segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nesta Data Querida

Olá, queridos, quanto tempo!

Vou começar me desculpando por ter faltado ao nosso encontro de semana passada, como era de se esperar. Mas em minha defesa, é isso que acontece quando você adoece de uma gripe titânica e seu computador resolve padecer de um mal qualquer nesse mesmo dia. 

Mas vamos esquecer as coisas do passado, que hoje é um dia novo. Mas não é um dia todo meu, não, não é. Hoje é quase quinta-feira, porque hoje o dia é todo dela. Parabéns, querida amega Enezita! Feliz aniversário e o resto todo. Te amo. Te amamos, todos nós. E que os que não te amam peguem piolho na escola. #ProntoFalei

E nesta data querida...



Um monte de coisas pra dizer, sem dúvidas. Na cabeça, ordem  nenhuma, como era de se esperar. Afinal, a desordem nos define, e é assim que as coisas são desde sempre. Quero acreditar, inclusive, que essa desordem compartilhada é o que nos fez aprender a compartilhar todo o resto. Somos tão diferentes, de nós, do mundo, que somos iguais.

De você, pela primeira vez, ouvi o elogio mais lindo que já me fizeram. E é fácil retribuir na mesma moeda. Amega, ambas pertencemos a prateleiras empoeiradas de uma livraria qualquer. Nesse mundo somos só estranhas.

Estranhas, vamos nos arrastando, vivendo. Não se arrastando de um jeito ruim e estranho, como minhocas. Nos arrastando vamos fazendo o tempo passar mais devagar, ano após ano. Afinal, temos muita coisa pra ‘malucar’ vida a fora. E se assim não fosse, de onde viriam nossos textos e nossas ideias? Só Deus sabe. E é a Deus que cabem os melhores presentes pra ti hoje, amanhã, daqui a 30 anos, daqui a 30 segundos. Deus te ensinou a ser mais que amiga, ele te ensinou a ser amega e isso é pra bem poucas. As inimigas morrem, neste momento.

Mas hoje é um dia realmente especial. E devo admitir que com esse texto já gastei minha cota de frescura pro resto do ano inteiro, então, watever, vou culpar a TPM.

Nesta data querida, é dia de Enezita. E por gostar tanto de Enezitar, a gente aceita ir pro RU sem ter aula. Ouvir One Direction (Deus me ajude). A gente escreve texto meloso. Mas só porque é pra ti, e tu é das chegada.

E desses desejos comuns de aniversário, me furtarei a todos, não direi nenhum. Hoje, mais que em qualquer dia do ano, te desejo uma vida bem encadernada, com letras legíveis em papel amarelado. Hoje te desejo belas iluminuras, marcadores excelentes e diálogos emocionantes.

Hoje todos eles te saúdam: Harry, Peter Pan, Katniss, Won-Won, Kvothe, Alice, O Chapeleiro e tantos outros. Todos te convidam pra um chá, e cantaremos, erradamente: “Um bom  desaniversário! Para mim? Sim, para ti!” Todos bonitinhos, segurando bandeirinhas com seus dedinhos sujos de brigadeiro.

Que muitas outras aventuras venham a cada ano.

Nos vemos em um livro. Sempre.


Hoje é mesmo uma data muito querida.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Alice

Imagem: Sr. Google
Não me sinto muito bem em fazer pequenas introduções antes de introduzir de fato o texto que tenho pra hoje. Acontece que pra hoje não tinha texto algum. Eu tenho sofrido de uma falta de sorte crônica que tem levado todos os meus arquivos em que eu guardo meus pensamentos. Malditos aparelhos digitais. Saudade dos diários que só tinham valor sentimental em vez de financeiro. E é de um desses diários é eu retirei esse texto de hoje. Apreciem sem moderação alguma, por favor! 


“Sentia, no âmago da sua espinha, que precisava derramar algumas lágrimas pra que tudo pudesse voltar ao normal. Escutara mais cedo algumas palavras que não fizeram muito sentido no momento (nem depois, diga-se de passagem), mas que mostraram-na que pode existir uma coisa muito além daquilo que se é, e que talvez ninguém consiga entender aquilo, mas o sentido que isso faz pra quem o fez é algo que só quem fez poderá entender.
Acreditava que isso já não mais merecia sua atenção. Pensava agora em como os cabelos laranja do amigo eram realmente bizarros. Não que ela tivesse propriedade para desaprovar o gosto capilar de qualquer pessoa, mas achava realmente muito esquisito uma pessoa de quase meia idade querer esconder os sinais (inevitáveis) do tempo com uma tintura para cabelos laranja!
Voltou seus pensamentos para ele. Não conseguia entender quão profundo poderiam ser seus sentimentos! Desconhecia aquela sensação. Vivera pouco em relação aquilo. Era sonhadora: imaginava seu grande amor, a grande declaração como se estivesse num filme meia boca de romance, daqueles que passam quase todo dia na madrugada, onde do nada o protagonista pega um microfone e, sem saber cantar, arrasa no vocal com uma linda canção de amor sendo ele acompanhado por toda uma praça, onde pessoas, que saem não se sabe de onde, tocam instrumentos de diversos tipo e segundos depois são meros transeuntes aparentemente normais, sem quaisquer habilidades extraordinária de canto e dança.
Parou de pensar simplesmente. Ou pensou que parou. Fazia agora um metapensamento. Pensava sobre o próprio pensar, sem os aforismos e viagens de filósofos que tanto odiava estudar. Estudava porque era preciso, mas odiava cada maldita palavra saída da boca de cada maldito autor de cada maldita era. Odiava o mundo agora. Dois segundos depois, o amava novamente com uma intensidade indescritível. Sofreu por mais alguns segundos só por pensar na Bomba atômica e no cachorrinho que havia atropelado sem querer em frente ao parque. “Sim, foi sem querer”, pensava ela. Afinal de contas, ele passou em frente ao carro sem olhar para os dois lados antes. Acreditava que toda mãe que era realmente mãe, ensinava ao filho que ele tem que olhar para os dois lados antes de atravessar a rua! Que absurdo! Mas talvez aquele pobre cachorro não tivesse mãe. Talvez, ela tenha sido a maior cachorra do mundo e tenha abandonado aquele pobre filhote às mazelas que o mundo pode oferecer. Mas pensando assim, a culpa seria dela, e não mais do cachorro que atravessa as ruas sem olhar para os lados. Ela que não olhou para frente enquanto ia atravessar uma faixa de pedestres. Ironias da vida: o cachorro estava na faixa de pedestre, curiosamente...
Voltou seu pensamento a ele e em quando ia tomar coragem de dizer tudo que estava engasgado e guardado a sete chaves. Sabia que aquele poderia ser o último dia da sua vida, ou o penúltimo, não importava! Tinha certeza de que a qualquer momento iria morrer, só não tinha certeza de que momento era esse. Podia ser agora e...e levou a mão no rosto para coçar o nariz. Era a mãe com uma pena de ganso lhe fazendo cócegas para indicar que o dia amanheceu e que era hora de acordar para o trabalho."


Mariana Pedrosa

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Uma postagem sem título.

Oi gente linda do meu coração! Tudo bem com vocês?? Quantos acham que a semana tá voando levantem a mão! o/ Então, minha semana tá locona, tô tendo mondicoisas pra fazer, mas eu tô muito feliz!! Vamos ao texto né?! O texto de hoje é de uns mesezinhos atrás. É fruto de algumas conversas com amigos, inspiração em alguns personagens, canções e qualquer outra coisa que tenha me chamado atenção e ai saiu isso ai. Espero que vocês gostem!


"Não passou. Aqui dentro ainda acontecem pequenas tempestades ocasionais quando te vejo. Mas eu segui a minha vida sabia?! Eu fui na praia sozinha, lembra que eu só ia contigo? Pratiquei alguns esportes, acredita?! Eu fui em festas, beijei algumas bocas, bebi pra caramba. Sabe aquela viagem que planejamos juntos?? Pois é, eu fiz! Experimentei falar um novo idioma e comer novas comidas. Eu virei noites acordada jogando nosso jogo favorito, sabia?! Olha, lembra aquele livro que a gente ia apostar pra ver quem ia ler primeiro?! Eu li. Aposto que você não leu. Você não lê sem mim. Eu torci meu tornozelo dançando. Sério! Não ri, doeu pra caramba. Eu fiz muitas coisas sem você. No começo foi muito fácil. Eu estava anestesiada. Depois passaram a não fazer sentido, mas eu ia deixar de fazer?! De jeito nenhum! Você sabe o quanto eu sou orgulhosa. Hoje eu já faço as coisas sem você porque a vida tem que andar. Não posso continuar te amando enquanto você ama outro alguém. Olha, eu comprei um apartamento. Tô comprando os móveis. Vou morar só! Era pra ser com você, mas você não vem. Precisei aprender a planejar só. Foi só mais uma das coisas que aprendi a fazer sem você. Eu troquei o vídeo game. E eu fiz um segundo furo na minha orelha. Sei que você vai detestar, mas não poderia não fazer porque a sua sombra ainda tá aqui. Eu fiz uma tatoo também. E sei que agora você tá torcendo a boca. E eu fiz pra te ofender mesmo. Sabe porque? Porque de alguma forma eu ainda tento chamar tua atenção. Bobagem? Sim! Eu sou assim. Eu cortei meu cabelo porque você gosta de cabelos longos. Mudei a cor também. Fiz uma tatuagem , coloquei piercing e parei de andar de salto. Não uso mais vestidos porque sei que você adora... É... Eu sou toda errada! Eu sei que sou. Mas eu te vejo me olhando. E sei que falam de mim pra ti. E sei que tu lembra de mim. Se é assim que eu tô seguindo minha vida?! É sim. E não me julga não. Você foi e sempre será meu grande amor. Eu te odeio por isso! Mas eu vou fazer o quê?! Essa cicatriz vai ficar aqui pra me lembrar (cicatrizes servem pra isso). E eu vou continuar aqui. Orgulhosa. Cabeça dura. Babaca. Palhaça. Birrenta... Tudo que não presta. Que te fez me amar e que te mandou ir embora."

Enezita Vieira

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Que delicia de alegria!

Olá meus queridos leitores,
É com muito gosto que vos escrevo nesse momento, que já é quase quarta-feira (sim, eu escrevo antes, que é pra postar meia noite), e sempre que é quarta o meu coração enche de alegria.
Eu gosto muitíssimo de escrever, principalmente pelas madrugas, principalmente sobre as histórias dos outros, principalmente quando eu repito as palavras, como essa "principalmente".
Dedico esse texto aos meus amigos que compartilham momentos divertidos comigo, em especial à Eloah e ao Zanto.

Felicinossa de todo dia

A felicidade desenrola, do enrolado de sentimentos do meu peito, e se faz linha.
A felicidade linha, com algumas curvas de alegria, se faz sorriso no meu rosto.
A felicidade sorriso, abre-me a boca com fervorosa agitação, e arranca de mim a gargalhada.
A felicidade gargalhada, faz-se convulsão de risos que deixa o abdômen dolorido, e os olhos cheios de lágrimas.
A felicidade minha, que ri todos os dias das alegrias, que não são só minha, são nossas.
Felicidades  nossas.

Obrigadinha por ler, por estar aqui esta quarta comigo. Obrigada aos meus amigos que me chamam de rainha na UFMA, vocês são uns pé de moleques.
 Bom dia céu, bom dia sol, bom dia mar! (Alguém tá feliz essa semana) Bom dia mundo, comece a cantar!
Tenha um bom dia, uma boa semana, comida boa, dinheiro no bolso e amigos do lado.
Rainha da Floresta.
Tayná Pimenta que arde e é tempero.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dias soltos de sóis amarelos



Andar pelas ruas de qualquer forma tem um preço. E caro. 

Eu tinha um céu de estrelas tortas e cadentes, hoje só vejo a multidão num espaço vazio de coração.
O mundo mudou sem aviso prévio e em mim houve explosão.
Quantas avenidas foram necessárias pra colidir e quantas noites de sonos são perdidas pra aprender que o anormal e o não convencional foram e continuam os melhores planos pra mim?
Viver ao curso desse mundo nunca foi o meu forte. Só me restou em medo, frustração, tristeza, ansiedade e culpa.
Quantos copos eu tive que me afogar pra perceber que no final das contas eu só preciso andar sobre águas? E quantos desafios eu terei que enfrentar pra entender que esperança ainda gera dúvida e que somente a minha fé é inabalável.
Novos odres para vinhos velhos, velhos vinhos para odres novos. E nunca satisfaz. E nunca traz paz. E sempre gera revolta, e nunca te traz em troca. 
A gente inverte o tempo em claro e faz do breu de um olhar a imensidão de uma luz. 
Será que os sonhos sonham em nos ver bonitos, floridos, amenos?
Nós acatamos a cela da prisão por liberdade - um relacionamento libertador - e acabamos por cavar buracos pra uma fuga nos braços de quem nunca nos amou.
Onde foi que esquecemos de rabiscar os dias soltos de sóis amarelados em folhas de papel A4?
Me conserta do avesso, bota o coração na revisão. Estaciona a dor, me ensina do amor.
De novo, de velho. De quebra e me dá o teu por inteiro que eu me desamarro pra me prender a ti. 
Seca de paixão teus rins, enche de armagura e mel, sobe pelo arranha-céu, grita pra falar meu nome.
Abra a boca e me profana, corta e fere a traição. Joga teus amores em mar, só eu sei te cuidar.




Bom dia, boa tarde, boa noite. Esses são meus últimos devaneios, espero que gostem. Um beijo no coração de vocês, até semana que vem. Laila Marques

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sobre o dia em que virei estatística.

Esse post poderia ter se originado igualmente a todos os outros: meus pensamentos loucos traduzidos em palavras e transcritos para um arquivo doc intitulado “Ela já sabia o que vinha...”, enviado pela garota da quinta e que eu havia apagado para copiar os meus pensamentos loucos traduzidos em palavras, no meu blackberry.
Poderia. Do verbo não posso mais. Em vez disso, esse texto que vos escrevo foi rascunhado à moda antiga: com uma caneta esferográfica azul em uma página do meu antigo caderno, na disciplina de Aconselhamento Psicológico II.
Tudo isso porque dos “e se” da vida, eu escolhi um que me levou a ser vítima de uma quadrilha que assalta ônibus. Pra quem leva a casa na bolsa igual a mim, ter a mesma roubada é quase como perder o chão... dá uma sensação de vazio ver tudo o que é seu, incluindo seu suado dinheiro, indo embora por um cara com um revolver na mão. Dá um vazio e medo. E sensação de impotência.
Colocando em suspenso o fato em sim, parei para analisar os pensamentos que me sucederam quando do acontecido. Pensamentos esses que poderiam ser traduzidos em palavras e transcritos de imediato no arquivo doc intitulado “Ela já sabia o que vinha...”, enviado pela garota da quinta e que eu havia apagado para copiar os meus pensamentos loucos traduzidos em palavras, no meu blackberry.
Pensei em todos os “e se”. E se eu não estivesse dentro daquele ônibus? E se eu não tivesse corrido para pegá-lo? E se eu não tivesse ido ao banheiro antes de sair da universidade? E se eu tivesse ficado em casa assistindo sessão da tarde em vez de ter saído às 12:45h, pego o ônibus, sentado no penúltimo banco, descido do lado de fora do terminal de integração, pego o CAMPUS lotadíssimo, ter sido espremida contra a barra e até ter gostado disso por ter estalado minha coluna, ter assistido 4 horários da mesma disciplina, ter pendurado o cartaz com as regras de convivência, ter jantado no RU com meus amigos, ter ficado na ágora, tomado um copo de ponche? E se? E se? E se?
Será que com algum desses “e se” eu estaria hoje rindo das bobagens que a garota da quinta me manda pelo whatsapp como é de praxe ou eu ainda estaria me lamentando por ter perdido absolutamente todos os meus documentos, celulares, maquiagem??
E se o assaltante atirasse? E se tivesse me batido? E se? E se? E se?
Felizmente os meus “e se” e as consequência deles ficam só no meu imaginário. O que aconteceu, aconteceu. Não volta. O fato em si, quero dizer, porque o medo, a sensação de impotência e a revolta voltam com uma frequência assustadora. Mas fica também a sensação de agradecimento a Deus. Estou viva. Vos escrevo. Mesmo que o rascunho tenha sido feito à moda antiga com uma caneta esferográfica azul em uma página do meu antigo caderno, na disciplina de Aconselhamento Psicológico II em vez de meus pensamentos loucos terem sido traduzidos em palavras e transcritos para um arquivo doc intitulado “Ela já sabia o que vinha...”, enviado pela garota da quinta e que eu havia apagado para copiar os meus pensamentos loucos traduzidos em palavras, no meu blackberry.





quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Caindo...

Oi gentes lindas!
Como vocês estão? Me digam! Vamos conversar?!
Eu?! Ah, hoje eu tô caindo de sono, cansadona, mas muito satisfeita! =)
Então, chegamos em mais uma Quinta. Cês tão gostando das Quintas?? Me contem?!
Mas sim, estamos aqui pelo texto. Ele é de alguns dias, as palavras escapuliram para o papel. Por isso não sei se faz lá muito sentido. Mas eu escolhi ele pra hoje! Vem comigo!

"Ela estava caindo.

Caindo.

Caindo.

Aquelas palavras a puxavam numa espiral da qual ela não conseguia se livrar.

Quase que sem querer ela se envolveu. E agora ela caia.

Como que com sonolenta, no limiar entre o sono e a vigília. Naquela hora em que não se sabe o que é sonho o que é real. Era ela.

Se ela já havia tentado se livrar?

Ah, não apenas uma vez. Mas não há luta ganha contra a gravidade. Contra aquilo que te puxa, que te atrai ao centro.

Não era inteira coragem. Nem medo. Ela nem mesmo sabia o que estava fazendo.

Estava caindo.

Se via descer aos poucos. Se via tentando se segurar em alguma coisa. Mas via seu sorriso. É, ela estava caindo e rindo.

“O que será assim que eu tocar o chão?” Ela pensava.

Se ela soubesse, até que contaria. Mas ela realmente não sabia.

Ela se perguntava se daria conta do que viesse...

Mas também não sabia.

“Eu vou gostar?”
“Ah! Sei lá!”

A única coisa que ela sabia naquela hora, é que estava caindo.

Caindo.

Caindo."

Então... é isso!
Por favor, continuem me amando! Não deixem de vir tomar o café das Quintas juntinho comigo!


Cheirinhos!


       Enezita Vieira.              

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Meu mimimi de quarta

Eu cai domingo retrasado e estou sentindo dores no meu pé até hoje. Quero compartilhar isso com vocês antes de qualquer coisa. 
Esse texto tem uns meses de vida ja, mas eu senti vontade de dividi-lo com vocês agora.

A Caminhada
Não vá rápido demais, mas não me deixe parar.
Eu tenho pernas curtas para passos grandes,
 e tenho tentado te avisar.
Se for para definir o que temos juntos, 
que seja como algo bom,
 isso é o mais importante.
Não corra segurando a minha mão, 
porque se eu não estiver correndo junto com você 
uma hora vamos nos soltar e perceber 
que não estávamos juntos há muito tempo, 
uns 10km talvez. 
Não vamos perder  tempo definindo o que já é
Bom.

To indo agora rapidinho, que meu dia tá cheio! Até a próxima quarta, sentirei saudades. Beijos e abraços.
Tayná Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Kvothe, ou Como Queira

Eita, terça-feira! Chegou danada, cheia de coisas. Chegou até com um pouco de saudade, sei lá de que... e é por isso que, atrasada, mas não tarde demais (espero), vim contar uma coisa pra vocês. Quem o conhece, ou conheceu vai entender perfeitamente, tenho certeza. 

Tenho uma coisa, er, digamos, 'estranha'. Eu me apego a personagens, todos eles. A alguns, mais que a outros. A este, mais que a muitos. Dele eu realmente sinto falta como de um amigo... o nome disso, gente? Doidice, só pode. MAS ENFIM! Fazer o que? Escrever sobre ele. :3

No mais, queridos, até terça. ;)

Kvothe - O Nome do Vento

Seria o fim, certeza. Ela sentia a notícia nos arrepios que lhe corriam a espinha a cada página virada. Havia menos folhas pela frente e ventava forte. Apanhava do vento, ou era assim que se sentia, pelo menos. Apanhava das palavras gastas e relidas que segurava entre os dedos trêmulos e sua respiração irregular.

Havia desolação por todo o quarto: nas roupas sujas, nos papéis desarrumados, nas lembranças tantas que pretendia ainda enterrar, junto com outras tantas que ainda viriam. Via restos seus por todo canto. Via restos dele. Praticamente ouvia sua voz, cantando contra o vento, descobrindo o nome das coisas, sendo, sem pressão nenhuma, seu amigo a qualquer custo.

Lembrava dos olhos dele, que nunca realmente vira. Aqueles olhos significavam inocência, tenacidade, cuidado. Tudo ao mesmo tempo. Tudo nele, só. Tudo nela, por causa dele. Tudo nela era as conversas que tiveram, ao pé do salgueiro. Tudo nela era sua música, as coisas que queria tanto contar. Tudo neles era um reconhecimento mútuo de não pertencerem a lugar nenhum. Não esperavam nada um do outro, absolutamente. Só existiam. Só isso, cada um no seu universo.

Mas agora, ela olhava seus pés, que há tão pouco tempo haviam se aventurado. Mas os calos que hoje via eram só de cansaço, de saudade. De um lugar onde os verbos hoje se conjugam no passado, de um lugar que ela amou.

O vento lhe soprava coisas aos ouvidos, coisas lindas, coisas febris, praticamente uma canção de viajantes e de carroças ao pé do fogo. Fogo da cor do cabelo dele... na mente dela, uma imagem só, além do que restava dela pelo chão: a imagem dele, cabelos ao vento, caminhando resoluto, sem olhar pra trás.

Ela notava os rasgos na capa de viagem que caia desarrumada sobre aqueles ombros onde havia chorado tantas vezes, aonde será que iria, agora, sem ela? Com quem conversaria? A quem contaria sua vida? E ela... ouviria no vento alguma coisa?

Muitas interrogações, nenhuma resposta. Só suspiros. Só arrepios. Só os nomes dele. Sim, porque são vários. E de muitos outros que virão ela nem será sabedora.

Ela vai continuar do lado de fora do livro que acabou de ler. Ele, lindo, vivo, apaixonado, do lado de lá vai continuar vivendo nos sonhos de outros que o lerem.

Mas pra ela, ele continuará tão real e presente como sua sombra. Ou talvez não, já que hoje ele vive dentro dela. Pra sempre. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Família

Crédito: Sr. Google
Quem nunca encontrou um parente que não se tem muito contato em algum lugar público, definitivamente, não sabe como é estranho! Ah, e parabéns por isso!!

A sensação de não saber o que falar, de, às vezes, nem lembrar o nome da filha do parente; de pensar que é uma filha e ser filho; pensar que é filho e ser filha; pensar que é filha e na hora ser filha mesmo, mas por um instante você pensou estar errado e verbaliza um "filha...do". Péssimo!
Passeando por um shopping da capital, me deparo com um desses casos.
- Ah, tio?
- Lindaaaaa! (abraços, abraços e mais abraços como se fizessem mil anos que não me viam, mas só foram 999!)
- Tudo bem, tio? (Sim, você repete o grau de parentesco com ele em todo final de frase pra ter certeza que é esse mesmo)
- Tudo bem, minha linda (daí você começa a desconfiar que ele também não faz a mínima idéia de quem é você)! Como vai sua mãe?
- Vai bem, bem, tio! E a Tia, como tá?
- Tá bem, tá bem! Tá vindo ali com as compras!
- Que bom, que bom! (aqui você começa a repetir frases involuntariamente, em uma tentativa frustrada e desnecessária de encompridar a conversa). E como é que o senhor tá?
- Bem, bem!!
(Aqui acontece a PIOR parte: o silêncio! Inacabáveis 10 segundos entre olhar a suposta tia e ela chegar onde você está)
-Minhaaaa lindaaaa!! (Aí você tem certeza que nem ele, nem ela sabem seu nome!)
- Oi, tia!! Como é que estão as coisas?
- Bem, bem! Como é que tá sua mãe?
- Bem, bem! E como é que estão as coisas?
- Bem, bem!

Nesse momento algo em você nota que existe alguém junto à “tia” e que muito provavelmente é a filha do casal, mas o resto de você não digere essa informação e solta a pergunta:

- E cadê a fulana (filha do casal)
- Tá aqui do me lado! Não reconhece mais a prima não??

Uma onda vermelha toma conta do seu rosto, uma gagueira repentina atinge sua fala. A suposta prima comenta seu cabelo: "Ah, teu cabelo tá grande, né? Da última vez eu te vi ele tava preso, por isso que não percebi o quanto era grande".
Peeeeeeeeeeeeeeeeiiiinnn (isso foi a tentativa frustrada de fazer a onomatopeia de uma sirene. )
ERRADO! Da última vez que ela te viu, nem cabelo você tinha!!
Mais alguns intermináveis segundos de silêncio até que o tio quebra:

- Como é que vai a mãe?



Mariana Pedrosa

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Eu Escolhi Ser Feliz! =)

Mááá oêê... Olha eu aqui de novo! Como foi a semana sem mim? Difícil, suponho.

Mas cá estamos, sendo lindos! E esse texto é pra você meu leitor favorito que aguarda as quintas ansios@. Pra você que acha que as pessoas deveriam tatuar mais lagartas e menos borboletas. É pra você que me ama, pra você que me odeia, pra você que me viu no ônibus, pra você que nunca me viu. Pra senhora mãezoca! Pra senhora Tia Leura, que completa mais um ano hoje!

Então... vamos ao textinho?! Não vou falar nada sobre ele, mais uma vez. Nem lembro como eu o pari. Mas olha, ele é especial pra mim! Espero que se torne pra vocês também.

creditos: Sou eu mesma, minha amiga Poly que tirou. Amo essa foto!


A gente só precisa de rir. De boa música e um travesseiro macio.
A gente só precisa descobrir que há mais valor no amor que nas obrigações e que um dia de cada vez é mais legal que mil dias em um só. 'Não vê as ervas no campo...'
Precisamos de um riso besta e de ler um bom livro, ou um livro não tão bom assim.
A gente precisa de uma conversa solta. E de conhecer gente que é seu completo oposto, mas  que ainda assim te completa.
Precisamos de um nescau quente. De café. De cafuné.
A gente precisa daquele cochilo bom no meio do dia e de, sem querer, esquecer algum compromisso pra ficar jogando vídeo game.
A gente precisa de panelas de brigadeiro e de um copão de Coca-cola. E banho de chuva. Tomar um guaraná, suco de caju, goiabada pra sobremesa...
A gente precisa de um abraço do nada. E precisa de coragem pra chama-l@ pra um café às seis, sem intenções além do prazer da companhia.
A gente precisa de se sujar na areia e de correr um pouquinho. Um pouquinho só, no meu caso.
Precisamos passar dos nossos limites, neste caso, eu corro mais um pouco.
A gente precisa de tempo para planejar bobagens e um passeio de bicicleta em Amsterdã.
A gente precisa reconhecer valor na simplicidade das coisas. Naquilo que se apresenta todos os dias e do mesmo jeito e jamais consegue ser do mesmo jeito.
A gente precisa do doce que a vó trouxe com muito carinho do interior. E de saber que sua família te ama de um jeito peculiar, único e inimaginável e de rir das bobagens com eles...
Eu acho que essas coisas significam ser feliz.
Eu posso ser maluca. Posso não fazer sentido. Mas, apesar dos meus textos por vezes soturnos, eu escolhi ser feliz diariamente. Não daqui a 10 ou 20 anos. Não depois que eu casar e tiver filhos. Não depois da graduação. Não depois. Escolhi ser feliz hoje. Agora.
Vamos tentar comigo?! Me dá a mão! É só uma tentativa. Se você não gostar, te pago um café e você volta pro seu mundo.”

Então?! Que tal?! Espero que tenham gostado.
Um bom fim de semana procês e continuem me amando. Pufavô!

Cheiros!






quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Essa pode ser a sua vida

Olá!
Minha terça foi diferente. Acordei com um susto, a minha irmã mais velha me pedindo um vestido emprestado, e o engraçado é que ela me acordou com uma calma, mas mesmo assim meu coracão acelerou. Virei, tentei voltar a dormir (eu acho que a melhor hora pra dormir é pelo dia) e não consegui, a bexiga estava cheia. Levantei, fiz o que tinha que fazer e sentei-me no sofá. Fiquei parada sem falar com ninguém, olhando a minha mãe se arrumar (ela não acorda cedo, estava achando estranho o que ela fazia, mas não questionei) e a Bianca estava com pressa pra ir ao médico. Mamãe ia viajar, sim..me toquei. Bianca acordou o papai e ele foi leva-la ao médico. Me levantei, arrumei minha muda de roupa (mania chata), fui ao banheiro. Tomei banho, lavei o cabelo, passei creme corporal, vesti a muda de roupa que separei previamente, sai do banheiro. Meu pai chegou, sem a Bianca. Levei a mamãe ao portão, ela entrou no carro com a minha tia e a minha avó, elas foram viajar. Papai entrou comigo em casa, eu disse a ele que não queria ir a auto escola, que queria dormir (esperei dele uma lição de moral, que me fizesse sentir culpada e me motivasse a ir pra aula teórica de tansito), ele me disse "Não vai então, mas quem perde é tu". Pisquei o olho e estava colocando a digital na auto escola. Hoje "falamos" sobre cidadania no transito, e no meio do blá blá blá do professor esse texto pulou da minha cabeça pro papel, um papel usado que eu achei na bolsa, e é isso que eu quero mostrar a você.

Peão Cidadão

Acorda antes das seis,
Pega a condução.
Começa a luta
            a labuta
Do peão cidadão.
É uma massa de gente
diferente.
Apertados,
No mesmo espaço
da condução.
da degradação
ÚNICA opção.
Oito horas de trabalho,
Não é mais escravo.
Todos ja sabem,
menos o      patrão
Dia de humilhação
                de   peão
Voltar pra casa é
uma viagem apertada
                     demorada
                      exaustiva
É o fim do dia do
peão cidadão.
Entra em casa
Esquenta a comida
Toma banho.
Pensa em ler Jorge Amado,
mas o pobre coitado
dorme no sofá
vendo televisão.

O meu dia pode parecer rotineiro, muito comum, mas algo nele foi diferente pra mim. E o que a minha manhã de terça tem haver com o post de quarta? TUDO.
Espero que minha refexão de terça possa entreter sua quarta.
Beijos e abraços, Rainha da Floresta (Tayná Pimenta).

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sapato Novo



Olá, pessoas estrogonóficas de terça. Como vão vocês? O dia hoje acordou bonito, digno de reflexões estranhas sobre a vida... é isso que o texto que trouxe pra vocês hoje é. Na verdade não é não, é só uma bobagem, uma coisa que eu vivi em outra terça pelo mundo. Espero que vocês gostem. 

-

Comprei um sapato colorido. Me senti num desses filmes sobre consumidoras compulsivas que babam pelas vitrines de Nova York. Tinha pouco dinheiro, não precisava de mais um sapato... acho que eu só precisava de mais cores.

Engraçado que a culpa costumeira do pós-compra-desnecessária não veio, nem passou perto. Sai da loja com a sacola na mão e resolvi tomar um sorvete, quebrando minha ideia de dieta. Minha mente estava cheia de cores.

Não me interprete errado, não sou fútil, nem superficial – ou penso não ser -. Não guio minha felicidade pelas roupas novas a mais ou pelas gordurinhas a menos. Levo a vida meio num Hatuna-matata. Acredite, eu juro de mindinho.

Meu sapato novo não é especialmente bonito, nem maravilhosamente confortável. Inclusive até me deu um calo aqui no calcanhar que, olha, complicado. Mas meu sapato é colorido. Entende?

Se você esperava uma profunda reflexão sobre a vida e o universo a partir da minha ideia da compra de um sapato colorido meio estranho, tire seu pangaré da garoa, não pretendo fazer isso. Mas me apetece a ideia de instigar a ver que uma coisinha de nada tem muitos efeitos sobre a posição que tomamos no mundo.

Num desfile de sapatos cheios de brilhos e borogodós, eu comprei um sapato de lona. Um sapato colorido. Um sapato que me arrancou alguns sorrisos e me fez sentir que tinha algum super poder a descobrir. Um sapato que me fez esquecer a paranoia com calorias consumidas por dia. Um sapato que não combina com nada do que eu tenho no guarda-roupas. Mas tudo bem, resolvi levar a vida de sapato colorido.


Só no sapatinho, ô-ô.

No mais, até terça. ;)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Saudosa segunda

Olá amores, bom dia, boa tarde, boa noite. Tenho dois pequenos textos e aleatórios pra compartilhar com vocês. Espero que gostem, uma ótima semana, até semana que vem.


Saudade não é distância, não é sentir falta, nem tão pouco solidão.
Saudade é lembrança.
Saudade é amor e ódio, alegria pela esperança e tristeza pela agonia.
É não saber o que dizer, escrever, pensar, como agir. É não querer escutar, lembrar, definir. É estar triste querendo ser feliz. É afagar e apedrejar. É não te ter e te querer e quando te ter não valorizar.
Saudade, agora, pode ser distância, sentir falta e muita solidão.
Saudade é remorso, ponto e vírgula, reticências ...
Saudade é contraditório. É querer sempre um novo repertório.
Depois da saudade mora a felicidade. Se é contigo eu não sei; ela toma as rédeas e escolhi por si. Depois da saudade vem a fidelidade. No pouco, no muito. Contigo e com a felicidade.
Mas, enquanto ela não chega só me resta andar com a saudade.
Insopitável. Irreversível.
Porque saudade é sentir tudo e ainda assim sentir-se vazio.

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Pra quê ser par se não é amor.
Digo que fazes falta e não resta dor.
Dor, aqui no peito e não na cabeça.
Cansada de ser fria, uma fraqueza.

Cansada de palavras sem explicações,
Cada verso dito e não dito que traz subversões.
Sabes que foge ao meu ideal,
Mas és assim tão meu natural.

Tens as atitudes de um velho amigo,
E ficas assim, enfeitando meus domingos.
Te prometi ficar e ajudar a decorar os dias,
Farei ainda mais, serei tua menina.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Parada

Imagem: Sr Google
Saiu apressada de casa. Tinha essa mania chata de pensar que sempre ia ter tempo pra fazer as coisas. Mas nunca tinha. Saiu apressada porque não conseguiu acordar com o despertador que tocou às 5:30. E às 5:35. E às 5:40. Eram 5:55 e ela continuava sonhando que já estava toda arrumada pegando o metrô. Devia ter desconfiado ali que era sonho, já que sua cidade não possuía metrô. 

O relógio marcava 5:59 quando um chute da irmã, que dormia ao lado, a despertou. Finalmente, diga-se de passagem. Olhos pesados ainda, com os resquícios do sonho na cabeça, ela correu desesperadamente por todos os cômodos da casa procurando as peças de roupa que rapidamente decidiu usar para enfrentar mais um dia de trabalho. 

Nesse meio instante, voltou a olhar para o relógio e constatou: "puta merda, tô atrasada". Eram 6:07. Tinha que pegar a primeira condução as 6:15. "Em 3 minutos eu tomo banho e me arrumo... Chego no ponto às 6:14, certeza!", pensou, inocentemente. Mal ela sabia do tratado do tempo, que insiste em passar seus minutos de forma mais rápida quando se está atrasado, como uma forma de vingança pelos milhares de minutos perdidos todos os dias na frente da tv, do pc ou no celular ou pensando naquele cara que sempre diz que vai, mas nunca chega, ou naquele outro que nem sabe da sua existência. 

Seus 3 minutos passaram como 3 segundos. Não conseguiu achar o sapato. Nem a agenda com as anotações importantes pro dia. 
Saiu atrasada e sem comer. Perdeu o ônibus das 6:15, óbvio. Não porque ela quis, mas porque o motorista implicou com ela. "Não parou de birra, de sacanagem! Duvido que se eu fosse mais gostosa, ele pararia", devaneou. 
Esperou calmamente o outro ônibus que passaria nos próximos 10 minutos. Ou que pelo menos deveria passar. Bocejava a cada 30 segundos. Lacrimejava. Ria sozinha lembrando-se do sonho que estava tendo há pouco tempo atrás. 
Não percebeu que ele estava lá. A olhava como uma criança olha para o presente de natal que acabara de ganhar, louco para descobrir o que se passava por detrás daqueles olhos meio borrados do lápis de olho por causa de tanto bocejo. Pensava o que poderia se esconder por trás daquela cardigã e daquele jeans meio surrado.
Quando ela percebeu a presença dele já era tarde demais. O ônibus das 6:25 já estava se aproximando, às 6:40. Ele se aproximou. Ela sorriu. O ônibus chegou. Ele só teve tempo de falar algo que ela não entendeu direito. "O quê?", perguntou com um meio sorriso, curiosa. "O celular! Passa senão eu te xuxo!"

Mariana Pedrosa

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Vida de Cupido não é fácil!

Oi gente linda, leitores amados! Mais uma quinta linda aqui pá nois! Como cês tão?
Eu tô legal hoje! Depois de não está legal a semana inteira, mas passou! Alô alô graçarradeus!! \o/

Não sei o que falar do texto de hoje, mais uma vez. Mas espero que vocês gostem! Eu sempre espero que vocês gostem, mas se não gostarem, não posso fazer muita coisa.
São dois momentos: Um do "Cupido" com o Moço e um do "Cupido" com a Moça. 
Então, leiam ai. Aproveitem.

(Creditos: Sr. Google.)

" - Ei você ai. Você mesmo! Com essa camisa xadrez e esse óculos descolado.
Moço, venha cá e tome um café comigo. Preciso te contar uma coisa.
Há alguns dias eu vim te falar dela. E agora venho falar dela de novo.
Moço, ela mandou você ir pra PUTA QUE O PARIU. Não você, porque ela ainda não te conhece, mas como você é o futuro amor dela, é pra você esse insulto ai.
Moço, ela bebeu o que podia e o que não podia com raiva de ti.
Moço, ela já tentou chorar, mas não consegue e a única coisa que sai da boca dela é 'essa mizera', que no caso é você.
Ah, Moço, num faz essa cara não. Que por conta da tua demora, ela tá odiando a vida e o tal do amor. Sabe o que ela mais canta? “Ah que bobagem o amor...” Você acha isso certo Moço?!
Moço, ela quer que você se exploda. Ligou um tal de Foda-se. Eu nem gosto de palavrões, mas é o que ela anda dizendo.
Moço, ela se agarrou às feridas dela de um jeito. Tá se afundando em canções deprimentes e filmes bobos. Ela só quer sair poraí. Olha o perigo...
Moço, não me olha assim! Não fica assim não. Eu sei que você não sabe onde ela tá e que você até tá tentando chegar onde ela. Sei que tá difícil do lado daqui também. Eu só tô te falando isso, pra que você não desista de encontra-la.
Moço, ela se escondeu, mas eu te digo onde ela tá. E acha ela! Por favor ACHA ELA. E se ela mandar tu ir embora, olha pra ela, bem no fundo dos olhos e diga que não vai. Que vai ficar ali até ela parar de ser uma completa idiota. Chama ela de idiota, ela vai se zangar, mas chama, ela tá merecendo.
Se eu posso falar de ti pra ela?!  Ah eu vou fazer isso sim. Se eu posso dizer que você já a ama?! Sim, eu digo. Pode deixar."

" - Ei Moça! Moça, como eu te procurei... Espera um minutinho ai. Tô cansada de mais! Cê se esconde de mais Moça. Tem que parar com isso!
Senta aqui. É café né?!
Moça, eu fui daqui pra ali e de lá pra cá te procurando. Você tem que parar de se esconder porque ele tá te procurando e não consegue te achar.
Moça, vou fazer um comentário bem mulherzinha aqui: Ele é lindo!!
Como assim ele quem Moça?! Ele, seu futuro amor.
Para de fazer essa cara. Eu sei que ai no fundo você quer que ele te encontre.
Moça, ele também anda cansado. Tá precisando de colo. Ele tá te procurando há tempos e tava quase desistindo, mas como ele já te ama, ele ainda não desistiu.
Moça, ele tá ansioso pra olhar esses teus olhos carregados de tristeza e te ajudar a curar.
Moça, não seja assim tão boba. Tão cabeça dura. Ele também tem lá suas feridas, ele também vai precisar de amor.
Mas olha, dona Moça, ele gosta de ler. Anda com um livro dentro da mochila pra cima e pra baixo. E toca violão, canta, vive com um fone pendurado na camisa... Ele é muito apaixonado pelas coisas simples da vida.
Moça, ele ama animais e ele é muito engraçado. Um grande bobão. Ele é um pouco egoísta, igual à você e ele é inteligentíssimo, adora argumentar. Vocês vão discutir muito. Não brigas feias Moça, não se assusta não, são briguinhas de falsos intelectuais que não abrem mão de suas ideias por nada.
Moça, te acalma. Fica parada só num canto. Destranca esse coração. Para de procurar o que não é ele. Não é isso ai que você tá pensando que é ele é não. Ele é melhor que isso! Escuta  o que eu tô dizendo.
Moça enxuga essas lágrimas ai. Só falta mais um pouco. 
Ouve tuas canções ai Moça, mas não deixa de acreditar na “bobagem do amor”, porque ele não vai ter forças de amar por vocês dois.
Moça, deixa o que tá atrás, pra trás. Ele não vai conseguir chegar perto enquanto essa sombra te esconde. Para de cutucar a ferida, deixa cicatrizar.
Ele já te ama Moça. Mandou eu dizer isso.
Não chora. Aliás, chora vai. Chora o que tiver de chorar. E sai de casa pra encontra-lo.
Como você vai saber que é ele?!
Ah, Moça... Você vai saber! Eu prometo."

E ai, que me dizem?! Gostaram? Me digam pufavô! 
 Um ótimo fim de semana procês! ;)

Ah, mais uma coisa, dedico esse post de hoje à um amigo meu, João. Não que os textos tenham algo a ver com ele, mas é que dedico à ele mesmo. hahahahha

Beijos minhas lindezas!!

 Enezita Vieira.      








terça-feira, 3 de setembro de 2013

Nós mudamos




Esse domigo eu fui passar o dia no interior que meu pai nasceu, com ele e as minhas irmãs. Nós sempre vamos lá, na verdade, faz tempo que não vamos os quatro como nesse domingo, geralmente só vou eu o papai e os "caroneiros".
A Bianca (minha irmã mais velha, e extremamente linda! não sou eu que acho, é o universo todo que acha) trabalha e faz faculdade, tem o tempo todo ocupado e quase não dorme, eu não aguentaria a rotina dela..serio! Ia parecer um zumbi.
A Laíssa ( minha irmã mais nova, que esta virando uma "molier") vive com preguiça de acordar cedo pra ir ao interior, dai vamos eu (rainha das florestas) e o papai zuero ganhar a estrada rumo a Anajatuba- MA, visitar meus avos e os animais.
Mas esse domigo foi diferente, fazia um longo tempo que eu e as meninas não iamos juntas pra lá. Então fiquei lembrando do tempo que iamos todos os fins de semana passar um tempo no mato, de nossas brincadeiras, de nosso tempo de criança, e foi assim que esse textinho surgiu.

NÃO SEI QUE TÍTULO COLOCAR

Hoje percebi que o terreno que nós brincavamos virou plantação.
Cercada por arames farpados,
Nos faltou imaginação.
Tentamos retomar as brincadeiras de criança,
Mas tinhamos medo de nos sujar no chão.
Tentamos apostar uma corrida,
Mas não somos mais meninas,
Os seios são fardos.
Hoje ja não brincavamos mais
Tiravamos fotos pra postar em redes sociais.
Postamos.

Você bem que podia me ajudar com os títulos sempre! sou pessima com isso, sou pessima na cozinha e minha mãe (eu te amo, mulher) me alimenta. Me ajuda com esse problema?
Que a sua semana seja maravilhosa, com comidas gostosas!
Beijinhos no coração, Tayná das Florestas

Shall we dance?

Lindsey Stirling, no seu momento dança com o violino


Olá, pessoas! Bom encontrar vocês de novo, sério mesmo. Já nos vimos algumas vezes, de modo que me sinto um pouco mais confortável em bater um papinho antes de mostrar o texto de hoje pra vocês. Esse texto, aliás, é quase um segredo. Sh...
Então, shall we dance? ;)

Existem muitas coisas sobre as pessoas das quais elas não falam. Uma coisa que não costumo falar sobre mim: eu danço. Se você não me conhece, deve ter passado incólume por essa informação. Se me conhece um pouquinho deve ter pensado "mas o queeee?"

Pois é, eu danço. Eu danço com canecas de café, eu danço com elefantes imaginários, eu danço sozinha. Eu danço quando nada mais resolve, é minha forma de dizer ao mundo "aaaaah, foda-se. "

Entrar no quarto, trancar a porta, achar meus fones de ouvido, morrer pro mundo. Simples assim, sem pensar, sem obrigações. Sem obrigações e sem habilidade nenhuma, mas a essa altura do campeonato, quem se importa? Meus espasmos ritmados aos quais insisto em chamar de dança são suficientes pra agradar minhas canecas e elefantes. E tudo bem, não tenho tentado entrar em nenhuma escola russa de balé ou algo assim. To bem, aqui, com meus elefantes. Sobre o mundo la fora, afirmo autisticamente: ele pode esperar!

Ele que espere enquanto eu danço escondida. Pode não ser solução pra nada e eu sei, é meio retardado, mas é melhor do que esperar sentada enquanto o mundo dança quadradinho tipo borboleta na sua cara.

Ah, antes que eu vá, shhhhhhh! Isso ainda é segredo, não conte pra ninguém. Mas se quiser dançar comigo, só por hoje, você escolhe a música.

-*-

Até logo, pessoas. Berenice (minha violina, que vocês conhecerão em breve, prometo. Um amor, ela.) e eu nos despedimos, com olhos marejados. Talvez seja hora de mais uma dança. Obrigada pela companhia, dançar com vocês é sempre muito bom. Boa dança pra vocês!



Até terça.