feito veneno nas minhas veias 
Da boca seca a cada vez que te toco.
Sobre ser mulher 
Só me restou a poesia pra dizer 
que está muito além que qualquer teoria 
E que não importa anatomia 
Ser mulher é apenas ser...

quarta-feira, 30 de julho de 2014

"Who run the world?!"

Boa Quinta Brasil! *-*

Estamos falando sobre a mulherada toda por aqui né?! 

Então, pega meu texto, da uma lida e me diga o que acha.
Imagem do Sr. Google e sim é do clipe da Beyoncé. Obg. Dnd. Vlw. Flw.

-
Eu cresci num ambiente machista. Minha mãe é machista, meu padrasto, minha vó, meu tio... Todos ao meu redor são. Mesmo assim, de alguma forma que eu não sei explicar, eu não me tornei machista.

Não sou feminista. Eu sou mulher antes de qualquer coisa.

Nunca quis aprender a cozinhar ou bordar, minha mãe até tentou me fazer aprender, mas... Eu gostava mesmo era de brincar do cola e de policia e ladrão, brincava de bafo e sim, já apostei quem cuspia mais longe. Nas minhas manhãs ociosas eu ficava vidrada assistindo Dragon Ball ou Digimon. E assim fui crescendo e me tornando essa que vos escreve sobre “Ser Mulher”.
E ser mulher nessa nossa sociedade é lidar com rótulos todos os dias. É ser reconhecida pelo que você (não) tem entre as pernas. Uma merda!
Eu até sei cozinhar e cuido da casa. Gosto de fazer as unhas e o cabelo. Cumpro rituais de depilação e adoro moda. Amo comédias românticas e choro ao ver um mimimi. Fico menstruada, tenho TPM, meus peitos incham e eu fico irritada por qualquer coisa. Eu brigo, faço birra, bato o pé. Gosto de roupa nova e sapatos novos e tenho um estojo de maquiagem... Coisa de mulher.
Eu me amarro em jogar vídeo game, curto animes e quadrinhos, além das boas histórias de ação e aventura. Odeio esperar. Odeio esperar minhas amigas se arrumando. Não choro facilmente e nem na frente dos outros (não pelas coisas sérias). Detesto salão de beleza e o papo do salão. Troco lampadas, conserto uns encanamentos, aperto uns parafusos. Gosto de tênis, calça jeans e camiseta. Falo palavrão, não tenho etiqueta, detesto frescura... Coisa de homem.
Tudo rótulo. E ficamos reféns deles sendo arrastadas para um desrespeito que beira a crueldade. Ser mulher é lidar com essa crueldade diariamente.
Sabe de uma coisa, cansa ter que ouvir meu irmão reclamando que a minha roupa tá muito curta e que “roupa diz muito sobre quem você é”. E quem eu sou?! Eu sou a moça pra quem o carinha da esquina vai proferir impropérios. 

E tendo que ouvir idiotices eu ainda sou a errada?! Não. Eu não sou.

É difícil saber que eu vou ganhar menos pela mesma função que um homem vai desempenhar; e que se eu não quiser casar e ter uma penca de filhos eu sou uma “subversiva” (apelido carinhoso que a minha vó me deu por conta das minhas opiniões diante da vida). E que ficar com vários caras me garante o título de Piriguete. Chato ouvir que a pilha de louça é pra eu lavar...

Essas posturas só mostram uma grande falta de respeito.

Respeito não nos coloca no lugar de iguais. Não acho que homens e mulheres sejam iguais. Somos forjados na diferença, ela que nos une afinal. Respeito é caber no seu espaço. É saber ser mulher e o outro saber ser homem. Apenas.
Ser mulher é ser diferente e ter que caber na frase “mulher é tudo igual”.

Não, não somos.

Eu não sou igual a nenhuma outra que você vai conhecer por ai. E vou continuar caminhado, xingando, mostrando o dedo do meio, indo pra cima e comprando briga com qualquer um que insista na ideia de que ter um pinto garante privilégios.


E como diria a Diva Maior: “Who run the World?! Girls!” 

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E ai?! 
Espero que tenha sido bom pra vocês! hehe

Um ótimo findi pra vocês e até a outra quinta! 
Beijos!
Enezita Vieira.

terça-feira, 29 de julho de 2014

She Is a Woman

Detesto os velhos clichês da vida, principalmente quando eles falam do que significa ser mulher. O que eles sabem sobre mim? Como podem me definir em palavras globais que me serviriam tanto quanto à minha mãe, minhas amigas, a estranha que passa na esquina da minha casa a caminho da padaria pensando “vou me entupir de bolo de chocolate porque a vida não faz o menor sentido!”? Ok, não é uma estranha. Ooook, sou eu. Não, não estou a caminho da padaria, mas provavelmente estarei em breve.

Mas sim, sobre clichês. Apesar de odiá-los, sempre achei que são populares por um motivo muito evidente: sua raiz é uma verdade. A questão que não pode ser esquecida é que nenhum deles, por mais coerente que seja pra uma ou outra situação, jamais poderá ser considerado uma verdade inteira. Menos ainda se o assunto for você ou eu, que compartilhamos neste mundo só o nome dos nossos cromossomos. Somos x, mas cada uma com seu cada qual.

Não me sinto um sexo frágil, não me sinto desprotegida, não dirijo mal, detesto frescura, não demoro pra me arrumar. Isso faz de mim um homem? Lógico que não, é só olhar pra mim pra perceber. Exatamente essas coisas, que não me definem, é que fazer de mim quem eu sou: mulher.

Mulher que tem celulite, espinha, gordura localizada, estria, TPM, paranoia com cabelo, mania de limpeza, que chora assistindo a filmes de gente que morre...mas também joga videogame, magic, poker, sinuca, mata barata, troca lâmpadas e joga o lixo fora.

Acho que no fim das contas não é nossa formação genética ou o que carregamos entre as pernas que define quem somos ou do que gostamos. É a vida que escolhemos levar, as pessoas que decidimos amar... no fundo, o que nos define é o que queremos ser.

Mulher nenhuma nasce sabendo ser quem é. Eu mesma, demorei muitos anos sendo menina e detestando isso. Perdi meu tempo me achando feia demais, boba demais, boa de menos. Tudo bobagens, que eu descobri recentemente que posso muito bem deixar pra trás.

Hoje, entre uma máquina de costura, uma caneca de café, 5 livros do Freud e um videogame, noto que ser mulher, na verdade, não tem definição concreta nenhuma pra mim. Não posso falar das mulheres em geral porque elas são únicas, todas elas. Posso falar de mim, do que eu vivi, do que me alegra ou me deixa triste. Ontem vocês leram outras coisas, de outra pessoa, amanhã lerão de novo, só que de um modo mais lindo e colorido, como a Rainha das Florestas...

Eu, mulher, tenho 22 anos e ainda descubro todo dia quem eu sou, do que eu gosto. Nesse caso, melhor deixar as definições prontas pra semana que vem.


Não existe nada mais clichê do que dizer que cada mulher é um indivíduo com suas características próprias, que não podem ser limitadas ao pensamento coletivo socialmente construído sobre nós. Mas como eu disse no começo, todo clichê é clichê porque é verdade, este é apenas mais um exemplo da regra sem sua exceção correspondente. Isso, no fundo, só torna as coisas cada vez mais divertidas, afinal, o que querem as mulheres? Isso nem Freud explica. E explicar pra que? Melhor ir descobrindo, todo dia, todo riso, a vida é um grande risco, no fim das contas. Nos cabe mesmo ver a beleza que há em cada coisa simples e também - por que não? – aprender a aceitar nossos próprios clichês.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Porque Amizade é isso.

Oi meus kiridinhos!
Mais uma quinta que eu, orgulhosamente, compareço! (palmas, palmas)
Esta semana estamos falando do doce que é a Amizade. *-*
Este texto eu dedico aos meus amigos (velhos, novos, de Psi, da escola, da vida, de outro estado, os virtuais, da igreja, da ágora, os de todos os dias, os de vez em quando...).  Os mais honestos, sinceros e melhores do mundo! <3
Amigos, só pude conseguir escrever algo sobre Amizade porque eu tenho vocês! Meus preciosos!
Então, taí.
(Um infinito pra dizer um pouco de Amizade)

-
Já falei das inúmeras vezes em que me senti só. De como não me encaixava em canto algum, de como tentava pertencer sem ter nada em comum.  Não sou fácil, talvez tenha sido até uns 9 anos de idade, de lá pra cá, fui/sou difícil.
Tenho gostos complexos, opiniões resignadas, uma cabeça mais dura que adamantio, e olha que ele nem existe. Sou preguiçosa, desleixada e egoísta. Gosto de reclamar, de falar mal do tempo... Sou estranha mesmo. E nunca senti que alguém, além da minha família, pudesse me suportar.
Até tentava fazer algumas coisas que o “grupinho” fazia, mas logo me cansava e ai eu me via só. Só e emburrada, com o nariz tão empinado quanto pudesse ser. Sou bem do “antes só que mal acompanhada.” Apesar de todo bom humor, era meio anti social.
Mas a Vida, embora vadia, nos dá encantos para que seja suportável suportar.
Não mais que mero acaso, mentira. Longe de ser acaso essas pessoas em minha vida. Foi Deus mesmo. Só pode ter sido Ele.
Sim, por força e intervenção divina, a gente se encontrou. Se você nos olha, a priori não nota nada de semelhante. De cara, não há motivo que possa nos unir. Mas acontece que somos unidos por uma siglistica mais que avançada, que nem o Kvothe daria conta de criar.
Raramente lembro quando as coisas começaram, de quando passamos a ser amigos. Mas de alguma forma os nossos caminhos se cruzaram para que viéssemos a descobrir e constatar esse fato
Poucas pessoas na vida tem a sorte de dizer que tem amigos como eu tenho os meus. Meus papéis são tão simples de desempenhar, porque eles me aceitam, com meus preconceitos e tudo. A verdade é que a gente se aceita.
Nada foi forçado, conhecemos a história um do outro e não de uma vez, mas a cada vez. Embora a gente não se respeite, sabemos até onde podemos ir, sem forçar a barra. Quando precisa, nem hesitamos em atirar verdades na cara, com as palavras que vem a cabeça mesmo, as vezes sem medir, mas é tanto amor que consola.
A gente tenta se encaixar na rotina um do outro. Com alguns falo todo dia por horas e horas, assuntos sérios e banais. Com outros, passo meses, anos sem falar, mas quando nos encontramos a gente sabe se encaixar.
Compartilhamos amores, comidas, histórias, gargalhadas e lágrimas. Ainda que estas não caiam realmente, mas sei que existe um lugar onde eu vou ter brigadeiro, pipoca e Cicero, caso a merda seja muito grande.
Já tivemos 24 horas que pareceram 5 minutos e já tivemos 5 minutos que pareceram que nunca iam acabar. De alguns já faço parte família, com outros eu já sou a família e eles a minha. Muitos dos nossos amigos já se tornaram amigos e já se conhecem, ainda que só de ouvir falar.
A gente já brigou por bobagem e já deixou coisas sérias passarem enquanto a gente ria. A gente inventou músicas, dancinhas e teorias mirabolantes. Criamos bordões, escrevemos livros, elaboramos um roteiro pruma série. Nossos filhos já tem nome e já sabem com quem vão casar e de quem serão amigos.
Existe um espaço na minha vida que só se preenche com eles. E com ninguém mais.
Eles me entendem como nem eu me entendo e me amam na mesma medida que eu poderia me amar. E assim nós somos e vamos.
Para amizade não existe candidatura, ela acontece. Não se agradece por ser, simplesmente é. Não se planeja, ela flui. Não há o jeito certo, há o seu jeito.

Entre outras coisas que poderia constatar, constato que a vida não é fácil. Mas vale viver se for cercada por eles. Porque amizade é isso.
-
Então, por hoje é só.

Valorizem seus amigos!

Beijos!

Enezita Vieira.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Miggas'club

Uma vez li que todo mundo tem direito de agir como um babaca, mas é bom que seja do lado de alguém que vá entender isso. Esse alguém chama-se amigo.
E amigos, muito obrigada por me aturar sempre. Vocês são uns pãezinhos de mel, uns amores, coisas mais lindas desse mundo de meu Deus.

Músculo cardíaco

Vem coração, senta aqui e desaba
que te seguro, eu juro.
To do teu lado.
Lembra do dia que isso virou
amizade, coração?
Nem eu, e não faço questão.
Porque assim todo dia
é o nosso dia, pra rir e festejar.
Porque temos um ao outro.
Porque apoiamos um ao outro.
E como apoiamos.
Já rimos tantas vezes juntos,
compartilhamos segredos,
dividimos tédios,
 juntamos trocados
e fizemos estragos, coração.
Mas agora abafo os casos.
Passamos tempos ruins
 tempos bons.
E continuamos aqui juntos
Até.................................


...chegar ao fim.


Beijos, queridos. 
Tayná Pimenta Mendes

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sinceridade


"Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade.
Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira."
Amizade não é disputa de antiguidade ou presença afetiva. Amigo de verdade a gente demora pra descobrir e pra rotular.
É diferente dos oportunistas, amizade visa confiar.
 
Quando desaparecemos por 1 semana, começam as preocupações "Será se eu fiz alguma coisa?". 1mês e estamos mal falados: "Não liga mais, não me visita, não fala nada". Amizade é cobrança necessária. É querer ligar porque pegou um chuvisco voltando do trabalho e lembrou das férias de 1999 jogando bola na chuva na esquina da rua.

Amigo que é amigo sabe ser amigo vendo todo dia ou falando por skype uma vez por mês. Amizade é algo tão grandioso que não precisa de uma representação física pra fazer valer os conselhos, elogios e as repreensões de nossas besteiras. Só de lembrar em alguém você abre o sorriso, reconhece que sua vida mudou ou melhorou porque esse certo amigo naquele determinado momento estava lá e tudo o que aconteceu representa o sentimento que se tem por ele.
Amizade é empatia. É encontrar o amigo na rua e atualizar toda a vida em 30 minutos e só encontrar de novo no ano que vem.
Amizade é abraço. É estar perto quase que o tempo todo ao ponto de saber todos os passos daquela pessoa.

Minhas amizades me salvaram. Todas elas. Os amigos de infância, da rua, do condomínio, da escola tal, do ensino fundamental, do ensino médio, da fase vida louca, da faculdade, do estágio, do trabalho, dos outros estados, de outros países. Todos me salvaram da tristeza, da amargura, dos momentos de fraqueza, da desistência. Cada um de forma singular e com a preciosidade do momento. A maioria não falaram comigo hoje mas encontram-se na minha forma de falar, de vestir, de viver. Amigo é pra contagiar e ser contagiado. 

Quantos promessas de eu-vou-te-ligar/eu-nunca-vou-te-abandonar perderam a validade depois da esbarrada na rua, depois do bar de sexta-feira?
Amizade é o que preenche o vazio da saudade (dá pra encaixar amor também).
Amizade é sinceridade.

*Os amigos que não estão nas fotos: perdoa eu. Depois eu pago cachorro-quente do sousa pra todos. Beijos, amo vocês.
Garota de segunda.

How I Met My Friends

Fevereiro de 2009

Eu não tinha ideia do que fazer naquela nova escola. Novas pessoas (todas muito loucas), novos estilos de viver, tudo era novidade e desesperadamente assustador. Em momentos de decisão, de mudança, eu fazia uma oração pedindo pra encontrar bons amigos naquele lugar e que me ajudassem a crescer ao longo da vida.
Cara, como eu era inocente (sabia de naaada hahah) mas pelo menos ficava na minha pra não passar muita vergonha e prestava bastante atenção até nos passos enquanto subia os degraus da escola porque levar uma queda seria no mínimo embaraçoso. 
Depois do intervalo, reparei que uma louca da minha sala não falava nada se não fosse por bilhetes. Lógico que eu não ia perguntar nada mas fiquei curiosa e passei a observar. Ela conversava com um menino bonito só que baixo (uma pena) que tinha mudado do turno vespertino pro matutino e também estava se adaptando a tudo. 
No dia seguinte, a louca/surda começou a dar umas gargalhadas do nada nessas conversas de papel com o menino bonitinho porém baixinho que me levaram a conclusão "ela não é muda". Segundo dia na escola, as pessoas do dia anterior que falaram comigo só uma foi bem gente boa, a Luciana; eu precisava falar com mais alguém. Virei a cabeça no meio da aula e fiz um comentário qualquer sobre a voz irritante do professor matemática. Eles riram e passaram o papel pra mim com uma pergunta que hoje eu já não lembro mais o que foi. 
A louca/não surda/gargalhada louca na verdade estava completamente rouca e sem voz de um acampamento de grupo de jovens da igreja dela.
O menino bonitinho porém baixinho na verdade era meu vizinho e já me conhecia de vista perambulando pelo Angelim.
Aquele papel chamado "msn de pobre" marcou o início dos melhores anos da minha vida na época do colégio. No dia seguinte, a gente já sabia onde cada um morava, os nomes dos pais; na semana seguinte, os dois já sabiam de minhas dúvidas sobre qual carreira seguir. No outro mês eles já estavam almoçando na minha casa. Foi amor a primeira conversa.
Isabella, a louca, vale a pena lembrar que ela continua sendo chata com isso - Isabella com 2 L - compartilhou comigo o momento de transição de menina tímida que não fala com ninguém pra essa sem vergonha de hoje (mas ela não tem culpa, calma) e foi a maior incentivadora dos meus sonhos. Casciano, o baixinho, me ensinou sobre a nobreza que há em ser leal, verdadeiro e companheiro com quem se ama.
O final de 2011 parecia realmente o fim mas a gente nem sabia o que a vida realmente aguardava pra gente. No começo do ano seguinte, seguimos nossos caminhos acadêmicos e pra piorar logo de cara, cada um estudava em um turno diferente. Mas, nada disso foi suficiente pra separar nossas conversas na madrugada, todas as surpresas nos aniversários, todas as crises sobre os nossos casos amorosos e a felicidade de ainda poder contar com o outro mesmo que seja só por mensagem (inclusive obrigada ao criador do WhatsApp, você tá de parabéns).
Hoje a vida continua tão corrida quanto antes, mas as brincadeiras não acabam, as mensagens também não. Os encontros aleatórios e as surpresas continuam e ficam cada vez melhor reavivando as três crianças de 2009 que falavam mal da voz do professor.
Mesmo esse sendo um resumo de como eu conheci meus amigos do ensino médio, acho que expressa um pouco do amor que sinto por vocês.
Feliz Dia do Amigo  
Garota da segunda

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ah, que bobagem o amor...

Olá todos vocês! ^^
Como estão meus leitores? 
Estamos na semana do Amor (ooowwwwnnn <3 ) e eu trouxe aqui pra vocês meu textinho sobre o maldito tal sentimento/atitude.
Então, taí, nosso refrão taí...

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Sempre fui muito questionadora. Desde criança perguntava sobre tudo, se não me respondiam eu elaborava teorias, tenho uma mente muito criativa. Raras coisas me convencem de primeira. Eu não gosto de acreditar por acreditar. Eu interrogo até obter uma resposta convincente. Já passei por muitas confusões e desavenças por esse meu jeitinho, mas fazer o que?! As respostas que obtenho e minha postura diante da vida valem o sacrifício em perder uma coisa ou outra.
Por que tô dizendo isso? Pra falar de amor.
Entre as muitas coisas das quais eu duvidei, uma delas é esse tal de amor.
E ele existe sim. Tão certo quanto o céu sobre nossas cabeças, ele existe. Nas mais variadas formas, com todas as definições, do meu jeito, do seu... O amor existe. Ele é real e a pretensão de tê-lo é tão real quanto o próprio amor.
Eu mesma tive/tenho la minhas dificuldades, mas quando se derrama um rio de lágrimas assistindo a um filme de romance, rááá, você conclui que ele existe. Ah ele existe!
Não é possível que todas as músicas estejam mentindo. E certamente elas não estão. E embora haja dor, haja cansaço, haja medidas drásticas tomadas em terças pela manhã... o amor existe e estará lá.
Estará até que o chinelo velho encontre o pé cansado. Até que o riso invada a sala. Até que você não compreenda tamanha felicidade ou tristeza, nunca se sabe. O amor tem duas faces, inegável. E inegável é também sua existência.
Eu costumava bradar indignada "É tudo interesse!". E é mesmo e hoje eu sei que não há nada de horroroso nisso! Amamos alguém pelo que ela causa em nós. Custa admitir?!
Fui construindo meu conceito de amor dia a dia. Não sem dor, não sem me sentir perdida, não sem me sentir idiota, não sem querer não acreditar de uma vez por todas. Mas olhei em volta e vi que era impossível não acreditar.
A sociedade fez do amor uma coisa tão complicada, cheio de regras, cheio de regras para todos. E o amor é tão simples. É tão de cada um. Não tem jeito certo ou errado. Tem o seu jeito, o meu.
Quando se ama, se ama. Ele pode durar a vida toda ou apenas 3 segundos. “Alguns infinitos são maiores que outros”. 
Por mais que os anos passem todo ser humano tem uma boa história de amor para contar. Com dor ou sem ela, com lágrimas ou sorrisos e sempre com aquele brilho no olhar.
Algumas pessoas, como eu, resolvem fingir que tudo isso não passa de balela. E é. É a balela mais bonita que existe. Porque assim como é inegável sua existência, é inegável também a sua beleza.
O amor é uma coisa boa. Se correspondido, melhor. Quando não, a gente levanta e anda. Anda até que outra oportunidade venha. Ao menos uma.
Sim, sou otimista quanto a isso. E se quiserem saber, sou otimista porque  minhas definições de amor escapam ao comum.
Eu acredito no amor, eu acredito sim. Do mesmo jeito que acredito em Deus. E eu gosto do meu jeito de acreditar. Questionando, interrogando, confabulando, acontecendo... Com fluidez e não com alguém me ditando o que fazer, ou como fazer.

Isto vale para todos os tipos de amor.

Isto é o que posso falar. O resto, apenas sinto.
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Pois é galera linda do meu Brasil, estas são minhas confabulações sobre o amor!
Espero que tenham curtido.

Beijos amores.

Enezita Vieira.



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Só 22

Por anos e anos da minha vida eu imaginei como seria ser grande. Não em estatura, porque isso eu nunca fui, mas grande como as pessoas grandes eram. Como meus pais já eram antes mesmo de eu nascer, como eu achei que nunca realmente seria. A idade e seu avanço me pareciam muito surreais. O tempo, na verdade, tinha seus limites praticamente desconhecidos pra mim, como é com qualquer criança que divide seus dias entre escola, desenho, brincar e dormir.

 Os limites são muito maleáveis. As horas são muito subjetivas e o tempo sempre, sempre, sempre corre mais do que deveria ou menos do que era o esperado. Mas nunca na medida certa, e acho que esse é o real motivo das crianças quererem tanto crescer.

Sou o oposto do Peter Pan e cresci achando que ser adulta deveria ser um sonho em todos os sentidos. Hoje, nem taantos anos depois, me lembro rindo e até com saudade das bolhinhas coloridas que enfeitavam os balões dos meus pensamentos.

Crescer é uma droga, todo mundo sabe disso. A verdade é que quando somos pequenos, nossos problemas só se equivalem ao nosso tamanho se vistos de fora. Porque pra quem passa por isso, um dente de leite que cai-não-cai só pode ser um indício do apocalipse eminente. Claro que é. E é assim exatamente porque não sabemos o que nos aguarda.

 O que nos espera no fim da esquina são anos incontáveis que, ao mesmo tempo, parecem eternos e passam muito ligeiros. Mal vemos a vida passar, na verdade, porque estamos sempre preocupados demais com o antes e o depois.

Envelheci e nem notei. Meus documentos ficaram amarelados, meu rosto mudou, a cor do meu cabelo mudou tantas vezes que nem me lembro e nunca mais voltará a ser cor de cobre polido, como dizia muito meu avô.

 Não gostava de nata, agora não tomo café sem isso. Detestava sorvete de tapioca, hoje é o que eu mais gosto. Adorava ler e isso não mudou nem um pouquinho. Não ando mais de bicicleta e nem brinco na lama. E honestamente, nem lembro mais quando foi que mudei tanto assim.

 Só sei que como muitas pessoas, fui forçada a amadurecer depressa demais. Deixar os anos de infância e os dias de sol pra trás pareceu um alívio, hoje só me parece uma memória distante. Mais do que eu gostaria, inclusive.

 Envelhecer é estar sempre lembrando, sempre querendo uma coisa difícil demais pra acontecer e só nos damos conta que ficamos velhos quando bate a vontade de ser criança de novo.

 Se eu contasse isso pra mim mesma a uns 17 anos, certeza que eu riria da moça estranha de cabelo curto, com olheiras demais. Acharia ela feia, chata e desinteressante até ela me chamar pra sentar na janela e ler um livro, coisa da qual sempre gostei.

 Envelhecer é estar sempre meio só, meio distante. É se dar conta de que nada é totalmente errado ou certo e que tudo é uma questão de escolhas. Escolhas que não queremos fazer, do mesmo jeito que ninguém nunca gostava de ir ao dentista ou de tomar vacina, muito menos de conhecer os parentes de outro estado que ficam apertando nossas bochechas – aos parentes de outros estados: isso não tem a menor graça pra quem é beliscado.

Mas o estranho é que envelhecer tem graça sim, e não é de todo mal, nem de todo bom. Estou começando a me dar conta de que envelhecer talvez seja exatamente entender isso: meio que entender esse eterno meio-termo que é estar pelos meios da vida, mesmo tendo só meio que 22.


Amor não é pra qualquer um

  Vamos supor que essa foto tenha sido no melhor dia da minha vida
 
Assim que possível, encontre o amor da sua vida. Amor é base, é alicerce. 
Dirá que não acredita nessas coisas e que já desistiu há tempos de encontrar alguém. Pois eu te afirmo que até os acréscimos do segundo tempo da prorrogação aparece o amor sim (ele sempre estava ali, tenha fé).

Não case com quem sempre diz o mesmo. Amor é discordar.
É ter raiva do esquecimento de coisas simples e brigar todo final de semana pelo futebol. Amar é ter razão e sempre dizer que não tem pra acabar a discussão.

Não se atreva a jogar xadrez de relacionamento. Amor não é estratégia.
É entrega, é se render, é escolher o caminho mais difícil, é confiança e esperança. Amar é simples, não é loteria. Amor é o que fica depois de todas as chances perdidas.

Não espere por despedidas. Amor é surpreender todo dia.
É ser feliz no pouco e rir do pouco quando se tem muito. É ter certeza dos dias bons quando chegam os dias ruins. Amor é o que preenche a saudade.

Com toda certeza case com quem te convida para uma viagem louca. Amor é quilometragem. 
Se conhecer o amor na viagem, chama pra mais uma porque distância é proporcional ao sentimento. Amor é o que fica depois de descobrir que você pode achar muitos amores por aí mas resolve amar a mesma pessoas. 

Ame quem topa tuas loucuras e preenche o vazio de novas experiências com casa, café da manhã, filhos, família, uma briguinha aqui, uma viagem ali. Ame a quem te inspira a ser melhor, ame um versão melhor que você. Seja cego de amor assim mesmo. Até porque, liberdade na vida é ter um amor pra se prender.
  
I came back, bitches! Beijo na testa de vocês, 
Garota de segunda.
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Gira mundo, cão!

Olá queridinhos!
Olha eu aqui! Se puderem, mais uma vez, me perdoem o sumiço. Eu gosto daqui, gosto de vocês, mas é que a vida tá puxada.
Então, tenho um texto novo. Espero que vocês gostem.
Pode entrar, fica à vontade. Você pode ler enquanto eu preparo um café. =)
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Eventualmente as pessoas te machucam. Sem querer, apenas pelo simples fato de serem quem são e fazerem o que fazem. E ai calhou de você entrar nessa serie. 
Não há a quem culpar, a não ser você mesmo. No meio do que era riso, não mais que de repente, se forma dor. 
Assim, o bom e o ruim andam muito próximos, são só faces diferentes da mesma moeda. E ai vem as perguntas, a dor, o sofrer... mais uma vez. Uma vez que você gostaria que fosse a ultima. Uma vez que você julga desnecessária, mas por algum sadismo da vida, acaba acontecendo.
No meio da bagunça, apenas mais um problema pra você lidar. Como se todos os que você tem, enfileirados ou espalhados pelo quarto, não fossem suficientes. A vida julga que não. A vida trata de aprontar e isso é porque você deixa. Sabendo disso ou não. Mas isso não importa, a culpa é sua de todo jeito. 
As máximas ditas a vida inteira aparecem e gritam ao pé do seu ouvido. E você responde calmamente: eu sei vida, você não vai parar para que eu me conserte. Ok. Me maltrata mais!
E você sabe que precisa andar e já sabe que é isso mesmo que vai fazer. 
O dia sempre amanhece, a maré sempre enche, a lua sempre muda... e você sempre sera impelido a andar. Tropego, bêbado, estranho... conhecendo ou não o caminho ou as pessoas, só te resta andar.
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Aí, que vocês acharam?
Café tá pronto. Cês podem ficar e ler os outros textos, reler esse ai, curtir, compartilhar... Vocês que sabem.
Eu vou indo. Um ótimo fim de semana pra vocês. Torçamos pela Argentina! \o/ =p
Beijos!

Enezita Vieira.