quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A Procura...

Ola pessoas lindas! Como vocês estão?! 
Então... Eu, neste momento, me encontro indignada por conta de uma radiola que toca ao lado da minha casa desde as 7:00 da manhã. Mas também tô levemente satisfeita porque pintei meu cabelo! Rááá \o/
Vocês estão gostando do nosso Blog? Espero que sim! Estão gostando das postagens de da Quinta? Espero MESMO que sim! Me diga que sim, vai?!
Vocês estão aqui pelo texto de hoje né?! Então, vamos ao texto de hoje, do qual eu não tenho muito o que comentar... So go go go

(créditos da imagem: Sr. Google.)

Ela esperava por ele. Noite após noite. Dia após dia.
Caminhava, cansada pelas vielas da vida. Os pés estavam calejados. Os cabelos, ela tentava arrumar. Maquiava as olheiras. Disfarçava seu cansaço, que não era pouco. Às vezes, num cantinho escuro, ousava chorar, mas logo procurava secar as lágrimas para não borrar a maquiagem.
Tentava sempre colocar a melhor roupa. Um vestido bonito. Uma laço de fita. O salto alto já lhe fazia doer as pernas. Sorria, sorria. E nada dele.
Ia em uma casa e outra. Perguntava desesperadamente “É você?!”, não era nenhum deles. Às vezes, dormia nas praças, em banquinhos desconfortáveis, só na espera incessante de que ele chegasse. Mas ele não chegava.
Um dia, um olhar cruzou o dela. “É ele!” Ela pensou. Ela sorriu. Ele também. Mas lhe olhou de cima a baixo e continuou andando. “Céus... o que há de errado?!”
E tascou mais maquiagem. Um batom do qual ela nem gostava. Um cabelo de um tom chamativo. Trocou o sapato, por um da moda. Experimentou uma saia mais curta. E nada dele.
Chegou um dia e se olhou no espelho. Teve que olhar de novo para poder se reconhecer. Não era ela. “Mas preciso me tornar. Eu preciso dele!” Mas ele não chegava.
Comprou passagens. Foi aqui, foi ali. Nada. Pelejou sob o sol escaldante e quase morreu de frio em outra vez.
Escreveu anúncios. Gastou seu pouco dinheiro. Mudou o cabelo de novo. Trocou a maquiagem. Comprou roupas novas. Se exibiu na praça. E ele?! Nada.
Um dia, sentou-se de frente ao mar. E chorou, chorou e chorou. Como uma criança indefesa. Como uma mulher louca. Soluçava. Se sacudia como se estivesse em convulsão.
Deitou no calçadão, esperou o sol nascer, caminhou um pouco... Sob os olhos, o pretume do rímel escorrido. O cabelo desgrenhou-se por conta do vento e da maresia. O salto altíssimo estava em suas mãos. As unhas ela havia roído todas, enquanto esperava o sol nascer. Caminhou e caminhou.
Chegou em casa, olhou pra dentro de si. Não se reconhecia. Não reconhecia seu olhar. Não reconhecia seu lugar. Deitou na sua cama. Afundou ali, ninguém sabe por quantos dias.
Um dia, enfim acordou.
Abriu o guarda roupa, puxou do fundo uma calça jeans surrada, desbotada, mas era dela. Enfiou-se embaixo da cama em busca do all star velho. Foi no armário do irmão e tomou-lhe uma camisa emprestada.
Se olhou no espelho. Nos olhos, um brilho estranho. “Olha, sou eu!” Ela se deu conta. Nos lábios só as palavras que jamais saíram, mas estavam prontas para escapulir. O cabelo, ela puxou num rabo de cavalo simples.
“Ele me fez tanto mal. E eu nem o conheci. Mas agora chega né?!” Foi o que ela disse para a imagem refletida no espelho.
Abriu a porta. Sentiu o vento. Havia anos que não se sentia viva. Que não sentia o vento gostoso que ela amava.
Foi vagando pelas vielas da vida. Sem nada a procurar. Sem nenhuma busca desenfreada. Olhou tantos rostos. Tantas crianças brincando e sorrindo. Tomou sorvete, sentou na grama, andou de bicicleta. Riu. Riu como uma garotinha. Como uma mulher.
Se sujou na areia da praia. Correu pela beira do mar. E depois de um dia livre, sentou-se para apreciar o sol indo embora.
Um olhar lhe olhou. Ela não quis olhar de volta. Mas ainda assim ele lhe sussurrou:
“Que bom que você parou de andar tanto. Agora, enfim, eu pude te achar.”



Gostaram?! 
Aguardo vossos COMENTS, vossas CURTIDAS e vosso AMOR! =)

Enezita Vieira. 

Um comentário:

Anônimo disse...

Lindo...Parece comigo meninas!Beijaao.Andressa Gaspar