segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Eu, versão 2013. Apresentação - Laila Marques

Olá, amigos. Olá, queridos.
Essa a terceira tentativa de descrição de quem eu sou. Eu não sei quem eu sou. Mentira. Todos nós sabemos quem somos mas não admitimos porque não temos coragem ou não queremos. 
E eu estou no grupo de quem não queria dizer tudo isso aqui, mas vamos lá.

Eu sou uma versão atualizada do que por uma vida toda sonhei. 
Sou eu a minha fé, minhas desistências, meus medos e minha coragem.
Sou minha família.
Sou meu pai, minha mãe, meu irmão. Sou meus amigos. E a maior torcida por cada um deles.
Cada parte de quem me faz, eu sou.

Sou a alegria da beleza das coisas simples. Das noites em claro, dos milhares de sambas e do reggaezinho que aprendi outro dia. 
Eu sou a falta de vergonha na cara pra dançar no meio da rua e a loucura de querer aproveitar cada momento do dia. Sou uma vontade enorme de cantar bem e que não chega a metade do esperado. 

Sou feita nós, feita sonhos, refeita e desfeita a cada manhã. Sou a minha responsabilidade e a confiança depositada em mim. Sou tudo o que ouvi e os livros que li, sou mais do que me instruíram a ser embora menos do que gostaria. Sou a razão que me impede de viver como todo mundo quer. 

Laila foi o nome que me deram antes de me conhecerem.
Esperanças depositadas e um carinho imensurável me fizeram honrar o nome.
Carinho. Tá pra nascer mulher mais carinhosa. E amor. Tá pra viver alguém uma vida mais cheia de amor que a minha. 
Aprendi a crescer, a falar em público, a me relacionar, a aceitar desafios.

Cada sorriso a mais, cada kg a mais, cada palavra a mais escrita nos cantos dos cadernos de ensino médio.
Cada vontade de sair, cada viagem (a maioria psicológica), cada gol do botafogo comemorado como se fosse eu ganhando na mega sena (podem rir). Cada dia de sol e cada noite que encontro razões pra comemorar a vida. A consciência da brevidade do tempo que tenho e da pouca significância das coisas e um interesse monumental por cada uma delas, essa eu sou.

Sou eu a que era verão aos 16, inverno aos 17, primavera aos 18. E agora, no outono dos 19, a história é outra. Sou as frases de outros autores autentificadas na minha alma e as palavras que vem sem hora e me fazem escrever sem parar ou me fazem escrever só um parágrafo. Sou a liberdade da escolha de obedecer, sou os sacrifícios feitos por mim e as vitórias das quais me orgulho e divido com quem me ajudou a conquistar. Sou um navio em naufrágio no tempo de ontem mas posso ser uma paraquedista amanhã. 

Sou quem quero ser.

Eu sou os meus rastafáris, gente! E a vontade de ter o cabelo da menina de quarta.
Sou minha teimosia e a necessidade de querer mudar o mundo. Sou cada livro de Sidney Sheldon e todas as horas perdida com seriados na TV. 

Sou uma infinidade de seres e amores e prazeres e o cheirinho bom de café no ponto que precede meus dias e minhas aulas. Das aulas, sou estudante de Relações Públicas, mas já passei um breve e lindo período pelas Ciências Sociais. 

Sou um sonho, uma dança, uma música ou a lembrança.  Mas tudo o que escrevi até aqui é efêmero. 

Eu sou apenas a vontade de ser. Sou. Essa sou. E sou também quem tem medo de se descrever e acaba por fazer. 

Um comentário:

Unknown disse...

Parabéns amiga, o texto (como sempre) está lindo. Você me mata de orgulho minha preta linda. Te amo!