sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Adeus, Ano Velho!!

Imagem: Sr Google

Chegou a última sexta do ano. E todas as últimas coisas do ano nos fazem lembrar de tudo o que passamos para chegarmos, vivos, a esta derradeira. E todo fim de ano chega com a pergunta: "Então é Natal e o que você fez?". 
Simone tá aí para nos fazer lembrar a cada mísero minuto de dezembro que somos uns bostas egoístas e que não fazemos nada pelos meninos famintos da África. 
Levando em consideração a premissa dada acima, tocada de forma mortal a cada esquina do País, o que eu fiz? Eu fiz um mundo de coisas. Talvez de forma egoísta, pois, de fato, nenhuma delas foi voltada para os meninos famintos da África. Me sinto mal por isso agora... =/ 
Há exato um ano, eu levava o maior pé na bunda da história dos pés na bunda. Aliás, daqui há um dia faz um ano. Um fora por sms, legal, não?!? Então a entrada no ano de 2013 foi catastrófica. Lógico! E ao longo do ano coisas bem ruins aconteceram, mas nesse exato momento só um grandessíssimo "FODA-SE" me passa pela cabeça. 
Eu sei que soa clichê, mas as coisas ruins que aconteceram só me fortaleceram, a longo prazo, claro. Sofri? Sofri. A retrospectiva do facebook fez questão de esfregar na minha cara as frases sofridas e declarações de dor que eu postei (e várias pessoas curtiram). Mas passou. O bom do tempo é que ele passa. 
Mas nem só de raios é feita uma tempestade. Pra quem sofre na seca, tem a água da chuva. Acabei de inventar essa frase que me pareceu bem pertinente. Quando se está no (teoricamente) último ano de curso, você começa a ter uma nostalgia antecipada que te faz valorizar mais seus amigos. Só esse ano tivemos uma média de 200 dias felizes, o que significa quase 1000 reais em vinho barato, salgadinho fofura e arroz mondicoisa (a invenção do ano para universitários lisos). 
Fora isso, posso fazer um balanço positivo em relação a beijos roubados, músicas ouvidas, amores platônicos, amizades descoloridas, amores reais, estágios, notas, provas, responsabilidades, partidas e saudades. 
E o fato mais marcante: minha cafeteria. A coragem de criar esse espaço e dividí-lo com pessoas talentosas, amigas do peito e lindas, me fez pensar que tudo é possível se a gente quiser. Não pensem que é fácil dar minhas palavras a tapa. Todas elas são bem reais e me traduzem a cada vírgula ou ponto final...


No frigir dos ovos, "o ano termina e nasce outra vez". Nasce mesmo. Vai já já chegar o ano novinho em folha pra eu colocar em prática os mesmos velhos hábitos que fazem de mim eu mesma. E eu estou bem com isso. 365 dias pra eu rir, sofrer, chorar, roer todas as minhas unhas, esperar a volta de pessoas queridas, conhecer novas pessoas e me formar...Deus, me formar!!!!!!!

De todas as coisas boas que eu espero de 2014, a que eu mais quero é que o Cafeteria possa fazer parte de vossas vidas. Antes que acabe, que tal mais um café??

Mariana Pedrosa

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A arte de fugir do Hoje.

         Olá, tudo bem com vocês?
         Como foi o Natal de vocês?
         O meu foi tranquilo. Comida, família e presentes... Tem coisa mais Natal que isso?!
           Vamos ao texto desta Quinta. Espero que apreciem.
 
"Existem momentos na vida que são muito bagunçados. Dias e dias de desordem e passos trôpegos e lentos. Você é um bêbado, você é um alien, você é um forasteiro, você é um peixe fora d’água... Enfim, você é uma bagunça só.
Como se não bastasse a bagunça toda, os mosquitinhos, chamados lembranças, vem e te zunem aos ouvidos fazendo você lembrar de toda sorte de merdas você fez nos últimos tempos.
O hoje se torna um lugar tão desconfortável que você ou cede às imagens do que foi ou alucina nas imagens do que poderá ser. E o fundo do poço é logo ali. Você fica tão atordoado com o caos e a bagunça que está o seu hoje que vai procurar conforto no que não se pode tocar.
O ontem foi melhor, você pensa. Lembra dos tempos áureos da adolescência onde o grande problema da sua vida era o seu amorzinho não saber que você existe. E sente saudades, uma saudade tão forte que deprime. Rapidamente volta pro hoje, o insuportável hoje bagunçado que você vive agora e ai uma imagem do que “poderia ter sido se tivesse sido...” lhe vem à sua mente. E mais uma vez a saudade, desta vez do que não se teve.
E a saudade é mesmo estranha e também faz parte do caos do hoje. Mas podemos falar de saudade outro dia.
O hoje deveria ser seguro, confortável e onde você devia estar. Mas o hoje é tão ruim, tão doloroso e sufocante que você para em todos os lugares, menos nele.
Você circula nas canções, nos filmes, nas conversas, no ontem e no amanhã... Em momentos onde lhe falta força, você estaciona no hoje, é zanza de um lado a outro, agonizando, com o fôlego faltando e procura de novo a condução pra qualquer outro lugar. Triste.
E o que você vai fazer?!
Não acho que tenha nada a se fazer a não ser esperar. Esperar até que esses dias de agonia passem e o hoje seja confortável outra vez."
 E ai?! Gostaram?
 Já que nos veremos só na outra Quinta, desejo à vocês uma ótima noite de Ano Novo, que seja uma noite muito divertida! Coma, beba, sorria, chore (e porque não?!) e aproveite bastante a festa!
Abraçãozão.
                                   Enezita Vieira                      

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pros judeus não é natal.

Olá meus querido, pois bem ainda não é natal enquanto lhes escrevo isto, mas é quase. Na minha família temos o costume de fazer amigo invisível e comer antes da meia-noite, então  to de barriga cheia e com meu presente.
Ah, e vou comer em outra casa, a do meu tio. Maratona de acabar a comida na casa dos outros = meu natal feliz.
Não sei o que lhes escrever. Não tenho nada pronto que seja bom pra postar em um momento como esse.
Não comemoro o natal porque penso no nascimento de Jesus Cristo (acredito em Deus, mas não acredito que Jesus nasceu em 25 de dezembro), mas é uma data legal, tenho minhas tradições familiares.
É uma data que eu paro e penso "se continuar comendo assim vou explodir".
É uma data que eu paro e penso "tenho a família mais engraçada do mundo".
É uma data que eu paro e penso "eu realmente tenho que parar de comer".
Mas antes que vocês pensem que eu só sei comer em natal eu vós digo "nem só de pão viverá o homem", mentira! Foi Jesus que disse.

Nesse natal aproveitem suas famílias, amigos são maravilhosos, mas a família..aaaah a família, somos biologicamente obrigados a amá-los.
E eles são as pessoas que mais lhe amam nesse mundo.
Feliz Natal.

Tayná-menina-que-mais-posta-bobagens-nesse-blog-Pimenta.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feridas

O que dói mais? Uma nova ferida recém formada ou uma ferida que existe há algum tempo e nunca sara?
A vida é patética.
A vida é uma droga.

Uma vez descrevi a vida como carrossel, mas ela vai muito mais rápido. A vida é como um trem em alta velocidade e você não pode saltar.
Se você saltar, você morre. Ou desiste do que quer ou perde a luta para você mesmo de ser quem gostaria de ser.

Ninguém acredita que sua vida vai ser somente “ok”. Todos achamos que seremos grandes. E a partir do dia que decidimos o que queremos, nos enchemos de expectativas e depois nos sentimos um tanto roubados quando nada acontece ou quando o inesperado acontece.
Nesses momentos, eu lamento ter me apegado tanto as minhas expectativas. A única explicação aos meus apegos é que isso era o que me mantinha de pé, forte, equilibrada e estável. Mas o esperado traz alegria e satisfação. O inesperado é que muda nossas vidas.

As pessoas possuem cicatrizes em todos os tipos de lugares. São como mapas secretos de suas histórias pessoais, diagramas de suas descobertas na vida, suas brigas, amores, seus melhores e piores momentos. A maioria dessas feridas podem sarar e deixar somente uma cicatriz. Mas algumas não curam. Algumas feridas podemos até carregar pra sempre em todos os lugares, e embora o corte já não esteja mais presente há muito, a dor ainda permanece.

Portanto, o que é pior com o esperado, as expectativas e inesperado da vida: novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deviam ter sarado anos atrás mas nunca o fizeram? Talvez velhas feridas nos ensinem algo e nos ajudam a lembrar onde estivemos, quem somos e o que superamos. A maioria das minhas me ensinam lições de como enfrentar o futuro. É como eu gosto de pensar, mas não é o que acontece, é? 

Parece que para algumas coisas a gente só tem que aprender de novo, e de novo, e de novo… Até sarar.
Laila Marques

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Quando caipirinhas não são suficientes.

Um dia me disseram que saudade doía. Eu não acreditei, lógico. Sou igual a São Tomé, só acredito vendo. Juro que queria sentir, só pra saber o gosto, só pra não passar despercebido pela vida. Sempre fui muito confusa em relação a emoções e sentimentos. Nunca soube dizer se é tesão ou medo, se é paixão ou TPM. Nunca sei se é saudade ou vontade dormir. Nunca fui boa em saber exatamente do que se trata aquilo que sinto. Aliás, sempre me poupei em relação a isso. Sempre deixei passar, sempre pensei que a falta poderia ser tamponada com outro objeto, problema ou bebida. Essa é minha sexta caipirinha e a falta ainda tá aqui. 
Mas agora me vejo aqui. Essa é minha sexta caipirinha e eu só penso em saudade. Eu que sempre fui abitolada no futuro, fico torcendo pro presente não passar. Eu que sempre tive pânico de usar a primeira pessoa do singular num texto, estou aqui agora, rabiscando vários "eus", inventando-os pra ver se soa mais bonito. E justo eu, que sempre me defendi com sarcasmos e ironia, estou despida de metáforas e risos fora de hora. 
Essa é a sétima caipirinha. Tudo está adormecido. Apesar da vista meio embaçada, da pouca luz e da música desagradável, penso no nós e nos nós que se deram na minha cabeça. Pelo meu jeito de ser eu o deixei solto. Em partes porque o queria por perto, em partes por medo de tê-lo por perto. Mas agora, eu já não sei. 
Essa é a oitava. A última, a derradeira. Talvez 3 meses sejam 3 dias, talvez sejam 3 anos. Já não penso mais em nada. Só espero que ele volte...

"Amigos para sempre lalalala..."

Olá pessoas lindas. O Natal vem vindo ai, o fim do ano vem vindo ai... E ai? Que vocês vão fazer de festa? Lembrem de me chamar, por favor.
O texto de hoje eu dedico, com todo mimimi que não me é característico ao povo da minha turma de Psicologia. Vivi momentos incríveis com eles, nada mais justo que falar deles aqui nesta Cafeteria.
Espero que vocês também gostem pois como todos os textos, é um pedaço meu. Então, lá vai.






"Existem coisas em nossa vida que é certo ver a mão de Deus. Como a união de pessoas que conseguem se encontrar em suas diferenças e a partir dai formar uma grande família.
Não. Deixem de bobagem, não estou falando de casamento. Eu tô falando de uma turma de universidade.
Não somos amigos, nem irmãos. Somos um pouco das duas coisas e mais um acréscimo de um algo que não sabemos dizer.A única coisa que sabemos é que a vontade de permanecer juntos, apesar de cada um ter seus defeitinhos, é grande. 
Somos como aqueles porcos espinhos que precisam se aquecer no inverno e vão se juntando e juntando de um jeitinho que o calor não falte e que os espinhos não machuquem (muito) os outros e dessa forma há preservação do grupo.
É, nós tentamos ser assim. Não somos iguaizinhos. E isso é a prova maior de que o que sentimos é honesto. É muito fácil amar aos iguais, difícil mesmo é amar aquele que são seu completo oposto. E por direcionamento divino, acredito eu, foi o que a vida nos propôs.
Tivemos 5 anos para nos conhecer e desistir de estarmos juntos. Aconteceu que durante esses 5 anos nós nos conhecemos, brigamos, espizinhamos, sorrimos, choramos... E no fim das contas quem sempre esteve, permaneceu e quem se afastou voltou. Porque, é como disse, o que há entre nós é de uma ordem outra.
Não há frescurinha, nem muita gentileza, tampouco cordialidade ao falar da roupa do coleguinha... Mas se alguém precisa, ao menos um do bando estará lá. E esse um do bando é sustentado por um outro. É assim que as famílias são. E sim, somos uma família.A família que nós pudemos escolher. E eu ouso dizer, se não acabou até agora, não acaba nunca mais!
Nessa turma de nigrinhas (a turma é minha, eu chamo do jeito que eu quiser! U.U) eu aprendi muito, sobre a vida, sobre os outros e mais, sobre mim mesma. 
Aqui, nesse solo árido do percurso acadêmico eu encontrei minhas irmãs de alma, uma melhor amiga quase irmã, meu irmão mais velho, meu par de dueto, um lorde inglês pelo qual serei eternamente apaixonada, meu completo oposto, alguém do meu sangue que eu nunca tinha conhecido... Além de todos os outros que foram aparecendo pela estrada e marcaram minha vida.
Diante de toda tempestade no meu mar particular, eu olho para eles e me sinto segura."

Gostaram?!

Aproveitando, desejo à vocês um ótimo Natal. Que esse espírito mágico contagie vocês da mesma maneira que me contagia.
Não façam besteiras. 

Beijos! =)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

"E de quem é a culpa?" ou "O dia em que tudo estava ocorrendo bem"

Era sexta-feira 13 e o dia começou assim. Estranhamente, as coisas amanheceram bem. O sol estava lá, brilhando. Os passarinhos cantavam e ela até conseguiu acordar antes do despertador tocar, tendo aquela gostosa sensação de que tinha mais tempo pra dormir. 
Há anos ela não dava um bom dia quando acordava. Não estava com aquele bichinho irritante do bom humor matinal, apenas estava bem. 
E não que tivesse tido a melhor noite do mundo na noite passada, pois não teve. Embora tivesse tomado injeções significativas de serotonina, havia brigado feio com o seu melhor amigo. Falou coisas que queria, mas não devia. Ele falou um monte e um "foda-se" que quase a fez chorar.
Mesmo com tudo isso, dormiu como uma pedra e, provavelmente, sonhou com os anjos. Acordou bem. Feliz. 
A primeira roupa que colocou lhe caiu bem. Chegou a parada e seu ônibus logo passou. Deu bom dia ao cobrador, cedeu lugar a uma idosa e ouviu, sem dores maiores, pagode durante todo o caminho de ida ao seu destino. Era um dia em que tudo ocorria bem.
Ao chegar ao seu destino, ela chorou. Por medo, por angústia, por imaturidade. Lá, ela descobriu de quem era a culpa. Somente dela, pontuou pausadamente a analista. "E o que você vai fazer com isso?".
E o que ela vai fazer com isso?? Vai para uma festa, ouvir música gay e beber vinho barato na companhia dos melhores amigos. Vai banhar de rio, jogar conversa fora, chorar por corações partidos e rir litros de danças aleatórias e merdas jogadas no ventilador.
E assim o dia vai continuar correndo bem. Se a culpa é dela, ninguém mais que ela para saber como dissipá-la.

Mariana Pedrosa

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"Fácil, extremamente fácil..." Pra que?!

  Oi povo! =)
  Gente, eu fico impressionada em como o tempo tá passando ligeiro! Ontem era quinta, hoje já é quinta de novo.

  Essa semana aconteceram algumas coisas chatas, mas enfim... a gente deixa pra lá e canta "qualquer coisa que é melhor que tristeza..."
  Passei a semana com mil coisinhas na cabeça, meio angustiada, mas não conseguia escrever nada sobre o que eu tava (tô) sentindo, mesmo porque não sei do que se trata. E eu nem devia tá falando isso, mas acho que temos intimidade o suficiente para tanto.
  Ai, hoje, depois de ter ouvido meus cantores favoritos, me inspirei e pari isso daí. Espero que gostem. É, mais uma vez, muito honesto.

  "Embora eu seja bastante preguiçosa, eu escolho caminhos difíceis. 
  Nada vem fácil pra mim e se não vem fácil, é porque escolhi difícil. 
  Aprendi que não é culpa de Deus, nem da vida, nem do destino e nem nada não... A culpa é minha. Passei todo tempo reclamando de tudo e de como é difícil eu ganha alguma coisa, mas enfim... Eu sou toda errada, não poderia escolher certos e nem fáceis porque o gosto do que é fácil se perde mais rápido.
  E é impressionante que quando você se da conta - se dá a conta - das coisas que você faz, elas se tornam ainda mais pesadas. E aqui mais uma vez eu escolhi difícil. 
  Era bom viver na ignorância de mim mesma. Era confortável olhar no espelho e saber que aquela garota magrela e dos cabelos avurassados era eu. Era uma benção questionar pouco sobre determinadas coisas... Era fácil e, como bem notei e vos disse, eu não gosto de fáceis.
  Vou sempre escolher o que eu quiser. Antes eu fosse mais flexível e menos teimosa e escolhesse o que alguns tentam me enfiar goela abaixo, mas desde muito novinha eu escolhi ser dona das minhas ideias e ser teimosa mesmo. Ou seja, escolhi o difícil.
  E aqui me deparo, cercada de cada uma das minhas escolhas e dos mais variados caminhos a seguir. Eu vislumbro tão facilmente quais seriam mais fáceis e agora me dou conta de que, embora preguiçosa emocionalmente, eu gosto é do gasto. Do estrago.   
  E diante disso, só me resta sentar nesta calçada com minha caneca de café, um bom livro, papel, tinta, colocar um bom e -as vezes- fingido sorriso, um copo de vinho - sim, e porque não?! - e esperar para tomar o rumo mais trôpego que uma garota teimosa poderia pegar: o mais difícil.
  E, relaxa, eu aceito a conta."

  Alguma coisa a pontuar?

  Se não, até a próxima!

  Dois beijos.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Culpa, quarta-feira, formas e beijos.

Olá leitor,
Não sei se  você sabe, provavelmente não sabe, já que nunca comentei esse fato, mas um dos motivos que me levaram a escolher o dia de quarta-feira para postar coisas é: Tudo acontece em dias de quarta. Parando pra analisar racionalmente agora penso : só posso ser jumenta!
Tem dias que demoro a postar (como hoje) por falta de tempo, ou acabo por nem realizar a postarem.
Dessa maneira justifico a demora, a culpa é da quarta-feira que não tempo suficiente pra comportar todos os acontecimentos que insistem em manifestar-se nesse dia.
Culpa no lugar onde ela devia estar, agora seguimos com texto.

Que dê forma (deforma)

Ah, homem esculpido
Na perseguição que insiste
De procurar em si
Alguém desconhecido.
Seria inimaginável a ti pensar?
Seria a ti inconcebível a ideia
De que tua forma bruta
É o estado que vigora?
E agora, homem?
E agora?
Irás entrar em um casco
de belos e formosos talhos,
Enquanto teu eu tronco
É devorado por cupins?
Qual será teu fim, homem?
Qual será?

Beijos e abraços virtuais em você, até a próxima.
Tayná Pimenta Mendes, a Rainha das Florestas.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Trocando de Pele


 
 
A gente vive enganando. Uns mais, outros menos, uns a si mesmos, outros ao mundo, mas no fundo, o que nós queremos de verdade é nos esconder. Nascemos e nos tornamos gente, pagando por isso um preço muito caro, que a maioria decide ignorar. Mas a alguns não sobra alternativa alguma, senão olhar no espelho e não fazer ideia nenhuma de quem seja a pessoa que encara de volta. Por esses eu sinto muito. Pra mim a ignorância é uma dádiva de ouro, só não menor que a capacidade de conseguir se ignorar.

 A questão é que somos o que construímos. E assim como uma casa ou uma outra coisa qualquer, nossa arquitetura engendrada entre músculos estriados, músculos lisos, catarro, meleca, amor e costelas nunca tende a ser minimalista. Nós somos um exagero amontoado de nós mesmos, nos retroalimentando como cupins da nossa própria cara de pau, construindo uma imagem que acreditamos ser nosso reflexo.

 A imagem não é bem uma máscara. A imagem é uma pele e, de uma forma bastante reptídica, se desgruda de tempos em tempos, dando lugar a uma cara nova e a um novo corte de cabelo. Embora tenha a ver com o tempo, não é dos anos que isso tudo depende. Não mais do que da nossa própria resolução de escolher quem queremos ser de ontem em diante. Tudo, afinal, é uma escolha. Tudo, menos escolher. Disso, meu caro, você e eu jamais seremos capazes de fugir. De fugir talvez não, mas ignorar é uma arte. Como eu vinha dizendo, a ignorância é quase uma virtude. Mas escolher não ver é escolher ser menor. Então nos sobra apenas a dura tarefa de abrir os olhos e os ouvidos.

 O fato amargo por trás disso tudo é que nossa imagem, chapiscada e rebocada com tanto esmero, não nos protege ou esconde do mundo. Ela guarda nossa alma daquilo que não queremos saber. Porque no fundo, todos nós somos escrotos. E ninguém vive seus anos pra se descobrir ruim. Mas é vida é dessas, o que a gente esconde ela nos devolve.

A vida é escrota. Aliás, as pessoas são escrotas. Aliás, eu sou.

 Se largar da própria imagem não é bem escolher uma nova e voltar a ser confortável. Largar de mão a própria imagem é pagar pelo que não diz, pelas escolhas que não faz e pelo que preferiu não ver. E é aqui que o laço aperta o bode, porque é dessa escolha que não há esquiva. Então nos resta o reboco. O asfalto ruim tapando qualquer buraco. Vamos polindo nossa cara com peroba e bril. Vamos nos reinventando e, de tanto procurar, só nos resta nos perder. A vida é escrota.

 Mesmo.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Não se aguentou até sexta.

Foi apenas um pequeno corte, mas sangrou. Pingou sangue na casa toda. O chão ficou decorado com várias bandeiras do Japão. Foi um minúsculo corte com uma faca de cozinha, dessas básicas, de serra. Foi tentando abrir uma creme de leite, para deixar a vida mais cremosa, que me cortei com a faquinha de serra. Sangrou tanto, sangrou rude. Pingou no chão. Eu quis chorar, quis parar o delicioso almoço que fazia, mas não pude. Tive que prosseguir com o dedo sangrando e espalhando vestígios pela cozinha. Derrubei o arroz, quase queimei o feijão por causa do dedo cortado, pingando vermelho no chão. Gritei de ódio e meu grito me fez perceber que a culpa foi toda minha. A natureza da faca é ser afiada e fazer cortes fundos e precisos. Quem manuseia a faca tem que estar ciente do risco. Normalmente, as pessoas estão cientes disso e por isso deixam a vida mais cremosa cortando a caixa do creme de leite com uma tesoura. E quem corta com a faca, sempre tem cuidado redobrado. Eu quis cortar a caixinha com a faca. Eu que insisti, por preguiça de ir atrás de uma coisa mais segura, ou por medo, não sei.
Embora algo em mim soubesse de tudo isso, não pude deixar de sofrer quando a faca fez apenas aquilo que ela sempre faz: cortar. E ai pingou sangue pela casa. Tentei contornar a situação com álcool, mas só fez arder mais.
Tem um dodói no meu dedo e, mesmo assim, vou ter que limpar toda a bagunça do chão agora...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sem fôlego...

Entre a saudade do passado e o medo do futuro. Grandes pérolas podem ser encontradas nos lugares mais amarelados de uma agenda... 

"Eu sinto frio. Eu sinto fome. Eu sinto vontade de gritar loucamente pelas ruas. Eu sinto vontade de bater, de jogar tudo pro alto. Eu sinto vontade de te pedir pra ficar. De ser pequenina nos teus braços e te chamar de meu. Eu sinto vontade de fazer e falar coisas que eu sempre achei ridículo. Eu sinto calor. Fogo. Eu me afogo em poucos segundos num copo de vinho barato. Eu me pergunto a cada segundo do dia onde eu estava com a cabeça em aceitar teu beijo. Eu desço do salto. Eu sinto falta do meu vazio que você preencheu com simplicidade. Eu sinto um desejo maciço de ouvir 800 vezes a mesma música que consegue traduzir em notas aquilo que eu mesma não sei definir. Eu sou, apenas. Eu só quero estar longe. Eu quero te afastar antes que você me faça sofrer. Eu quero que você me faça sorrir de uma formiga tropeçando num grão de sal. Eu quero, mas não reconheço meu querer. Não reconheço mais aquilo do qual eu gozava antes. Me sinto em pedaços de um material alienígena que está caindo lentamente na Terra. Não sei se novos "eus" sairão de cada pedaço e se espalharão pelo mundo como uma epidemia ou se eles se procurarão em todo o planeta para se juntar e formar uma eu, cheia de remendos..."

Mariana Pedrosa

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Eu odeio perder!

Oi povo do meu coração!

Como vocês estão nesta Quinta?

A semana passou voando né?! E me aconteceram coisas muito maneiras, como conhecer o cantor das minhas canções favoritas, o incrível Marcos Lamy. (Ouçam) ^^

Então, esse texto eu escrevi na terça. Ele é das minhas impressões de terça. Mas é válido publicá-lo na Quinta por que ainda tem muito de Enezita nele.

Aproveitem hoje.

"Hoje, depois de dias e dias desejando apenas que o outro dia chegasse, eu queria que o dia parasse.

Assim tá tão bom. As coisas do jeito que estão tão tão boas. Boas de um jeito que me deixa confortável e feliz. Não de uma felicidade retumbante, é de uma felicidade simples. Como água na sede, como xixi quando se tá com muita vontade. E eu gosto dessa felicidade.

O chiclete tá tão gostoso. Eu não quero jogá-lo fora.

Por isso queria que o dia parasse. Podia ser às 6 da tarde, olhando o amarelo que finda o dia, tomando meu café, com um bom livro na mão e tendo a certeza de que tudo estará no mesmo lugar, assim que o café acabar.

Me chame de covarde, me chame do que você quiser, mas sim, eu tenho medo! Um monte deles, que são meus companheiros constantes em todos os dias da minha vida. E um dos meus maiores medos é de perder.

Quando eu falo de perder é em tudo. Perder a partida de vídeo game ou perder quem eu amo. Falo de perder meu brinco – que uso desde os 9 anos – até perder o ônibus que me leva pro trabalho. Eu odeio perder. Eu temo perder.

Por isso hoje - hoje, morrendo de medo de perder - eu queria que o dia parasse.

Queria que tudo ficasse assim. Sereno e calmo como é agora. Tudo como é hoje e não como vai ser amanhã. Por que eu também tenho medo do amanhã, mas disso a gente pode falar depois.

Esse Senhor do Tempo poderia me fazer essa gentileza, poderia fazer parar. Como presente de fim de ano, já que o mesmo foi tão acelerado. Como tudo passou tão rápido, o hoje podia parar. As 6, não antes, nem depois. E eu ficaria ali, sentada, rindo, ouvindo, falando, calando, amando, odiando, ajuntando e afastando... Tudo igual. Igual ao que é hoje.

E hoje tá bom. Amanhã, eu não sei mais."

E ai?! Cês curtiram? Então compartilha com o coleguinha, com o vizinho, com a mãe, com o papagaio, com quem mais você quiser.

Eu fico por aqui. Até a outra Quinta.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Uma dose diária, obrigada.

Oi pessoas,
É bom escrever pra vocês, eu sinto falta.
Falando em falta, é um momento engraçado da vida quando sentimos que não falta nada, é tão engraçado que da vontade de rir o tempo todo.
Rir o tempo todo é bom, mas algumas pessoas olham estranho se você estiver sentada no chão e começa a rir, as pessoas acham estranho quando você passa o dia sentada na rede ouvindo música no celular com os fones e ouvido e começa a dançar e cantar e rir disso. O que as pessoas não entendem é que cada pessoa sozinha pode ser feliz e rir, mesmo que pareça estranho.

Chame-se efêmero

Nem o mais linear dos seres sabe
As curvas fechadas da vida.
E se tem curva,
Pois bem, curve-se
Diante a surpresas dos dias.
A inconstância é irritante
Para quem caminha
com comodidade.
Para quem aproveita
Os instantes
A vida é cheia de
Oportunidades.

Desejo que todas as pessoas, desse mundo virtual e do mundo real, possam ter uma ótima semana, cheia de alegria e magia.
Beijos e abraços virtuais.
Tayná Pimenta Mendes, a Rainha das Florestas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Rotina

Eu sumo. Eu paro. Eu repito.
Eu abandono, eu perco, eu me perco, eu me irrito.
Eu escrevo, eu acordo, eu sinto medo, eu desisto.
Eu volto, eu choro, eu canto, eu minto, eu me imito.
Eu penso, eu falo, eu calo, eu paro.
Eu sumo. Eu sinto medo. Eu me repito.
Eu falo, eu pago, eu me calo.
Eu sumo. Eu volto. Eu me repito.