segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Saudosa segunda

Olá amores, bom dia, boa tarde, boa noite. Tenho dois pequenos textos e aleatórios pra compartilhar com vocês. Espero que gostem, uma ótima semana, até semana que vem.


Saudade não é distância, não é sentir falta, nem tão pouco solidão.
Saudade é lembrança.
Saudade é amor e ódio, alegria pela esperança e tristeza pela agonia.
É não saber o que dizer, escrever, pensar, como agir. É não querer escutar, lembrar, definir. É estar triste querendo ser feliz. É afagar e apedrejar. É não te ter e te querer e quando te ter não valorizar.
Saudade, agora, pode ser distância, sentir falta e muita solidão.
Saudade é remorso, ponto e vírgula, reticências ...
Saudade é contraditório. É querer sempre um novo repertório.
Depois da saudade mora a felicidade. Se é contigo eu não sei; ela toma as rédeas e escolhi por si. Depois da saudade vem a fidelidade. No pouco, no muito. Contigo e com a felicidade.
Mas, enquanto ela não chega só me resta andar com a saudade.
Insopitável. Irreversível.
Porque saudade é sentir tudo e ainda assim sentir-se vazio.

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Pra quê ser par se não é amor.
Digo que fazes falta e não resta dor.
Dor, aqui no peito e não na cabeça.
Cansada de ser fria, uma fraqueza.

Cansada de palavras sem explicações,
Cada verso dito e não dito que traz subversões.
Sabes que foge ao meu ideal,
Mas és assim tão meu natural.

Tens as atitudes de um velho amigo,
E ficas assim, enfeitando meus domingos.
Te prometi ficar e ajudar a decorar os dias,
Farei ainda mais, serei tua menina.

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