Olá, pessoas estrogonóficas de terça. Como vão vocês? O dia hoje acordou bonito, digno de reflexões estranhas sobre a vida... é isso que o texto que trouxe pra vocês hoje é. Na verdade não é não, é só uma bobagem, uma coisa que eu vivi em outra terça pelo mundo. Espero que vocês gostem.
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Comprei um sapato colorido. Me senti num desses filmes sobre
consumidoras compulsivas que babam pelas vitrines de Nova York. Tinha pouco
dinheiro, não precisava de mais um sapato... acho que eu só precisava de mais
cores.
Engraçado que a culpa costumeira do pós-compra-desnecessária
não veio, nem passou perto. Sai da loja com a sacola na mão e resolvi tomar um
sorvete, quebrando minha ideia de dieta. Minha mente estava cheia de cores.
Não me interprete errado, não sou fútil, nem superficial –
ou penso não ser -. Não guio minha felicidade pelas roupas novas a mais ou
pelas gordurinhas a menos. Levo a vida meio num Hatuna-matata. Acredite, eu
juro de mindinho.
Meu sapato novo não é especialmente bonito, nem
maravilhosamente confortável. Inclusive até me deu um calo aqui no calcanhar
que, olha, complicado. Mas meu sapato é colorido. Entende?
Se você esperava uma profunda reflexão sobre a vida e o
universo a partir da minha ideia da compra de um sapato colorido meio estranho,
tire seu pangaré da garoa, não pretendo fazer isso. Mas me apetece a ideia de
instigar a ver que uma coisinha de nada tem muitos efeitos sobre a posição que
tomamos no mundo.
Num desfile de sapatos cheios de brilhos e borogodós, eu
comprei um sapato de lona. Um sapato colorido. Um sapato que me arrancou alguns
sorrisos e me fez sentir que tinha algum super poder a descobrir. Um sapato que
me fez esquecer a paranoia com calorias consumidas por dia. Um sapato que não
combina com nada do que eu tenho no guarda-roupas. Mas tudo bem, resolvi levar
a vida de sapato colorido.
Só no sapatinho, ô-ô.
No mais, até terça. ;)

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