sexta-feira, 30 de agosto de 2013

“A vida não é um filme, você não entendeu!”

Rhett Buttler e Scarleth O'hara em "E o vento levou". Créditos: Sr. Google



Sim. De fato, eu não entendi. E pretendo discordar com a frase título deste singelo post da garota de sexta, no caso, eu mesma. A vida é um filme. Pelo menos a minha parece ser. O problema é que o meu roteirista, (e aqui eu tiro toda e qualquer responsabilidade de cima das minhas costas), gosta de brincar com as personagens da forma que lhe convém. E ouso dizer: que brincadeira estúpida, viu?!?
Desde criança sempre fui apaixonada por contos de fada, filmes de comédia romântica, romances do século XVIII. Sempre quis ouvir aquela música ao fundo, sabe? Aquela música gostosa, entre e Indie e o Alternativo, pássaros azuis cantando, o príncipe encantado chegando em seu cavalo branco estendendo suas belas mãos para mim.
Bem, eu sei que não é bem assim. Queria eu que fosse o maaaaaais parecido possível, mas eu conheço essa tal REALIDADE. A realidade mesmo, não a minha psíquica. E naquela dita cuja, as coisas acontecem de uma forma, como posso dizer...peculiar.
Como dizer que não vivo em um conto de fadas se faço trabalhos domésticos todos os dias, igual a Cinderela; durmo feito uma condenada, como a Bela Adormecida; devaneio horrores, igual a Alice; já beijei muito sapo por aí; e sempre, sempre, sempre me apaixono pelas feras.
Honestamente, a cada palavra que escrevo me dou conta que estou mesmo em um filme. Bem, um filmezinho meia boca, produção de baixo custo, mas, de qualquer forma, em um filme. Sou a atriz principal. Desconfio que o roteirista não vai muito com a minha cara. Talvez, num passado (não muito) distante, nós tivemos um caso que não terminou da melhor forma. Provavelmente ele chorou. Me amou muito, mas não foi corajoso o suficiente pra assumir as conseqüências de um relacionamento sério. Provavelmente ele chorou mais.
O problema é que ele não me deixa ler os roteiros até o fim, pra eu ter, pelo menos, uma noção do que vai acontecer. No sábado, por exemplo, fui a uma festa na piscina. Piscina, Beatles e vinho. Queria eu coisa melhor? “Acho que começamos a nos acertar”, pensei. De sacanagem (e provavelmente ele deve ter ficado atrás de algum carro rindo enlouquecidamente de mim), ele colocou cloro além do normal na piscina. Só percebi isso quando cheguei em casa e não consegui pentear o cabelo, mesmo depois de três lavagens e quase 2 kg de creme.
“Sábado, a noite é uma criança! Foda-se o cabelo! Vamos curtir”. Tinha isso no roteiro. E de alguma forma internalizado em mim. Pelo menos tive uma fada madrinha, que me fez uma belíssima trança e me arrumou. “As melhores festas são aquelas nas quais não depositamos nenhuma expectativa”, disse a coadjuvante, minha irmã. “Sábias palavras’, pensei. E cai na farra. Salto alto, pernas de fora, blusa brilhante.

Cenário: porta da festa.

Take 1: AÇÃO!!!!

O salto quebra. Sim! O salto. SAL-TO. SAL-SAL-TO-TO. Salto.

“Agora é o momento que entra o cara lindo que vai me ajudar, pagar uma bebida e conversaremos a noite toda”. Olhei para os dois lados. Avistei alguém. Um cara simpático: estava chorando de rir de mim. Nem se aproximou.
Entrei mancando, corri para o banheiro. Encaixei o salto, mas ele caiu de novo. Minha fada madrinha disse que me levaria pra casa.
E aqui acabam as cenas de mau gosto? Talvez você esteja se perguntando. Não te julgo! Me perguntei a mesma coisa. E a resposta é: NÃO.
Repetindo um clichêzão de filmes de comédia romântica, sai de costas do recinto, me despedindo das amigas. Em um movimento brusco, cotovelada na barriga de um rapaz. Na intenção de pedir desculpas, a mão foi no nariz do rapaz. Coberta da manta da vergonha, o abracei pedindo desculpas. Poderia aqui acontecer o amor: olhos se encontrarem, sorrisos esboçados no canto dos lábios demonstrando perdão e nobreza. Em vez disso, apenas um grito: “FILHA DA PUUUUUUUTAAA!!!!”.  

“Simpático esse rapaz!”, pensei.

Agoniada, corri. Entrei no carro e disse: “passei por uma situação chata agora!!”. 

“E eu uma agora com uma desconhecida entrando no meu carro!! Fora daqui!!”, disse um senhor não muito feliz por eu estar no carro errado...

Pensando melhor, bem que o roteirista poderia ser Deus. Nesse caso, desculpa Senhor, MAS QUE SACANAGEM É ESSA COMIGO??? 


Ska - Paralamas do Sucesso. Videozinho para ilustrar o título do post.




Até sexta!! Mariana Pedrosa

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A Procura...

Ola pessoas lindas! Como vocês estão?! 
Então... Eu, neste momento, me encontro indignada por conta de uma radiola que toca ao lado da minha casa desde as 7:00 da manhã. Mas também tô levemente satisfeita porque pintei meu cabelo! Rááá \o/
Vocês estão gostando do nosso Blog? Espero que sim! Estão gostando das postagens de da Quinta? Espero MESMO que sim! Me diga que sim, vai?!
Vocês estão aqui pelo texto de hoje né?! Então, vamos ao texto de hoje, do qual eu não tenho muito o que comentar... So go go go

(créditos da imagem: Sr. Google.)

Ela esperava por ele. Noite após noite. Dia após dia.
Caminhava, cansada pelas vielas da vida. Os pés estavam calejados. Os cabelos, ela tentava arrumar. Maquiava as olheiras. Disfarçava seu cansaço, que não era pouco. Às vezes, num cantinho escuro, ousava chorar, mas logo procurava secar as lágrimas para não borrar a maquiagem.
Tentava sempre colocar a melhor roupa. Um vestido bonito. Uma laço de fita. O salto alto já lhe fazia doer as pernas. Sorria, sorria. E nada dele.
Ia em uma casa e outra. Perguntava desesperadamente “É você?!”, não era nenhum deles. Às vezes, dormia nas praças, em banquinhos desconfortáveis, só na espera incessante de que ele chegasse. Mas ele não chegava.
Um dia, um olhar cruzou o dela. “É ele!” Ela pensou. Ela sorriu. Ele também. Mas lhe olhou de cima a baixo e continuou andando. “Céus... o que há de errado?!”
E tascou mais maquiagem. Um batom do qual ela nem gostava. Um cabelo de um tom chamativo. Trocou o sapato, por um da moda. Experimentou uma saia mais curta. E nada dele.
Chegou um dia e se olhou no espelho. Teve que olhar de novo para poder se reconhecer. Não era ela. “Mas preciso me tornar. Eu preciso dele!” Mas ele não chegava.
Comprou passagens. Foi aqui, foi ali. Nada. Pelejou sob o sol escaldante e quase morreu de frio em outra vez.
Escreveu anúncios. Gastou seu pouco dinheiro. Mudou o cabelo de novo. Trocou a maquiagem. Comprou roupas novas. Se exibiu na praça. E ele?! Nada.
Um dia, sentou-se de frente ao mar. E chorou, chorou e chorou. Como uma criança indefesa. Como uma mulher louca. Soluçava. Se sacudia como se estivesse em convulsão.
Deitou no calçadão, esperou o sol nascer, caminhou um pouco... Sob os olhos, o pretume do rímel escorrido. O cabelo desgrenhou-se por conta do vento e da maresia. O salto altíssimo estava em suas mãos. As unhas ela havia roído todas, enquanto esperava o sol nascer. Caminhou e caminhou.
Chegou em casa, olhou pra dentro de si. Não se reconhecia. Não reconhecia seu olhar. Não reconhecia seu lugar. Deitou na sua cama. Afundou ali, ninguém sabe por quantos dias.
Um dia, enfim acordou.
Abriu o guarda roupa, puxou do fundo uma calça jeans surrada, desbotada, mas era dela. Enfiou-se embaixo da cama em busca do all star velho. Foi no armário do irmão e tomou-lhe uma camisa emprestada.
Se olhou no espelho. Nos olhos, um brilho estranho. “Olha, sou eu!” Ela se deu conta. Nos lábios só as palavras que jamais saíram, mas estavam prontas para escapulir. O cabelo, ela puxou num rabo de cavalo simples.
“Ele me fez tanto mal. E eu nem o conheci. Mas agora chega né?!” Foi o que ela disse para a imagem refletida no espelho.
Abriu a porta. Sentiu o vento. Havia anos que não se sentia viva. Que não sentia o vento gostoso que ela amava.
Foi vagando pelas vielas da vida. Sem nada a procurar. Sem nenhuma busca desenfreada. Olhou tantos rostos. Tantas crianças brincando e sorrindo. Tomou sorvete, sentou na grama, andou de bicicleta. Riu. Riu como uma garotinha. Como uma mulher.
Se sujou na areia da praia. Correu pela beira do mar. E depois de um dia livre, sentou-se para apreciar o sol indo embora.
Um olhar lhe olhou. Ela não quis olhar de volta. Mas ainda assim ele lhe sussurrou:
“Que bom que você parou de andar tanto. Agora, enfim, eu pude te achar.”



Gostaram?! 
Aguardo vossos COMENTS, vossas CURTIDAS e vosso AMOR! =)

Enezita Vieira. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Esperando

Acho que seria muito impessoal da minha parte só jogar aqui o texto para você ler, por isso, como no post passado, eu vou estabelecer um papinho antes do café. 


Hoje eu to em um daqueles dias que são parados, e que são meio chatos, que você fica esperando algo pra sair da inércia (um dos motivos que me fez escolher o texto de hoje), mas nada aconteceu AINDA.

Hoje é daqueles dias que eu fico refletindo sobre a minha personalidade, sobre com eu gosto de ser gentil com as pessoas e em como falo demais (o que explica esse papo antes do café), sobre como eu tenho uma insegurança assumida que eu tento esconder (esse é o terceiro post que eu escrevo pra hoje), sobre como eu acho CHATO dias assim, como eu prefiro ser a garota engraçada do que a garota que faz reflexões sobre a própria personalidade. 

Nossa, esse papo tá muito pra baixo! Uma piada agora caia bem. 

Por que os bombeiros não andam????? Porque eles socorrem. 

Por favor, não para de ler. Olha, o texto que eu coloquei ja virou musica, não para de ler por causa dessa piadinha sem graça. 

Vamos beber logo esse café, e esquecer essa piada. 


Acostumados a Esperar


Estamos acostumados a nos acostumar
A encostar a cabeça e tomar a forma do lugar
A andar dois passos de cada vez,
Sem percebemos andar.
Acostumamos abrir os olhos e levantar 
Seguir caminhando para algum lugar
E nem percebemos que vivos estamos
Só por acordar.

Acostumamos a esperar por alguém
Quem não vem,
Na esperança que um dia venha,
Torcendo pro dia do momento chegar
Pra espera acabar
Enquanto esperamos.

Vivemos acostumando os dias em semanas
As semanas em meses
Os meses em anos
Que passam rápido demais
Enquanto acostumamos a viver,
Esperando 
a esperar acabar.

A esperar acabar... 

A espera acabou.


Prometo estar mais animadinha no nosso próximo encontro, com a saúde melhor, fazendo mais graça, e com uma piada bacana. Desejo que todos os dias da semana o seu almoço seja delicioso.


Beijocas com frescor de menta, Rainha das Florestas. 


Kkkkk gostei de assinar assim, mas meu nome é Tayná Pimenta.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pensamento Inconveniente - Liana Moraes Rêgo

Os piores pensamentos são aqueles nos quais não queremos pensar. Porque esses não vão embora, nunca! Se parecem com o sistema de som do seu vizinho que ouve brega: nunca falham, nunca vão embora. Raios que os partam!!

De alguns, como o brega acima citado, desejamos nos livrar logo, como nos livramos de um papel amassado que vem fazendo volume no bolso. Mas alguns outros, os mais perigosos, nos seduzem com seus porquês e toques borbulhados de aventura. E a esses pensamentos nos apegamos, ainda que secretamente, e permanecemos, mesmo feridos de alguma forma, a roer o osso sem dar tréguas.

E lá vamos nós entoando o mantra do “não sei o que está acontecendo comigo” porta afora, porta a dentro, falando com gente, ou vendo TV...

Sabemos sim. 


É aquele fulano. Aquele pensamento que chegou sem você pedir. Sim, aquele mesmo, que você foi deixando ficar, deixando permanecer e agora ele está no seu sofá, sujando tudo de farelo de cheetos. E agora? Ah, agora tarde demais! Agora sua cabeça é uma bagunça, porque pensamentos incômodos tem muitos coleguinhas. E os coleguinhas entram na sua cabeça sem pedir, pegam o controle remoto da sua mão e mudam de canal, falando alto e bebendo suco no seu copo preferido.


O que nos resta? Se jogar no chão e babar como se não houvesse amanhã   Nos resta seguir em frente. Com aquele pensamento chato que nos é tão caro. Quem sabe ele dê um caldo, uma música, uma tatuagem, um futuro. Quem sabe? Quer saber... melhor deixar pra lá. Vou tomar um café. Servido?
-*-

Uma semana passa muito rápido! O bom disso é que já é terça de novo, e aqui estou eu, com vocês. Nesse caso, desce um café! Um café pra quantos queiram.
Até mais. Até terça. Até...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mais um sobre você?

Você não tem uma perspectiva.



Você cresce e tem os primeiros melhores amigos. (Estamos falando de sua vida sim, respire e acalme-se.) Você deixa de brincar como antes, gosta de sair pra ver os amiguinhos na rua, na praça, na esquina. Você tem o primeiro beijo. Você tira algumas notas baixas, recebe broncas, às vezes briga com os pais. Você está crescendo... Você não se conhece mais quando na verdade você está se descobrindo. Você é um adolescente cheio de espinhas e odeia quase tudo em você porque nunca será bom, inteligente ou bonito (a) o bastante para ser quem gostaria de ser. 



Você tem uma perspectiva de vida.




Você tem alguns poucos relacionamentos, nada importante. Você encontra novos motivos para sorrir e já chega a não valorizar tanto uma reunião familiar. Você esquece a comida gostosa da avó pra comer sushi com os amigos no shopping. Você tem novos melhores amigos ou talvez os mesmos só que repaginados. Você escolhe uma carreira a seguir, estuda, se estressa, faz vestibular, não passa, passa. Se estressa, estuda e a vida continua. A perspectiva não correspondeu a expectativa.



Aí, você conhece alguém especial demais pra ser só mais um amigo (a).




Você está cheio de expectativas. Alguém que te faz sentir todas as emoções anteriores acrescidas de suas doses preferidas ou que te faz esquecer tudo já vivido e te leva a novos sentimentos.

Esse é o patamar do êxtase.

Esse você chama de amor. O seu amor leva você pra conhecer a vida de um jeito totalmente diferente. Coloca novas músicas na sua playlist, faz os antigos lugares de diversões terem novas cores com tamanha atração e ilusão passada através das palavras. 



Você perde a perspectiva. Perde alguém importante aí também. Perde a você. O amor te fez descobrir um novo mundo no seu próprio mundo e faz com que nada do seu mundo seja o mesmo sem o olhar de seu amor. Mas que droga esse amor, hein?

Você perde o charme, as contas, os dias, os prazos. Até que um dia também perde o amor. 
Cadê você? Está no amor. Cadê amor? Encontrou um novo caminho pra andar.

O coração sangra até não poder mais e as dúvidas de sempre te levam ao medo. Você se sente egoísta por só pensar em si e a carência, a vontade de amar e o sofrimento te levam ao fundo do poço da solidão.



Você encontra um novo motivo pra viver.




E então o amor, o medo, a solidão não querem te acompanhar mais (nunca quiseram pra falar a verdade), mas você ama o novo motivo pra viver. Você se encontra. Você não rotula o novo amar de "amor" pra não cair nos mesmos erros.
Você volta a ter uma vida.

Você encontrou sua perspectiva. 

Meus amores, olá, como vão vocês todos? Eu quero deixar um abraço e um beijo no coração de vocês. Até segunda que vem. Cheiro no cangote. Laila





domingo, 25 de agosto de 2013

(A) versão - Perseu



Domingo é dia de visita também, e visita merece café, então vamos sentando que esse é dos bons. Obrigada, Perseu. A Cafeteria agradece - e os leitores agradecerão.

(A)versão

Basta um segundo...
O coração para;
O mundo para;
A presença se desfaz.

O relógio recomeça...
Os olhos desviam; 
A boca se cala;
O sentido se perde.

Egoísmo irredutível.
Ilogicamente vai embora.
Levando consigo nenhuma razão.

Nem tente tentar...
Não adianta versão.

Perseu.

sábado, 24 de agosto de 2013

Dia do visitante

Hoje é sábado!! E daí?! E daí que é o Dia do visitante aqui no Cafeteria!! E é com muito orgulho, prazer, satisfação, apreço, jovialidade (??) alegria, divertimento, agrado (acabaram os sinônimos do Aurélio), que apresentamos a vocês um textículo que ganhamos em nossa homenagem!!


Apreciem sem moderação!


"Quem dera eu,
Nos tempos de outrora, 
Bombardear meu sistema nervoso, 
Para que ele fique calmo 
Com dose cavalares 
De bobagens 
Devidamente energizadas 
Da saudosa cafeína 
De minhas madrugadas de insônia

Ocupar minha mente com 
Variedade pulsante 
De textos singulares 
Que na sua liquidez 
Fazem sólidas minhas melodias iletradas...

Quem dera eu ter, 
Nos tempos de outrora, 
A Cafeteria de Bobagens..." 

Zanto Holanda

Nossos sinceros agradecimentos!!

Hoje é sábado (uêêêbaaah), Dia do Visitante. Mas antes, nós queríamos agradecer a você, público amado. Você mãe, pai, amigo da vida, amigo do amigo, pessoa que nos mandou Spotted... Enfim, agradecer a você, inimiga, que está nos acompanhando com o coração cheio de inveja do cabelo da Garota da Quarta (uma verdade, todas temos!). Temos uma semana de Cafeteria de Bobagens e passamos dos 2.000 acessos e com 4 dias de page no Facebook temos quase 200 likes.
Devemos isso a vocês. Obrigada aos nossos amigos Brazucas, especialmente aos do Maranhão, nossa terrinha amada.
Thanks, our american and canadian friends!
Danke, deutsch freund!
Merci, ami français!
Спасибо, русского друга!
Dank u, Nederlandse vriend!
Хвала ти, пријатељу Србије!
Muchas gracias, hermanos argentinos e mexicanos!
덕분에 한국 친구

Estamos felizes como pinto no lixo. Era um sonho, mas a gente não imaginou que teria essa repercussão!
E contamos com vossos COMPARTILHAMENTOS, vossos LIKES, vossos COMENTÁRIOS, vossas FOFOCAS, vosso AMOR... Para chegarmos até os ouvidos, ou melhor, aos olhos do Jô! Esse é nosso objetivo de vida a partir de agora! Hahahahahhaha
Mais uma vez OBRIGADA, seus lindos!

Cafeteiras Malucas



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Pra não dizer que não falei de saudades.



Era quase a hora do adeus. Acordada há mais de 24h ela tentava, em vão, conter as lágrimas. Seu corpo já demonstrava os sinais de um dia sem sono, sem fome e de sentimentos antagônicos que afloravam a cada instante. Por um lado, tudo o que estava acontecendo era para que os dois pudessem ter um futuro brilhante, num futuro próximo. Por outro, ela pensava de forma quase obsessiva "mas será que tudo isso valerá a pena?", e novamente uma lágrima caia. 
Sentada, olhar distante. Apenas observava aquela cena. Na sua cabeça, mil e duas coisas se passavam em uma velocidade extraordinária para a capacidade humana. “Isso está acontecendo mesmo, meu Deus?”, se perguntava de forma retórica, pois sabia exatamente que tinha chegado a hora. Aquilo, de fato, estava acontecendo.
Sua cabeça estava uma bagunça, tudo parecia fora do lugar. Tudo estava fora do lugar. Olhava para o relógio na esperança de que os minutos demorassem a passar.
O relógio marcava 1:29 AM. Aquele era seu último minuto perto, antes de todos os inúmeros que teria que passar longe. Aquele minuto, como num paradoxo, passou tão devagar que ela poderia sentir como se fosse um filme em câmera lenta. Ele abraçou toda sua família, as amigas barulhentas da irmã, seu amigo. Ela ficou lá. Olhos distantes, vermelhos, pedindo a Deus para que fosse sonho. E se não fosse, pedia a Ele que o trouxesse de volta o mais rápido possível. Se não tão rápido, pelo menos igual. Pelo menos com aquele mesmo jeito simples de moleque que ela se apaixonou ha quase uma década atrás. 
Ela foi a última. Estava tímida, escondida por detrás do choro dos familiares. Nas mãos, apenas seu coração. Tentava disfarçar, esboçava um meio sorriso. Não se conteve. E chorou. Ele se aproximou, os olhos vermelhos e a boca trêmula mostravam o esforço que fazia para que ela ficasse calma. Olhou-a, sussurrou algo em seu ouvido que a fez chorar. Choro sofrido, de dor. Ele a beijou carinhosamente nos lábios. E em um sinal de respeito maior, beijou-a na testa. 
Ele e ela. O resto pareceu não existir. As mãos se soltaram quando uma voz anasalada chamou pelos passageiros da nave 1138. Ela ficou. Ele foi. Com ela, a lembrança do “Eu te amo” sussurrado no ouvido. Nas mãos dele, a mala, a saudade e o coração dela.


Mariana Pedrosa

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meu Fantástico Mundo - Enezita Vieira

Eu ia postar um outro texto, algum meu qualquer que já tá pronto há anos. Mas olha, sentei aqui em frente a TV e tá passando “As Crônicas de Nárnia e o Peregrino da Alvorada”, um dos filmes mais sensacionais, com lições lindíssimas. E então, pensei “vou falar pros meus novos amigos do blog sobre isso que eu amo: FANTASIA!”
Não me sinto menos adulta, no auge dos meus quase 22 anos, amando livros e filmes de fantasia. Minha vida teria poucos significados não fosse pelas minhas aventuras em Hogwarts, ou se não fosse pela raiva que senti daquelas Rainhas Más, não fossem os devaneios de Alice ou a pouca vontade de crescer do Peter Pan (um dos meus personagens favoritos).
Depois de “crescida” continuei amando essas paradas de dragões, elfos, ninfas, semideuses, bruxos, magos... Tem algo de errado comigo produção?! Ah eu não sei! E nem quero saber! Me sinto feliz aqui. “Aqui onde Enezita?” você deve tá se perguntando e eu digo: Aqui no meu universo particular, onde eu jamais diria que fadas ou duendes não existem.
Por algum tempo, meus personagens favoritos eram mais que isso. Eles eram meus melhores amigos! Eu aprendi tanto com eles, eu me identifiquei com eles. Sabe o Harry?! Ele não é perfeito, ele é egoísta e orgulhoso (igual a mim), mas ele é leal aos amigos e faria tudo por eles. É, eu aprendi sobre amizade com eles. Vocês conhecem Naruto? Não?! Ele me ensinou sobre determinação  e que vale a pena acreditar no melhor das pessoas.  Aprendi lá em Once Upon a Time que toooodo mundo tem uma história, inclusive a Rainha Má, que me conquistou e nem sinto mais tanta raiva dela.
Hoje eu sou um pedaço de cada um dos meus heróis. Aprendi a honrar minha família, poderia enfrentar um minotauro pra salvar minha mãe. Aprendi que não se pode deixar de ir pra rua, a gente paga um alto preço por ser idealista, por ser diferente, por ser um Tordo, mas não podemos nos omitir de mudar o mundo. Aprendi que não é bom querer ser outra pessoa, que bom mesmo é sermos nós mesmos e não a irmã mais bonita. Aprendi que pessoas honestas, honrosas, a favor da verdade, em um jogo dos tronos terá sua cabeça cortada por sua própria espada. Aprendi que não se trata de mocinho ou vilão, se tratam de seres humanos e isso me fascina e sempre me fascinará.
Eu aprendi tanta coisa, eu tô aprendendo tanta coisa com esse mundo fantástico. Poderia passar o resto dos meus dias falando sobre isso, mas eu e vocês temos outras ocupações.
Uma coisa eu sei: meus filhos conhecerão Harry, Rony  e Hermione, Katniss, Peeta, Percy, Daenerys e seus Dragões, Arya... e os tantos outros que me inspiram. E vão ganhar os livros assim que for o tempo – e eu realmente morro de medo de eles não gostarem de livros.

E em alguns anos, eu vou estar no cinema vendo o remake da minha história de criança, com a mesma euforia e lágrimas – que enchem meus olhos só de imaginar  - e alguém vai me perguntar: “Depois de todo esse tempo?” e uma lagrimazinha vai cair e eu vou responder “Always”!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O tempo perguntou ao tempo

Imagem : Tayná Pimenta

Oi pessoas do outro lado do mundo da internet! Sim, eu estou falando com vocês, e pretendo falar sempre, sempre que me der vontade e sempre que for quarta. Pra falar a verdade verdadeira ausente de mentiras, no exato momento em que estou escrevendo esse texto é uma segunda -TAM TAM TAAAAAM- mas como meu dia é quarta, esse texto vai ficar assim "guardado no tempo" pra vocês.

E é por pensar no tempo que senti uma súbita vontade de escrever, sem saber ao certo a dança que as palavras irão fazer, mas sabendo que elas irão dançar..e vão agora.



Quando percebemos que o tempo passou?

Ja parou pra pensar em como o tempo passa?
Se parou pra pensar é porque o tempo ja passou.
Ja passou enquanto se pensava em passar,
E quando pararmos pra perceber acabou.
O tempo passa como só ao tempo cabe passar.
Pode ser em uma imensidão de dias,
ou uma eternidade de segundos,
Aqueles últimos segundos onde cabe os últimos suspiro,
E uma vida toda.
Se cabe a mim todo tempo do mundo
Cabe a minha vida,
Cabe a sua vida,
Cabe todas as vidas unidas a uma, no tempo que nos cabe de vida.
E que tempo nos cabe?
Que tempo nos é dado pra viver?
Não pense em responder essa pergunta,
Esse pode ser o ultimo tempo que lhe cabe,
Pode ser que sua vida passe aos seu olhos e então vem o fim.



Esse texto não tem título, sou ruim com títulos. Sou ruim na cozinha também e até agora não morri de fome, então...é a vida, meus jovens!

Estou mentalizando abraços calorosos pra quem gostou do texto, e desejando as inimigas que odiaram um chute nos gluteos (não posso escrever bunda, porque supostamente sou uma moça educada e elegante), em geral é isso que vocêstem pra hoje!!
A rainha das floresta, vulgo Tayná.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Pedaço do Lugar - Liana Moraes Rêgo

Procurei os créditos desta imagem mas não encontrei, infelizmente



Ela estava bem ali, sentada.



Na mão direita um livro velho, bolsa largada no colo. Na mão esquerda um queixo cansado e na cabeça um mundo inteiro fora do lugar.




Era uma figura da passagem, nem queria ser notada. Tivera um dia ruim e cheio de más impressões. “Atropelada por um ônibus”, era o que dizia pra si mesma. Se sentia atropelada por um ônibus gigantesco e cheio de gente sem fones de ouvido, escutando músicas terríveis.




Na mesa, à sua frente, um café esquecido, não estava bom. Só o calor da proximidade é que a confortava, e a graça de evitar o desgaste desnecessário de calorias pra levantar e abandonar o café em outro lugar. Preferia abandonar a si mesma, ali na mesa, o café ruim seria só mais uma figura, parte da imagem meio torta que ela transmitia, com seu cabelo levemente bagunçado atrás da orelha. Havia um menino na mesa à sua frente.

As letras do livro dançavam salsa na sua cabeça, que parecia ter sido atingida por algo semelhante ao prédio de uma igreja – a dor fica a critério da sua imaginação - ela mal entendia o que havia ali escrito. O livro, lido mil vezes, era seu preferido. Mas naquele dia, em especial, não fazia sentido, nada fazia sentido. Nem livro, nem café, nem cabelo, nem sapato, nem vida.



Levantou os olhos da página amarela que já não lia. Demasiadamente cansada, se sentiu subitamente... ouviu, sem querer, que o menino conversava com sua mãe. A criança segurava algo entre os dedos roliços e perguntou “de onde vem o papel?” Ela sentiu vontade de rir. Tomou um gole de café – que, aliás, já estava frio e não mais a confortava. Continuava ruim – e, segurando a xícara, se apaixonou pela cena. O olhar da criança pareceu carregar todo o sentido do mundo, tudo o que ela não tinha. Seus problemas eram ridículos! Ela sabia de onde vinha o papel. Teve vontade de se aproximar, de explicar como o papel era fabricado e de mostrar seu próprio papel favorito, ali, naquele aglutinado de páginas amarelas. Teve vontade de se sentir feliz, mas tudo o que fez foi limpar os óculos no vestido colorido. Abriu seu livro de novo, reencontrou seus amigos de sempre, fazendo as coisas que sempre a encantaram. Seus amigos no livro estavam vivendo uma aventura. Ela só estava tomando um café ruim.




O menino e sua mãe foram embora. O momento ínfimo de quietude que ela tivera também. Ela continuou, pedaço do lugar, lendo seu livro velho, tomando seu café ruim, desistindo do seu cabelo e, naquele dia, continuou vivendo como se não vivesse.  

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Das palavras

Foto: Eu me chamo Antônio

(Eu não sei se esse texto faz algum sentido)



Terminei o café. Li todas as páginas dos jornais. É dia de encontrar sobre a mesa os de sábado, domingo e segunda. Chego mais cedo só para o prazer de ler. Abro a porta daquele lugar, é hora de receber as pessoas. Novos perfumes, cores e dizeres. Sotaques e a confusão que se forma na minha cabeça. Pontos cegos e olhares. Olhares. Olhar me atrai. E por um breve segundo de cinco minutos eu me perco nas entrelinhas do viver.

É quase uma infinidade. E é infinito porque causa a dimensão de ser vivido por toda a vida até o momento em que você é surpreendido pelo telefone tocando e seu chefe falando. Linha tênue entre viver e sobreviver. Mas foi uma infinidade de sentimentos que te resgataram do casual. É normal. Ser surpreendido é natural. Ser arrancado do corpo, não. Exige uma conexão.

Outrora conversava amargurada e chateada, coisa de menina cabeça dura. Não é todo dia que aceitamos condições impostas e uma boa briga é inevitável. Lembrei da infância e da vontade de agir diferente de todos os adultos que observava. Lembro das promessas “Não serei uma pessoa fria, não serei uma mulher louca”.

Mas todas as lembranças de nossas promessas são apagadas quando nosso orgulho é ferido. E eu nem estava tão chateada assim. Subitamente fui assaltada por um abraço seguido de beijo. Parece clichê, e foi. Mas a brevidade de nossas existências nos permite esses momentos onde o chão se abre e as luzes se apagam. Mas ainda assim é difícil libertar quem se ama quando não conseguimos perdoar a nós mesmos ou quando deixamos esses momentos passarem.

Na semana passada fui submetida a uma enxurrada de insignificâncias do viver plenamente. Era segunda-feira, eu estava atrasada, o carro pregou, a conta atrasou. Eu não precisava de conselhos, nem de alguém pra passar a mão na cabeça. Eu só queria resolver o problema. Afinal, é tudo o que nós fazemos: resolvemos os problemas – Quando não somos o problema.

Era o estresse que me fazia querer quebrar tudo e desistir de fazer com que tudo funcionasse do meu jeito. Perdemos-nos de nossos amigos assim, na agonia de nossos padrões e em nossas exigências. Eu tinha o céu estrelado e olhava pro chão poluído. Uma voz doce me surpreende entre tantas tarefas “Minha menina, você é uma boa filha”. Parece tão simples, mas sempre tem algo simples que te arranca do pesadelo de sobreviver. E eu pude viver. E contemplar as estrelas e talvez eu tenha feito um pedido aos céus. Eu só precisava de algo que me arrebatasse.

O que te arrebata? Os problemas não são as segundas, são as nossas negligências e a nossa mania de culpar algo pela futilidade de coisas que nos acometem e a grandiosa vida problemática que acontece na casa de todo mundo.

De seu trabalho e seus problemas eu sei, mas das palavras eu só sei que faltarão quando você perceber que sempre há um motivo pra continuar a caminhar e te fazer sorrir.

O que te fez feliz hoje?

Laila Marques

Felicidade - Marcelo Jeneci

Beijos, até segunda que vem. Já estou com saudades. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Das questões existenciais.



E para começar:

"Quem não se fez essa pergunta, fá-la-á em breve, haja vista que, vez ou outra, a uns mais, outros menos, extingue-se a vontade e a perspectiva de futuro. 

Não que se deva falar de desânimo pessoal, desmotivação, tristeza ou melancolia. Trata-se do fato de que existir é complicado, mesmo. 

Tantos tratam o assunto em livros, textos, como o que este que vos escreve está a tecer, e outras diversas formas. Alguns criam máximas e estas tornam-se famosas. 

Mas, à pergunta... Qual o sentido da vida? E aqui, leia ‘vida’ como a palavra que utilizamos para tratarmos nossa existência como nossa qualidade que nos difere da pedra, mas não do esterco do cavalo, que possui grama digerida com células ativas, portanto, vivas. 

Quando me fiz essa pergunta, me encontrava num momento que... E aqui abandono toda e qualquer propriedade da linguagem culta e séria que voltarei a utilizar para me expressar sem causar reações diferentes das que desejo. Abro mão, para isso, também, da impessoalidade do texto, e vamos ao momento em que me encontrava e suas expressões casuais que serão utilizadas. (...) Num momento que... Era uma merda! 

Voltemos a linguagem culta... Estava a abandonar o emprego que eu mais gostava, fazendo o que eu mais gostava, no que eu fazia melhor e recebendo um bom soldo, para entrar numa nova empreitada que contrariava tudo o que eu gostava e pensava apenas para melhorar o que eu faço bem e complementar esses conhecimentos. 

O Novo trabalho seria algo mais difícil, que exigiria mais tempo, comprometimento, mudanças de comportamento e padrão de vida, tudo por um pagamento menor, mas para um dia não perder para ninguém naquilo que gosto de fazer e quero fazer sempre. 

As novas qualidade a serem adquiridas transformariam aquilo que era um estudante em um profissional competente em cerca menos de 1 ano. O salário, após isso, cresceria imensamente, junto com as propostas das outras empresas e reconhecimento profissional. Eis que, aqui, justifico o segundo parágrafo do texto e, posso voltar à impessoalidade, após a resposta que me apresentou, e ao assunto inicial, cuja pergunta me fiz às 3h da manhã em cima de uma laje ao fim de uma concretagem vendo um cara que recebe um salário mínimo trabalhando duro desde às 7h do dia anterior, completando suas 20h corridas de trabalho, e, burlando todos os protocolos, leis e decretos de toda e qualquer instituição trabalhista e seus sindicatos: Qual o sentido da vida? 

A resposta não tardou a se apresentar. Outro dia, na mesma semana, após flagrar dois pedreiros transando (sim, dois pedreiros. Parece engraçado, mas eu respondi minha pergunta ali mesmo pouco antes de tomar as decisões trabalhistas cabíveis àquele ato em horário e local inapropriado. Leiam: Aquilo era inapropriado. Trabalhar 20h corridas, não.). 

A resposta, após eu abandonar um emprego bom por um ruim para trabalhar mais e receber menos em um lugar onde trabalhar por 20h corridas é apropriado e onde eu não ganharia horas extras para isso; tantos fatos contraditórios, a resposta era uma só: A vida não tem sentido! 

Se o leitor reparar na sua própria, verá isso acontecer. O roteiro é simples e bem conhecido. 

Você nasce. 

Você vive. 

Você morre. 

Cada trecho com sua peculiaridade, porém os fatos em sua visão mais distante, são esses. 

Você nasce. Prematuramente, parto normal, cesariana, natimorto (e nesse, podemos resumir a vida inteira do sujeito, em um papelzinho de biscoito da sorte)... Motivo: Seus pais, você sabe... 

Você morre. Assassinado, por doenças diversas, morte natural, paradas cardíacas, afogamento, numa câmara de gás de um campo de concentração nazista, em um prédio atingido por aviões sequestrados por árabes mulçumanos, porque bateu a cabeça quando escorregou no banheiro... Motivo: Sua vida lhe conduziu a estar em um lugar ou em condições inapropriadas para o momento e algo aconteceu provocando-a, ou, não lhe conduziu a nada que causasse a morte e você perdeu a validade e faleceu de causa naturais. 

Você vive. Aqui, sim, cabe que existem tantas biografias e autobiografias que prefiro ocultar os modos e ir direto ao motivo. Motivo: (...) 

Quem souber de um, que fale. O que pode-se dizer, é que, se você já nasceu, só se matará se não tiver um “por quê não?”. 

A vida, por si, não tem um motivo. Mas também não tem uma negação a essa. Nesse ponto aparecem os suicidas. Esses tem motivos PARA NÃO VIVER. Viver é apenas uma consequência do nascimento e, aqui coloco minha opinião novamente, não é motivo para a morte. 

Você nasce, então já tem que viver. Não é nada além de sua obrigação. Você morre porque um dia acontecerá, cedo ou tarde. 

A vida é o que você faz dela. Suas opiniões se formam, seu gosto se apura e se aprimora, suas preferências começam a aparecer e você é conduzido a exercitar a vida e, posteriormente caminhá-la a rumos que lhe facilitam e lhe parece mais cômodo, apenas a fim de obter maior sucesso nisso. 

Os acontecimentos no curso moldam a forma de viver, os conjuntos que formarão-se durante sua vida e do conjunto de vidas que a envolvem, serão alteradas, adaptadas, adequadas, inadequadas, reajustadas, readaptadas e realteradas sempre. 

Você vive porque faz coisas demais pra pensar em não viver. Além de que o não-viver as vezes não parece tão confortável. Não é que precise de uma razão, causa, motivo ou circunstância. 

Viver não precisa de motivo." 

Valdisnei Brita

sábado, 17 de agosto de 2013

Sobre os fins de semana.

Olá, queridos leitores ávidos por café. Ou não.


Hoje eu, garota da sexta, estou aqui para vos falar. Sim, no sábado. Vim falar sobre os fins de semana. E esta tarefa ficou por minha conta porque a sexta é considerada, por muitos, uma extensão do tão sonhado, esperado, idolatrado, salve! salve! fim de semana. 

Sei que muitos de vocês, principalmente nosso leitor da Sérvia (siiiiiim! temos visualizações na Sérvia), ficaram a se perguntar sobre o que aconteceria no final de semana. Mas o fim de semana de quem? O seu próprio? No do coleguinha da carteira ao lado? No do Caio Castro? Não, não e não. No fim de semana da nossa querida Cafeteria.
Pooooois eu trago boas novaas, meus bens. 
Como é sabido, somos cinco cafeteiras e 5 são os días úteis (não concordo com essa definição, já que acho o sábado muito mais útil pra mim que uma segunda, por exemplo. Mas isso é outras história... PS: AS SEGUNDAS SÓ SÃO LINDAS POR CAUSA QUE É DIA DE POST DA GAROTA DE SEGUNDA!!!!! ). "Como fica os finais de semana?" você se pergunta. "Како је викенд?", se pergunta o leitor da Sérvia. Eis que os fins de semanas ficam a cargo dos coleguinhas talentosos. "Como assim?" Você se pergunta. "Како то?" O Sérvio se pergunta.
E eu vos respondo. Nós pensamos em deixar os fins de semana para apresentar os talentos que estão todo o tempo ao nosso redor, seja na faculdade, no trabalho, no ponto de ônibus, no comércio no canto da rua. Seja onde for. Se nós acharmos bom, se vier do coração, se nos agradar (mensagem subliminar: se nos pagarem também. Mentira. Não fazemos isso por dinheiro.) tá dentro. Esse é o espaço que mostraremos o que nos faz sorrir, o que nos faz chorar. Seja textos, músicas, poemas, jogral, pinturas, desenhos, vídeos. Acho que expliquei bem, né? 


Espero que gostem!!



Mariana Pedrosa

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quem sou eu (?) - Mariana Pedrosa

Desde as minhas mais tenras lembranças, esse negócio de “quem sou eu” sempre me deu um frio na espinha. Na maior parte do dia eu sei quem sou eu. Mentira, não sei. Mas o não pensar nisso me deixa na ilusão que eu sei exatamente quem sou.  E assim eu fico bem confortável.
Outra coisa que me permite usufruir  lindamente da minha zona de conforto é, quando perguntada, me identificar com dados básicos e pelo que faço na vida. Sendo assim, poderia me apresentar a vocês da seguinte forma.
“Oi! Me chamo Mariana. Tenho 22 anos e estou terminando o curso de Psicologia.”
Isso diz muita coisa de mim. Quer dizer, eu digo muito de mim com isso. Eu acho que digo. Talvez não diga nada. Eu estou dizendo alguma coisa?
De qualquer forma, não acho que esse tipo de apresentação seja adequada para o tipo de relacionamento que pretendo estabelecer aqui. Desta forma,  digo-lhes, de forma bem sincera e honesta;
NÃO FAÇO A MÍNIMA IDEIA DE COMO DIZER QUEM SOU EU.
Sou só eu assim. Dessa forma que você vê. Na verdade, mas profunda que isso. Sim, definitivamente sou mais profunda. Mas no raso da coisa, sou Mariana, tenho 22 anos e estou terminando o curso de Psicologia. Gosto de filmes, séries, livros, músicas. Sou apaixonada por animais e tenho 2 gatos. Melhorou, produção?
Tenho certeza que não.  O conhecer-se é uma construção. O dizer aos outros quem eu sou é tortura. Sou extremamente ansiosa. Se um vento passar pelo meu rosto, eu caio na gargalhada. Levo a sério somente o que se deve ser levado a sério (e às vezes nem isso), a vida é muito curta para usar gravata e paletó para ir ao supermercado. Sou amante incondicional da vida e dos amores. Sempre digo que ter amigos vale mais que ter dinheiro no bolso. E sem demagogia. Ouço música todos os dias da semana, toda semana do mês e todo mês do ano. Música para mim é vida, é amor, apesar de não entender patatifas de nada do assunto. No caso, não entendo de música. Nem de amor. De vida, eu arranho um pouco, afinal, 22 anos não são 22 dias. Poderia ser, assim minha pele ainda estaria um pêssego. Ah, esqueci de dizer: eu sou um pouco aleatória. 
Me chamo Mariana, tenho 22 anos e estou terminando o curso de Psicologia, vos escreverei toda sexta e espero que gostem das nossas besteiras de cafeteria.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Boas Vindas - Enezita Vieira

Quinta-feira. 15.08.2013. Hoje colocamos em prática nosso idealizado blog. E por que? Por quê? Porque descobrimos que cada uma de nós tem mil textos escondidos, podem nem ser bons, mas a gente acha que são e queremos compartilhar. E ai decidimos, sonhamos, idealizamos e cá estamos, dividindo nossos devaneios com você, caro leitor.
Acho digna uma explicação sobre o nome do blog: Cafeteria de Bobagens. É simples. Amamos café e amamos bobagens. E tomando café, às seis, numa mesa embaixo de uma escada, é que nossas ideias começaram a brotar. Então, aqui, será uma extensão daquele café e daquelas bobagens. =)
Na quinta, eu publico. E hoje, como primeira postagem, vou falar um pouco de mim, pra que vocês saibam um pouco mais dessa doida que vos escreverá.
Falar de mim... Ah falar de mim não é fácil - não pra mim. Vamos começar pelo básico então. Nome. Nome é importante. É esquisito, diferente, é Enezita. Idade. Idade importa? Importa né?! Eu tenho 21, quase 22. Faço Psicologia – e não vem com esse papo de que Psicólogo não pode isso, nem aquilo! A gente pode, a gente é gente igual a vocês.
Eu gosto de filmes e livros de fantasia. Tenho um mundo peculiar onde certas coisas são possíveis – como convocar objetos – e onde proferir “não acredito em fadas” é perigosíssimo, tira a vida delas. Por isso nada melhor que “Eu acredito em fadas! Acredito! Acredito!”. É... eu devo ser estranha. Mas eu sou assim mesmo.
Gosto também das comédias românticas. Estou numa fase de apreciá-las com todo gosto, como se fossem uma fantasia – na verdade são né?! Não?! Ah num sei...
Eu gosto de chuva, de brigadeiro. De brigadeiro e chuva, juntos. Gosto de vídeo game e de quadrinhos. Amo Harry Potter e praia – no fim da tarde – gosto de tudo que é arte: música, dança, pinturas, textos, teatro... Tudo que o ser humano possa colocar um tiquinho da sua alma, me faz apreciar.
E eu amo escrever sabe?! Sempre escrevi. Pra mim. Não gostava que lessem, porque escritos são a nossa intimidade, é nossa alma exposta para seja lá quem for que irá ler e o que irá entender. Mas eis que chega a hora de mostrar. Quero compartilhar com vocês um pedaço de mim. Textos tristes, felizes, um bom filme que vi ou uma boa música que ouvi, um cantor bom que precisa ser conhecido ou um simples devaneio das seis da tarde. Leiam, apreciem, detestem, se identifiquem, amem ou odeiem... Seja lá o que for.

No mais, SEJAM BEM VINDOS À NOSSA CAFETERIA DE BOBAGENS!



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Olá, tô aqui também!



Quem sou eu? Eu sou quem? Sou quem eu? Quem eu sou?

Sou a rainha das florestas, musa das fadas, amiga dos duendes, porta voz dos elfos e protetora dos macacos...mentira! Tá na cara que é mentira, mas eu gosto de me apresentar assim por que é divertido, eu acho, e eu gosto de ser divertida. Assim, eu escrevo sobre tudo que eu vejo, que eu escuto, sobre história dos outros, sobre formigas que eu vejo enquanto to de cabeça pra baixo falando com meu amigo Zanto. Gosto de escrever por que gosto de brincar com as palavras, fazer com que elas dancem pra mim em um texto - dancem, vadias!! Dancem!!- (outra viagem que to tento enquanto viajo de escrever aqui). Ah, eu não sei fazer um texto gramaticalmente correto, eu só saio escrevendo.   Estava/estou até agora me achando bem boba por escrever aqui depois da apresentação das outras meninas, mas como topei essa parada tenho que dar conta dos paranauê de quarta. Eu já me perdi nas muitas idéias que eu tinha para essa apresentação que nem sei o que escrever, deixa eu pensar... Vocês deixam? Tanto faz, vou pensar do mesmo jeito, porque é o que eu mais faço na vida, eu penso e logo existo! Essa coisa toda de escrever é bem nova pra mim, assim como desenhar, e tocar violão, e compor musicas (na verdade eu escrevo e um amigo, muito talentoso, coloca melodia e canta), acho que tudo é muito novo porque eu sou muito novinha, a mais nova das gurias que vão escrever aqui, tenho 18 anos, agora que comecei a vida acadêmica, sou estudante de ciências sociais (curso maravilhoso, que eu amo). Quando eu escrevo posso mentir, falar da vida de alguém, escrever sobre conversas que eu tive com alguém ou sobre comida...esperem isso de mim.
Esperem também palavras repetidas e textos curtos. Esperem descobrir mais de mim ou vão marocar tudo no face. Esperem meu toque cheio de bobagem nessa cafeteria que fica no mundo da internet, cheio de paranauês que eu não entendo. Até a próxima, nesse mesmo bat-dia e nem sempre a mesma bat-hora, mas sempre nesse bat-blog....
aaaah, meu nome é Tayná, mas pode me chamar de rainha da floresta, tay, tatá, naná ( mentira! Só minha família pode) ou de guria da quarta, tu que escolhe, aproveita que eu to deixando.