quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Um parabéns e um texto.

      Hoje é QUIIIINTA! Alô alô graçarradeus! Mas hoje não é só quinta, hoje é 13 de Fevereiro. E há 20 anos, nesta mesma data, nascia Laila, hoje em dia nossa Garota de Segunda, nossa Preta, nossa Lailão.
     Antes de postar meu texto, que deixar aqui todo meu amor por essa garota que nos encantou a primeira vista. Lailão não é o tipo que é difícil de gostar, especialmente quando você descobre que ela ama Harry Potter e todo tipo de literatura que você também é fã. Além de ser um amor de menina, gentil e doce, sem ser otária, claro e óbvio. E cá estou, para desejar-lhe toda a felicidade que couber no Universo para o máximo de dias que forem possíveis e que haja muito de inspiração para que continuemos juntas nesta Cafeteria. Aproveite o dia Lailão.

   Depois de feitas as congratulações, trago meu texto. Espero que gostem.

   "Pensando sobre a arte de viver na madrugada... Sabe, a Vida, essa vadia ai mesmo, ela nos gasta. Cada gota de paciência, cada pedaço da nossa fé, cada fio de esperança... Ela trata de gastar ao ponto de nos sentirmos vazios e impróprios para a caminhada.
E sabe o que é mais louco, é que a Vida é sádica. Ela nos toma e nos devolve também, para que pouco a pouco ela nos gaste outra vez. Note, a vida nunca vai bem o tempo todo. Por isso eu trato de desconfiar dessas pessoas que sorriem o tempo inteiro e que não tem uma unha encravada da qual reclamar.
A Vida, essa senhora de muitos anos, ela é sagaz (como o demônio). Na mesma medida que a odiamos, conseguimos amá-la, pelo simples fato de que há momentos, há pedaços soltos no meio do caminho árido do viver, que ela nos dá, para sabermos que vale a pena viver.
E chove, há trovões – e eu odeio barulho de trovões -, o mar se agita, seu barquinho enche de água, você cai no mar, se debate...  É sempre assim, e em seguida há algo de mais tranquilo para acontecer. Parece clichê, na verdade é, mas tão velha que a Vida é, se ela não se repetir o que ela há de fazer?!
E não é só ela que se repete, nós também. Nos repetimos e repetimos. Mesmo sabendo que haverá a tal da bonança, simplesmente nos abandonamos à mercê do nosso infortúnio para sofrer um pouco. E não se engane, o sofrimento é para todos. Até para os antipáticos felizes de carteirinha.
E no meio do caos - o meu arrumado porque sou uma neurótica que se preza – a gente encontra alguns fios soltos e descobre de onde eles vieram, descobrimos nossas forças – e não por glória pessoal, mas é que ou você suporta tudo ou suporta tudo, porque, como já disse, a Vida não para não – tiramos o que não é bom (isso inclui pessoas, objetos, roupas velhas, papéis amassados), reconstruímos nossos conceitos, damos lugar à novos sentimentos, traçamos novas metas... Isso é lindo, mas nada vem sem um custo. Cada descoberta dessa vale um tapa na cara, uma noite acordado, uma raiva de esmagar o coração, lágrimas para encher um litro e risadas falsas.
Tudo isso dói. Tudo isso para alcançar o pote de ouro no fim do arco-íris, que tem um caminho nada colorido. Tudo isso para saber que assim como você caiu, você vai levantar por mais umas 19864095849850 em toda a sua vida.
E ela vai continuar sendo assim: sagaz como o demônio, vadia, ardilosa, repetida, encantadora, formidável, desistível, irresistível... Nessa ambivalência sempre.
E à nós cabe encenarmos o espetáculo para que ela se deleite sadicamente enquanto sofremos e nos recarregamos para sofrer outra vez. Ela é assim, nunca será diferente, assim como nós, que na enésima geração de sofredores, ainda acreditamos que nosso sofrimento é maior que o do outro.
Então, antes que a madrugada acabe, “vamos viver tudo que há para viver”, porque é o que tem pra hoje."

Boa Quinta para nós.

Beijos.

Enezita Vieira.

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