Alô Brasil! Alô mundo! Minhas sinceras desculpas pelo sumiço. Eu tava sem texto. Aliás, texto eu tinha, mas nenhum que falasse o que eu queria.
Mas cá estou, com minha "Crítica ao Padrão Internacional de Apaixonados". Esse texto tava pela metade há algum tempo, hoje, dado as intempéries que tive esses dias, consegui terminá-lo e veio a calhar.
Dizer que eu espero que alguém se identifique é egoísmo, mas eu espero sim. Porque esse mundo de estranheza é amargo. Preciso descobrir que não estou só. hahahhahahha
Então, leiam e me digam.
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Nunca fui dessas pessoas que ama
fácil. Desde que me lembro, o amor tem um gosto estranho. Amar alguém, isso é
estranho. Amo, amo várias poucas pessoas espalhadas por ai, mas esse amor do
qual vos falo, bom, esse eu só senti uma vez.
Lógico que como uma boa
desapaixonada, eu demorei pra admitir quando ele chegou, mas enfim me rendi, e
amei. Amei com toda a idiotice típica que o amor traz. Sendo boba, ingênua,
leve, feliz... Tudo se encaixava, tudo era perfeito. E acabou.
Isso já faz tanto tempo que quase
nem lembro mais. E hoje confabulo teorias sobre esse tal amor.
Hoje ele é uma bobagem, um mal necessário, uma
alienação da qual até o maior dos rebeldes anseia. Hoje ele se tornou ainda
mais difícil pra mim, como se eu tivesse desaprendido como se ama alguém, como
se rende ao olhar caloroso ou ao afago seguro. Hoje eu não sei mais aproximar,
eu afasto.
Nunca consegui amar do jeito que a
maioria ama, talvez por isso não tenha sido eterno o pouco do amor que senti um
dia.
Eu amo com os pés no chão. Com
orgulho, altivez, simplicidade, birras, sem escândalo, modestamente. Eu não me
esqueço de mim, nem do que eu tenho a fazer, quero estar com meus amigos e
família e se eu não liguei, não é porque eu não me importo, eu só esqueci
mesmo.
Eu amo com músicas compartilhadas,
trechos das mesmas enviadas a qualquer hora que der vontade e pode ser sem
sentido algum, mas subliminarmente irá carregar o meu “eu te amo”.
Eu amo com minhas séries chatas que
eu insistentemente digo ao outro que assista, elas são minhas, se eu
compartilho, é porque eu no mínimo amo a pessoa.
Eu amo com minhas implicâncias, com
meu orgulho, com minha briga desnecessária. Amo falando mal da roupa ou do
cabelo. Amo xingando, apelidando, dizendo NÃO quando precisa.
O meu jeito de amar envolve riscos
para que o outro cresça. O risco de uma mágoa nascer e durar e durar pelo
simples motivo de ter jogado verdades na cara. Eu não amo com uma parte de mim
apenas. Eu amo com cada centímetro das minhas qualidades e defeitos, eu amo
sendo eu. Por isso tanto peso e pouca sutileza.
Eu esperei que as pessoas
compreendessem isso. Eu esperei até que eu mudasse o meu estranho jeito de
amar, porque era insuportável tanta cobrança para que eu me encaixasse nos
Padrões Internacionais dos Apaixonados. Até descobrir que não tenho que ser
igual ao outro.
O amor não tem regra. Ele é de uma
forma diferente para cada um de nós. Se a sua forma é parecida com a da
maioria, parabéns. Bom pra você que vai ser descoberto ao primeiro sinal e não
vai tropeçar tanto até ter coragem de confessar com todas as letras.
Bom pra você que não vai ter o seu
amor questionado, que não vai precisar se esforçar para dar satisfações que
você não quer dar, porque sim, está estampado na sua testa que você ama.
Se seu amor é reconhecido pelo Padrão Internacional meu amigo, parabéns. Sortudo você.
Agora se o seu jeito, como o meu, te
faz andar mais só do que junto, se o seu jeito aparenta querer distancia e não
proximidade... Se você não se sente obrigado a esquecer de você pelo outro
dando como justificativa o amor, então meu grande amigo solitário, vem cá, toma
um café e vamos afogar nossa solidão.
Não pense que é um caminho fácil, por
isso os “amadores” assegurados no Padrão Internacional dos Apaixonados, deviam
tomar um pouco mais de cuidado antes de emitir sua sentença contra nós. Já nos
basta nossos calos.
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E ai? O que acharam desse?
Espero que tenham gostado.
Estava com saudades queridos.
Uma ótima Quinta e término de semana.
Beijos carinhosos desta que sim, vos ama.
Enezita Vieira.
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