quarta-feira, 30 de julho de 2014

"Who run the world?!"

Boa Quinta Brasil! *-*

Estamos falando sobre a mulherada toda por aqui né?! 

Então, pega meu texto, da uma lida e me diga o que acha.
Imagem do Sr. Google e sim é do clipe da Beyoncé. Obg. Dnd. Vlw. Flw.

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Eu cresci num ambiente machista. Minha mãe é machista, meu padrasto, minha vó, meu tio... Todos ao meu redor são. Mesmo assim, de alguma forma que eu não sei explicar, eu não me tornei machista.

Não sou feminista. Eu sou mulher antes de qualquer coisa.

Nunca quis aprender a cozinhar ou bordar, minha mãe até tentou me fazer aprender, mas... Eu gostava mesmo era de brincar do cola e de policia e ladrão, brincava de bafo e sim, já apostei quem cuspia mais longe. Nas minhas manhãs ociosas eu ficava vidrada assistindo Dragon Ball ou Digimon. E assim fui crescendo e me tornando essa que vos escreve sobre “Ser Mulher”.
E ser mulher nessa nossa sociedade é lidar com rótulos todos os dias. É ser reconhecida pelo que você (não) tem entre as pernas. Uma merda!
Eu até sei cozinhar e cuido da casa. Gosto de fazer as unhas e o cabelo. Cumpro rituais de depilação e adoro moda. Amo comédias românticas e choro ao ver um mimimi. Fico menstruada, tenho TPM, meus peitos incham e eu fico irritada por qualquer coisa. Eu brigo, faço birra, bato o pé. Gosto de roupa nova e sapatos novos e tenho um estojo de maquiagem... Coisa de mulher.
Eu me amarro em jogar vídeo game, curto animes e quadrinhos, além das boas histórias de ação e aventura. Odeio esperar. Odeio esperar minhas amigas se arrumando. Não choro facilmente e nem na frente dos outros (não pelas coisas sérias). Detesto salão de beleza e o papo do salão. Troco lampadas, conserto uns encanamentos, aperto uns parafusos. Gosto de tênis, calça jeans e camiseta. Falo palavrão, não tenho etiqueta, detesto frescura... Coisa de homem.
Tudo rótulo. E ficamos reféns deles sendo arrastadas para um desrespeito que beira a crueldade. Ser mulher é lidar com essa crueldade diariamente.
Sabe de uma coisa, cansa ter que ouvir meu irmão reclamando que a minha roupa tá muito curta e que “roupa diz muito sobre quem você é”. E quem eu sou?! Eu sou a moça pra quem o carinha da esquina vai proferir impropérios. 

E tendo que ouvir idiotices eu ainda sou a errada?! Não. Eu não sou.

É difícil saber que eu vou ganhar menos pela mesma função que um homem vai desempenhar; e que se eu não quiser casar e ter uma penca de filhos eu sou uma “subversiva” (apelido carinhoso que a minha vó me deu por conta das minhas opiniões diante da vida). E que ficar com vários caras me garante o título de Piriguete. Chato ouvir que a pilha de louça é pra eu lavar...

Essas posturas só mostram uma grande falta de respeito.

Respeito não nos coloca no lugar de iguais. Não acho que homens e mulheres sejam iguais. Somos forjados na diferença, ela que nos une afinal. Respeito é caber no seu espaço. É saber ser mulher e o outro saber ser homem. Apenas.
Ser mulher é ser diferente e ter que caber na frase “mulher é tudo igual”.

Não, não somos.

Eu não sou igual a nenhuma outra que você vai conhecer por ai. E vou continuar caminhado, xingando, mostrando o dedo do meio, indo pra cima e comprando briga com qualquer um que insista na ideia de que ter um pinto garante privilégios.


E como diria a Diva Maior: “Who run the World?! Girls!” 

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E ai?! 
Espero que tenha sido bom pra vocês! hehe

Um ótimo findi pra vocês e até a outra quinta! 
Beijos!
Enezita Vieira.

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