segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dias soltos de sóis amarelos



Andar pelas ruas de qualquer forma tem um preço. E caro. 

Eu tinha um céu de estrelas tortas e cadentes, hoje só vejo a multidão num espaço vazio de coração.
O mundo mudou sem aviso prévio e em mim houve explosão.
Quantas avenidas foram necessárias pra colidir e quantas noites de sonos são perdidas pra aprender que o anormal e o não convencional foram e continuam os melhores planos pra mim?
Viver ao curso desse mundo nunca foi o meu forte. Só me restou em medo, frustração, tristeza, ansiedade e culpa.
Quantos copos eu tive que me afogar pra perceber que no final das contas eu só preciso andar sobre águas? E quantos desafios eu terei que enfrentar pra entender que esperança ainda gera dúvida e que somente a minha fé é inabalável.
Novos odres para vinhos velhos, velhos vinhos para odres novos. E nunca satisfaz. E nunca traz paz. E sempre gera revolta, e nunca te traz em troca. 
A gente inverte o tempo em claro e faz do breu de um olhar a imensidão de uma luz. 
Será que os sonhos sonham em nos ver bonitos, floridos, amenos?
Nós acatamos a cela da prisão por liberdade - um relacionamento libertador - e acabamos por cavar buracos pra uma fuga nos braços de quem nunca nos amou.
Onde foi que esquecemos de rabiscar os dias soltos de sóis amarelados em folhas de papel A4?
Me conserta do avesso, bota o coração na revisão. Estaciona a dor, me ensina do amor.
De novo, de velho. De quebra e me dá o teu por inteiro que eu me desamarro pra me prender a ti. 
Seca de paixão teus rins, enche de armagura e mel, sobe pelo arranha-céu, grita pra falar meu nome.
Abra a boca e me profana, corta e fere a traição. Joga teus amores em mar, só eu sei te cuidar.




Bom dia, boa tarde, boa noite. Esses são meus últimos devaneios, espero que gostem. Um beijo no coração de vocês, até semana que vem. Laila Marques

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