Boa Quinta Brasil! *-*
Estamos falando sobre a mulherada toda por aqui né?!
Então, pega meu texto, da uma lida e me diga o que acha.
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| Imagem do Sr. Google e sim é do clipe da Beyoncé. Obg. Dnd. Vlw. Flw. |
-
Eu cresci num ambiente machista. Minha
mãe é machista, meu padrasto, minha vó, meu tio... Todos ao meu redor são. Mesmo
assim, de alguma forma que eu não sei explicar, eu não me tornei machista.
Não sou feminista. Eu sou mulher
antes de qualquer coisa.
Nunca quis aprender a cozinhar ou
bordar, minha mãe até tentou me fazer aprender, mas... Eu gostava mesmo era de
brincar do cola e de policia e ladrão, brincava de bafo e sim, já apostei
quem cuspia mais longe. Nas minhas manhãs ociosas eu ficava vidrada assistindo
Dragon Ball ou Digimon. E assim fui crescendo e me tornando essa que vos
escreve sobre “Ser Mulher”.
E ser mulher nessa nossa sociedade é
lidar com rótulos todos os dias. É ser reconhecida pelo que você (não) tem
entre as pernas. Uma merda!
Eu até sei cozinhar e cuido da
casa. Gosto de fazer as unhas e o cabelo. Cumpro rituais de depilação e adoro
moda. Amo comédias românticas e choro ao ver um mimimi. Fico menstruada, tenho
TPM, meus peitos incham e eu fico irritada por qualquer coisa. Eu brigo, faço
birra, bato o pé. Gosto de roupa nova e sapatos novos e tenho um estojo de
maquiagem... Coisa de mulher.
Eu me amarro em jogar vídeo game,
curto animes e quadrinhos, além das boas histórias de ação e aventura. Odeio esperar.
Odeio esperar minhas amigas se arrumando. Não choro facilmente e nem na frente
dos outros (não pelas coisas sérias). Detesto salão de beleza e o papo do
salão. Troco lampadas, conserto uns encanamentos, aperto uns parafusos. Gosto de tênis, calça jeans e camiseta. Falo palavrão, não tenho
etiqueta, detesto frescura... Coisa de homem.
Tudo rótulo. E ficamos reféns deles
sendo arrastadas para um desrespeito que beira a crueldade. Ser mulher é lidar
com essa crueldade diariamente.
Sabe de uma coisa, cansa ter que ouvir meu
irmão reclamando que a minha roupa tá muito curta e que “roupa diz muito sobre
quem você é”. E quem eu sou?! Eu sou a moça pra quem o carinha da esquina vai
proferir impropérios.
E tendo que ouvir idiotices eu ainda sou a errada?! Não. Eu não sou.
É difícil saber que eu vou ganhar
menos pela mesma função que um homem vai desempenhar; e que se eu não quiser
casar e ter uma penca de filhos eu sou uma “subversiva” (apelido carinhoso que
a minha vó me deu por conta das minhas opiniões diante da vida). E que ficar
com vários caras me garante o título de Piriguete. Chato ouvir que a pilha de
louça é pra eu lavar...
Essas posturas só mostram uma grande
falta de respeito.
Respeito não nos coloca no lugar de
iguais. Não acho que homens e mulheres sejam iguais. Somos forjados na
diferença, ela que nos une afinal. Respeito é caber no seu espaço. É saber ser
mulher e o outro saber ser homem. Apenas.
Ser mulher é ser diferente e ter que
caber na frase “mulher é tudo igual”.
Não, não somos.
Eu não sou igual a nenhuma outra que
você vai conhecer por ai. E vou continuar caminhado, xingando, mostrando o dedo
do meio, indo pra cima e comprando briga com qualquer um que insista na ideia
de que ter um pinto garante privilégios.
E
como diria a Diva Maior: “Who run the World?! Girls!”
-
E ai?!
Espero que tenha sido bom pra vocês! hehe
Um ótimo findi pra vocês e até a outra quinta!
Beijos!
Enezita Vieira.

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