quarta-feira, 23 de julho de 2014

Porque Amizade é isso.

Oi meus kiridinhos!
Mais uma quinta que eu, orgulhosamente, compareço! (palmas, palmas)
Esta semana estamos falando do doce que é a Amizade. *-*
Este texto eu dedico aos meus amigos (velhos, novos, de Psi, da escola, da vida, de outro estado, os virtuais, da igreja, da ágora, os de todos os dias, os de vez em quando...).  Os mais honestos, sinceros e melhores do mundo! <3
Amigos, só pude conseguir escrever algo sobre Amizade porque eu tenho vocês! Meus preciosos!
Então, taí.
(Um infinito pra dizer um pouco de Amizade)

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Já falei das inúmeras vezes em que me senti só. De como não me encaixava em canto algum, de como tentava pertencer sem ter nada em comum.  Não sou fácil, talvez tenha sido até uns 9 anos de idade, de lá pra cá, fui/sou difícil.
Tenho gostos complexos, opiniões resignadas, uma cabeça mais dura que adamantio, e olha que ele nem existe. Sou preguiçosa, desleixada e egoísta. Gosto de reclamar, de falar mal do tempo... Sou estranha mesmo. E nunca senti que alguém, além da minha família, pudesse me suportar.
Até tentava fazer algumas coisas que o “grupinho” fazia, mas logo me cansava e ai eu me via só. Só e emburrada, com o nariz tão empinado quanto pudesse ser. Sou bem do “antes só que mal acompanhada.” Apesar de todo bom humor, era meio anti social.
Mas a Vida, embora vadia, nos dá encantos para que seja suportável suportar.
Não mais que mero acaso, mentira. Longe de ser acaso essas pessoas em minha vida. Foi Deus mesmo. Só pode ter sido Ele.
Sim, por força e intervenção divina, a gente se encontrou. Se você nos olha, a priori não nota nada de semelhante. De cara, não há motivo que possa nos unir. Mas acontece que somos unidos por uma siglistica mais que avançada, que nem o Kvothe daria conta de criar.
Raramente lembro quando as coisas começaram, de quando passamos a ser amigos. Mas de alguma forma os nossos caminhos se cruzaram para que viéssemos a descobrir e constatar esse fato
Poucas pessoas na vida tem a sorte de dizer que tem amigos como eu tenho os meus. Meus papéis são tão simples de desempenhar, porque eles me aceitam, com meus preconceitos e tudo. A verdade é que a gente se aceita.
Nada foi forçado, conhecemos a história um do outro e não de uma vez, mas a cada vez. Embora a gente não se respeite, sabemos até onde podemos ir, sem forçar a barra. Quando precisa, nem hesitamos em atirar verdades na cara, com as palavras que vem a cabeça mesmo, as vezes sem medir, mas é tanto amor que consola.
A gente tenta se encaixar na rotina um do outro. Com alguns falo todo dia por horas e horas, assuntos sérios e banais. Com outros, passo meses, anos sem falar, mas quando nos encontramos a gente sabe se encaixar.
Compartilhamos amores, comidas, histórias, gargalhadas e lágrimas. Ainda que estas não caiam realmente, mas sei que existe um lugar onde eu vou ter brigadeiro, pipoca e Cicero, caso a merda seja muito grande.
Já tivemos 24 horas que pareceram 5 minutos e já tivemos 5 minutos que pareceram que nunca iam acabar. De alguns já faço parte família, com outros eu já sou a família e eles a minha. Muitos dos nossos amigos já se tornaram amigos e já se conhecem, ainda que só de ouvir falar.
A gente já brigou por bobagem e já deixou coisas sérias passarem enquanto a gente ria. A gente inventou músicas, dancinhas e teorias mirabolantes. Criamos bordões, escrevemos livros, elaboramos um roteiro pruma série. Nossos filhos já tem nome e já sabem com quem vão casar e de quem serão amigos.
Existe um espaço na minha vida que só se preenche com eles. E com ninguém mais.
Eles me entendem como nem eu me entendo e me amam na mesma medida que eu poderia me amar. E assim nós somos e vamos.
Para amizade não existe candidatura, ela acontece. Não se agradece por ser, simplesmente é. Não se planeja, ela flui. Não há o jeito certo, há o seu jeito.

Entre outras coisas que poderia constatar, constato que a vida não é fácil. Mas vale viver se for cercada por eles. Porque amizade é isso.
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Então, por hoje é só.

Valorizem seus amigos!

Beijos!

Enezita Vieira.

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