quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Quando eu tinha 15 anos...

Oi gente, é madrugada e eu tô aqui, boladona, sentada na esquina... Mentira.

Mas enfim, como vocês estão? 

Eu tô com sérios problemas para dormir hoje, então aproveito este tempinho, esta chuvinha e dou pra vocês minhas confabulações. 
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Quando eu tinha 15 anos eu jurava que a vida adulta era o máximo. E, entre outras coisas, acreditava que na idade que tenho agora estaria formada e preparando uma linda festa de casamento, pois aos 15 anos meu mundo era cor-de-rosa e perfeito e meu maior problema era usar óculos e aparelho e o garoto mais bonito da escola não olhar pra mim.

Aos 15 anos eu tinha certezas inquestionáveis e uma inocência que eu admiro. Aos 15 eu achava que sabia de tudo e acreditava em amor pra vida inteira. Aos 15 eu nem imaginava – não realmente – os 22.

Aos 15 o mundo era uma fábrica de realização de desejos. Aos 15 eu projetava sair da casa da minha mãe apenas casada com o único e eterno amor da minha vida e para uma mansão belíssima porque eu seria médica, afinal.

Aos 15 eu era obrigada a ser feliz e mesmo não sendo, eu fingia.

Aos 15, entre outras coisas, eu acreditava. Sempre.

Crescer me arrancou os pedaços bons. Crescer é levar diariamente uma surra da vida, que te mostra que os 15 anos já passaram há tempos e ao contrário, a vida é uma fábrica de desgraças.

A vida adulta é uma droga! E casamento não é a coisa mais importante do mundo. E amor não tem obrigação de ser pra vida inteira, ele pode durar meia hora.

O maior problema hoje é o simples fato de ter que levantar para encarar toda a rotina de merda que temos. E isso é um caminho só. E o menino lindo da escola, você manda a puta que o pariu, essas coisas ao menos ficaram mais simples de resolver.

Hoje, adulta, o projeto de sair de casa é real: para um cubículo qualquer, rachando despesas com os desconhecidos que você julga conhecer. Afinal, a mãe que eu julgava ser super poderosa não pode me sustentar a vida toda então, o peso do “tome conta da sua vida” começa a aparecer.

Hoje eu não sou médica porcaria nenhuma. Bati o pé aos 17 anos para fazer o que eu amo. E o que eu amo, mais me arruína do que me ergue e eu perco o sono tentando descobrir o motivo das minhas escolhas.

E sim, hoje tem as escolhas. As MINHAS escolhas. Ninguém mais pode responder por mim, e nem por você, lide com isso.

Hoje tem banco, tem cartão, tem professor/orientador/supervisor, tem chefe, tem insônia, tem ônibus lotado, tem dor aqui, dor ali... hoje 24 horas são poucas e em alguns dias eu as julgo completamente desnecessárias.

Hoje a felicidade são pedaços. E eu já não me sinto nem um pouco obrigada a ser feliz, como manda o social. A vida, por vezes, é uma merda e eu não me obrigo a sorrir pra ela.

Hoje eu questiono minhas certezas inquestionáveis e descobri que acreditar nem sempre é o mais importante. Foi a dúvida que me fez alcançar algumas certezas.

Hoje eu não molho mais o travesseiro com minhas lágrimas. Eu as engulo em uma roda de amigos, com um pouco de álcool, comida que faz mal, conversa alta e riso solto... E ainda bem que esses momentos existem.

Hoje eu tenho calos, feridas, um cansaço que..., um espelho que aponta o abismo do meu eu... E tenho também mais sensatez para pensar nesse tal de futuro.
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Então gente, é isso.
Quinta tem mais de mim.
Dois beijos. Até.

Enezita Vieira.

Sobre nada, obrigada.

Olá pessoas,
Confesso que estava decidida a não escrever nada hoje. Sim, sim, eu sei que ando muito displicente com meu dever de postar algo toda quarta-feira (hoje é quarta, né?! ando meio perdida no tempo), mas é que .. ''sei lá, sabe?!''. Eu sei que vocês sabem.
Esse ''sei lá'', esse sentimento que todo mundo ja sentiu/ou vai sentir na  vida, e tem gente que sente muitas e muitas vezes. Eu sinto, mas sei lá..deixa isso pra lá.
Acabei de ler o que digitei e percebi que não escrevi nada com nada, mas tanto faz, a verdade é que eu só dormir umas 3 horas hoje e tomei muito café, estou com um fluxo absurdo de palavras na minha cabeça e só queria joga-las pra fora..SAIAM DE MIM AGORA, SUAS PALAVRAS BOBAS! -tenho mania de falar com meu organismo e com o universo como se eles fossem sujeitos. É cada um tem suas bizarrices, certo?!
É tão ruim quando isso acontece, né?! Quando você se percebe cheia de palavras e não consegue exprimir nenhuma delas de forma coerente, parece que seus pensamentos são desconexos e sem sentido, é uma bagunça total. E se você não desistiu de ler esse post ainda, bom, muito obrigada. Mas tenho que avisar que estou escrevendo isso agora e não faço a menor ideia do que esta por vir, pode ser uma reflexão sobre o sentido da vida, ou mais besteiras piores do que as que vocês já leram.
Só estou aqui por que senti uma vontade absurda de escrever, mesmo que não tenha nenhum sentido. Acho que isso acontece com todas as pessoas.
Não o fato de escrever por escrever, se bem que muita gente faz isso, refiro-me a falar só por falar, a segurança que sentimos em alguns relacionamentos (pais e filhos, entre irmãos, namorados, amigos) que nos deixam a vontade pra fazer isso.
As vezes você vai até alguém, só porque quer conversar, apensas soltar todas as palavras que se acumularam no sua mente, mesmo que não faça o menor sentido, e sem nenhuma pretensão de filosofar sobre a vida ou fazer auto descobertas.
Só pra bater aquele papo maroto, falar sobre o clima, qualquer coisa. As vezes você só precisa ter certeza que pode sentar e falar com alguém sem receios de parecer um abestado.
É bom saber que existem pessoas assim nas nossas vidas. É bom saber que tenho esse espaço no blog pra jogar essas palavras, que as vezes rendem bons textos, e as vezes não fazem nenhum sentindo.
Sei que o açúcar, tempero e tudo de há de bom foram os ingredientes escolhidos quando as garotas e eu resolvemos colocar o projeto desse blog adiante, mas o elemento x foi adicionado quando percebemos que temos aqui um 'lugar' pra desabafar sobre tudo ou devanear sobre nada, sem a preocupação de parecer as pessoas mais abestadas do mundo.
E assim nasceu o cafeteria de bobagens, com seus ultra-super poderes, cada garota tem dedicado seu dia na semana combatendo o crime e as forças do mal.

Obs: Quero deixar claro todos que.. EU SOU A FLORZINHO. Falei primeiro, obrigada.
Beijos carinhosos e abraços apertados, nada erótico. Tenham uma semana maravilhosa.
Tayná Pimenta Mendes.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sobre quando o espelho não reflete você.

Um dia, em uma viela qualquer sem poesia, me dei de frente comigo mesma. Sei que era eu pois eu reconheço essa imagem bizarra e acabada refletida em qualquer canto, mas , como num sonho, ou num filme do Almodóvar, não era eu. O corpo, robusto e desengonçado continuava o mesmo, mas os olhos estavam disformes. Parei. Era muito difícil pra mim aceitar a mudança nos meus olhos. Os olhos eram meus, eu os cultivei com amor e incerteza durante toda essa longa vida de um pouquinho mais que duas décadas. Meus olhos mudaram e eu sou o tipo de pessoa pouco tolerável a mudanças. Desde que me entendo por gente. E percebendo a mudança dos olhos, cai na real que o reflexo como um todo também não era mais o mesmo. Havia alguém ali refletido e aquele alguém era eu. Eu sabia disso pelas leis da física. Só tinha eu e aquilo era um espelho. Mas eu não mais reconheci. Ainda gritei, esperneie querendo a minha imagem de volta, querendo meus olhos outra vez, por mais que houvesse sofrimento e confusões na maioria das coisas que eles viam.

A sensação de olhar aquela imagem e não se reconhecer é extremamente pavorosa. É como se você caísse num abismo, tentando desesperadamente se agarrar em algo para amenizar a queda. Você se depara com um ser estranho convivendo dentro de você. É preciso se adaptar. Mas, pior que isso, é preciso esperar a adaptação do outro.

O resultado disso ainda não sei. Só sei que olho no espelho com mais frequência durante o dia, numa tentativa desesperada de me acostumar comigo mesma de novo...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Um parabéns e um texto.

      Hoje é QUIIIINTA! Alô alô graçarradeus! Mas hoje não é só quinta, hoje é 13 de Fevereiro. E há 20 anos, nesta mesma data, nascia Laila, hoje em dia nossa Garota de Segunda, nossa Preta, nossa Lailão.
     Antes de postar meu texto, que deixar aqui todo meu amor por essa garota que nos encantou a primeira vista. Lailão não é o tipo que é difícil de gostar, especialmente quando você descobre que ela ama Harry Potter e todo tipo de literatura que você também é fã. Além de ser um amor de menina, gentil e doce, sem ser otária, claro e óbvio. E cá estou, para desejar-lhe toda a felicidade que couber no Universo para o máximo de dias que forem possíveis e que haja muito de inspiração para que continuemos juntas nesta Cafeteria. Aproveite o dia Lailão.

   Depois de feitas as congratulações, trago meu texto. Espero que gostem.

   "Pensando sobre a arte de viver na madrugada... Sabe, a Vida, essa vadia ai mesmo, ela nos gasta. Cada gota de paciência, cada pedaço da nossa fé, cada fio de esperança... Ela trata de gastar ao ponto de nos sentirmos vazios e impróprios para a caminhada.
E sabe o que é mais louco, é que a Vida é sádica. Ela nos toma e nos devolve também, para que pouco a pouco ela nos gaste outra vez. Note, a vida nunca vai bem o tempo todo. Por isso eu trato de desconfiar dessas pessoas que sorriem o tempo inteiro e que não tem uma unha encravada da qual reclamar.
A Vida, essa senhora de muitos anos, ela é sagaz (como o demônio). Na mesma medida que a odiamos, conseguimos amá-la, pelo simples fato de que há momentos, há pedaços soltos no meio do caminho árido do viver, que ela nos dá, para sabermos que vale a pena viver.
E chove, há trovões – e eu odeio barulho de trovões -, o mar se agita, seu barquinho enche de água, você cai no mar, se debate...  É sempre assim, e em seguida há algo de mais tranquilo para acontecer. Parece clichê, na verdade é, mas tão velha que a Vida é, se ela não se repetir o que ela há de fazer?!
E não é só ela que se repete, nós também. Nos repetimos e repetimos. Mesmo sabendo que haverá a tal da bonança, simplesmente nos abandonamos à mercê do nosso infortúnio para sofrer um pouco. E não se engane, o sofrimento é para todos. Até para os antipáticos felizes de carteirinha.
E no meio do caos - o meu arrumado porque sou uma neurótica que se preza – a gente encontra alguns fios soltos e descobre de onde eles vieram, descobrimos nossas forças – e não por glória pessoal, mas é que ou você suporta tudo ou suporta tudo, porque, como já disse, a Vida não para não – tiramos o que não é bom (isso inclui pessoas, objetos, roupas velhas, papéis amassados), reconstruímos nossos conceitos, damos lugar à novos sentimentos, traçamos novas metas... Isso é lindo, mas nada vem sem um custo. Cada descoberta dessa vale um tapa na cara, uma noite acordado, uma raiva de esmagar o coração, lágrimas para encher um litro e risadas falsas.
Tudo isso dói. Tudo isso para alcançar o pote de ouro no fim do arco-íris, que tem um caminho nada colorido. Tudo isso para saber que assim como você caiu, você vai levantar por mais umas 19864095849850 em toda a sua vida.
E ela vai continuar sendo assim: sagaz como o demônio, vadia, ardilosa, repetida, encantadora, formidável, desistível, irresistível... Nessa ambivalência sempre.
E à nós cabe encenarmos o espetáculo para que ela se deleite sadicamente enquanto sofremos e nos recarregamos para sofrer outra vez. Ela é assim, nunca será diferente, assim como nós, que na enésima geração de sofredores, ainda acreditamos que nosso sofrimento é maior que o do outro.
Então, antes que a madrugada acabe, “vamos viver tudo que há para viver”, porque é o que tem pra hoje."

Boa Quinta para nós.

Beijos.

Enezita Vieira.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Doce quarta


Olá olá olá olá olá
Depois de duas semanas espero que nosso reencontro seja, no mínimo, refrescante. Que esse texto seja, assim como alguns filmes são pra mim, um banho gelado depois de um dia desgastaste.
Divirtam-se, pois a vida deve ser assim. Repleta de momentos verdadeiros, que mesmo findos tornam-se eternos.

Não ver, pra viver.

A melhor escolta que fazemos
É velar os olhos pros outros.
É imaginar que
As pessoas que passam
Não passam.
E sabendo que a vida é derradeira
Temos que fazer
 de cada momento
o mais verdadeiro.
Rir quando se tem vontade
Mesmo que seja em um ônibus lotado
Sem motivo aparente.
Dançar, esquecendo-se do embaraço
Que poderia ser
Alguém perceber seus passos
Nada sincronizados.
Afinal de contas, o exercício é
Esquecer-se dos outros
Que nunca vão entender
As razões que te levam
Mas que estão sempre a julgar os seus caminhos.
Apenas feche os olhos pra essas pessoas.
E aproveite a vida.
Pois a única certeza que temos é
Que ela é finda.


Beijinhos, Tayná Pimenta Mendes.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Cansei

Diagnostiquei: é cansaço. Entender e explicar como foi que cheguei até aqui é que é difícil. Só sei que cansei. Cansei de tudo e de todas as opções que criei, deixei ou desperdicei. As escolhas tomadas e não consideradas. Cansei de querer coisas pra pares de anos e me contentar com algumas horas de felicidade. Cansei tanto que decepcionei e fui decepcionada até criar raiva. Cansei de ter que fazer acontecer. Eu gostaria de um pouco de espaço.
Eu reconheço que preciso de um pouco mais de compaixão e de Deus também. Sem hipocrisia, sem religião. Só a paz que me proporciona e o prazer em servir. Reconheço que preciso voltar ao primeiro amor e a saber amar sem pedir explicações. Amor puro e simples. Sem muito esforço. 
Eu reconheço também a falta que faz as antigas amizades que o tempo, o trabalho, a faculdade e os relacionamentos atrapalham na manutenção. A culpa também é minha de querer confiar em pessoas novas e deixando de lado quem realmente sabe quem eu sou. 
Cansei, amigos. Faltando 3 dias do vigésimo aniversário, cansei. Cansada também de ainda doer em ver os sonhos que antes pareciam ser tão reais sendo transformados em poeira que o vento leva pra um canto totalmente diferente do meu. 
Cansei de ter que dar explicações sobre o meu curso, minhas idas ao cinema, minhas noites avulsas, das tardes trancada no quarto querendo ser uma adolescente rebelde e de ter que crescer também.Saudade das paixões da vida porque tudo que o eu fiz com paixão não me cansou (embora nem todas tenham valido a pena). Em resumo, é uma vontade enorme de querer tudo e nada. Porque tudo o que eu quero cansa e não ter nada cansa também. 
Por favor, vida, traz de volta a simplicidade dos meus dias. E um pouco de espaço. 
E paz.

Laila Marques

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Dia do Visitante.

     Povo lindo, aqui é a Garota de Quinta e eu tô por aqui neste domingo ensolarado para trazer um visitante.

     Repudiando à solidão, chega Bruno Serra, nosso célebre amigo com alma de escritor, dessa forma queremos tomar um café com ele.

Repúdio à solidão

    "São tempos difíceis para quem um dia escolheu viver na solidão. Tenho me dado conta de que preciso dos outros porque sozinho não me suporto. Não me suporto porque sozinho sou capaz de ouvir os pensamentos obscuros e sinceros que me perturbam como uma proposta para o suicídio... Suicídio moral, não o orgânico! Isso porque sozinho sou tão covarde que não consigo tirar minha própria vida sem que eu tenha que ditar meu epitáfio antes, para o meu melhor amigo que não está presente nesse momento. Como não sei o que significo para os outros, não sei o que escrever ali, por isso não morro, ou melhor, não mato o que tem dentro de mim.

   Não querer estar sozinho pode significar tentar encontrar alguma cor na palidez da minha alma, a qual não reflete nem meus piores desejos. Meus desejos precisam ser ditos, sonhados, lembrados, falados... Pra quem? Pra quem suporta, porque sozinho não sou capaz de me suportar quanto mais sustentar aquilo que mais fere, aflige, sufoca, rodeia, cospe na cara...

    Ninguém gosta de pagar o preço da solidão sem antes experimentar a dor de ser esquecido, ser deixado pra trás, de não ter sido tolerado, aguentado, contagiado, lembrado, amado... Ah! O amor! O grande inimigo da solidão. Se bem que amar sozinho é possível, isso é fato, mas sustentar um amor na solidão é muito, muito mais sofrível do que a insônia repentina após um pesadelo desnecessário. Se a solidão fosse um personagem de romance seria a antagonista que procura desesperadamente ferrar com a minha probabilidade de encontrar o ‘viveram felizes para sempre’.

   O interessante é que quando estou sozinho, não adiantam músicas, poemas, leituras, escrever histórias, lembrar causos, sorrir das mancadas do dia anterior... Minutos depois me pego enquadrando a minha imagem numa teoria do caos. Aproveito pra rever todos os meus contatos, com quais eu posso realmente contar e ligar a fim de receber um fio de esperança de suplantar essa falta... Falta? Que falta? Na solidão, o que não faltam são motivos para justificar a minha incapacidade de me movimentar, daí me apego em teorias pra me convencer de que isso é constitutivo, necessário, tão profundo que mal seria capaz de entender.

    Não me envergonho de dizer que sou um solitário nato. Por mais coisas que eu tenha pra fazer, por mais pessoas que eu conheça, chego à conclusão de que a solidão é um sintoma, no qual eu me agarro para não ter a hombridade de escrever minha história no mundo e de me inscrever nela. O meu mundo tem sido um quarto, uma tela, um quadro, um livro, um filme, uma música, um curto espaço de tempo... Ainda bem que existem reticências, para significar que existem coisas que não consigo escrever porque sequer passam pela minha cabeça, inclusive o motivo de me sentir tão só...

    O pior de repudiar a solidão, é que essa dita cuja não deixa de se manifestar nem nesse momento em que eu estou odiando-a, humilhando-a, consumindo-a, tentando destruí-la... Ela faz questão de mostrar que está no controle desse fluxo de pensamentos obscuros. E não adianta gritar, espernear, revirar mesas, sufocar, esquecer, a solidão sempre vai existir em algum momento porque ela me faz querer ser escritor, louco, poeta, livre, cronista, presunçoso, melancólico... E atire o primeiro lenço de papel, o primeiro livro manchado de lágrimas, o primeiro travesseiro quem nunca se sentiu assim... "

    Pessoalmente, eu amei. Espero que tenham gostado também.

     Bom resto de domingo, uma ótima semana pá nois.

        Beijo sociedade.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"Se a gente para e se parárárá... "

"Lá estava eu, em meio a multidão, gritando, marchando, protestando pelo meu direito de ficar na minha. De ficar quieta, no meu canto, sem falar, sem me mover. Parada apenas. Deitada em um sofá, visivelmente na minha zona de conforto. Afinal, é um direito inalienável querer manter-se na ignorância. É um refúgio confortável, bondoso. Aceitar a lerdeza dos dias e dos pensamentos, andar somente quando for realmente preciso, se for realmente preciso. Os infortúnios da vida monótona são presentes , na verdade. Aceitar os apelos do destino que necessita de movimentos e executá-los de forma calma e vagarosa, tal qual a tartaruga que vence a lebre só andando bem devagarinho (muito embora eu desconfie que a moral da história não seja realmente essa). Direitos meus. Eu luto por eles. Quero vencer na vida, mas quero que seja devagarinho, sem muito esforço, sem pensar demais. Quero vencer a lebre. 


Me diz: É pedir demais?? É?

Custava alguma coisa a vida ser só um pouquinho mais fácil, com mais gelatinas e jujubas? Custava a vida parecer com um clipe da Kate Perry, com pessoas nuas, pulando em piscinas e vencendo seus traumas, medos e inseguranças antes do quarto minuto da música? Custava ser só um pouco mais parecida com filmes de comédia romântica, só que sem acabar bem no "felizes pra sempre", sendo "felizes pra sempre" pra sempre mesmo, até a morte? Custava, vida? Custava?

Ao que tudo indica, custa sim. E caro. Custa mais caro que querer ganhar a vida lutando, ou trapaceando. Ficar parada vendo a vida passar, sentindo o peso dos próprios comportamentos e atitudes nos pés, tal qual uma âncora jogada ao mar, torna-se muito, mais muito mais caro que qualquer caos de um Titanic afundando. Movimento é vida. Ser/ficar parado só irrita mais a vida, que te destrói em pedaços numa questão de segundos, basta você vacilar e esquecer de ligar o alerta.

É caros, a vida é a nossa maior analista. E sendo uma analista, como diz a garota da terça, ela é sagaz como o demônio...

Mariana Pedrosa

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Um Dia de Nada.

Hello my guys!
Desculpem não ter aparecido na Quinta passada, eu tava sem PC. (Todas choram)
Mas cá estou, com minha narrativa sobre os dias de nada que muitos ao meu redor tem vivido. São pedaços de relatos ao meu redor e um desses pedaços é meu, claro e óbvio!
Então, antes que acabe mais este dia...

"Ia compassada a noite adentro.  Ela e todas as suas angústias, sentou-se na janela e pôs-se a olhar para cima como quem de lá espera uma resposta.
Tentava juntar os cacos da sua vida quebrada. “Onde eu arranjei tantos cacos?!” ela se perguntava curiosa.
Há dias que vinha arrastando manhã após manhã como correntes, sofrível como Atlas em seu castigo. Não sentia a mínima vontade de levantar da cama pela manhã e nada que acontecia ao seu redor parecia bom o suficiente para se alegrar.
Ainda sofria com a ditatura da felicidade que impera que você tem que ser feliz. Não importa quantas feridas e angústias você tenha, você não pode reclamar. Ela se via obrigada, então, a levantar e encarar a vida como se estivesse tudo bem. E nada estava bem, a vida insistentemente tripudiava em sua cara.
Tinha momentos de uma felicidade amena, depois culpa por ter bebido demais e ter dito ou feito besteiras. Depois dor de cabeça, sede incontrolável, mal estar. Sono. Cansaço. Remendos. Felicidade amena. Era um ciclo que lhe trazia um mínimo de segurança. Falha, errada e torpe, mas era o máximo que conseguia.
Se via obrigada a caminhar. Caminhar sempre. Mesmo porque a vida não lhe oferecia a opção “volte um casa e desfaça a cagada que você fez” nem “avance uma casa e descubra o futuro brilhante que te aguarda”. Dessa forma, ela só podia se submeter ao Jogo como uma peça insignificante e sem vontade.
O vazio dentro de si era tão grande que às vezes tinha a sensação de que lhe engoliria. Isso pra não falar do medo que volta e meia lhe abraçava e lhe deixava com mãos suadas e um coração a ponto de explodir.
As noites insones já eram incontáveis. 1, 2, 3... até que perdeu a conta e pôs-se a tomar remédios que lhe provocassem sonolência. Tinha medo de dormir e sonhar, porque se não bastasse a vida de merda, os sonhos eram igualmente de merda. Ainda assim, dormir era seu conforto, sua melhor opção ao fim de um dia de nada.
Não queria ter o trabalho de conhecer gente nova. Os seus velhos lhe bastavam, e como bastavam, não conseguia nem imaginar-se encarando aqueles dias sombrios sem os fios e luz que seus amados lhe traziam um dia aqui outro ali.
E se fechava. Sua muralha ia alta, cada vez maior. E ela já nem se importava com isso. Contando que sorrisse, os outros também não iriam se importar.
E caminhava.
Se perguntava para onde tinha ido seu frescor juvenil. Não dizem que jovens tem um brilho e vivacidade natural?! Ela não sabia onde tinham enfiado a juventude dela, mas ela pedia encarecidamente que alguém a devolvesse. Precisava se empolgar novamente com coisas simples e como era difícil!
Aquela noite era fria e solitária, como todas as outras em que ela se via rodeada de pessoas. Mastigava a solidão dia a dia, sabendo que naquela estrada ela devia passar só.
O céu estava sem nenhuma estrela e a lua estava embaçada. Até o céu estava zombando da cara dela. E ela fechou as janelas, agradeceu por mais um dia de nada ter acabado, mais um comprimido e dormiu."

Depois desta leitura, convido você minha amiga, meu amigo, que tem vivido esses dias de nada à um brinde. Ergam suas taças e bebamos sem nada à celebrar. o/

Mais uma coisa, texto dedicado à elas, que me amam, me suportam ~ de suporte mesmo ~ , que me ouvem, que me escrevem, que navegam ao meu lado, que me fazem rir, me fazem chorar, que não me obrigam a ser feliz... Elas que são eu também: Mariana e Liana! 

Então, bom resto de Quinta, bom fim de semana. E que não seja de nada.

Beijos e até a próxima.

Enezita Vieira.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Quero?

Dentre as tantas coisas que eu quero, quero principalmente paz pro coração, alegria pra viver e mais momentos pra compartilhar com amigos como a Myrella que fez ele lindo texto pra vocês:

"Quero
Quero saber
Quero saber: parar
Quero perder
Quero perder: todo medo
Quero ganhar
Quero ganhar: alegria nos dias tristes
Quero voar
Quero voar: pra longe de tudo
Quero chegar
Quero chegar: mais perto dos meus objetivos
Quero correr
Quero correr: atras do que me faz feliz
Quero fugir
Quero fugir: da vontade de fugir
Quero sonhar
Quero sonhar: e não ter hora para acordar
Quero concretizar
Quero concretizar: os meus sonhos
Quero ir
Quero ir: além
Quero ter
Quero ter: mais pessoas que me querem bem
Quero andar
Quero andar: e ter a certeza de que vou chegar
Quero mergulhar
Quero mergulhar: nas adversidades
Quero conversar
Quero conversar: e resolver adversidades
Quero aproximação
Quero aproximação: com a alegria
Quero saber
Quero saber: quem é mais sentimental que eu?
Quero apontar
Quero apontar: pra fé e remar
Querer e não fazer é o mesmo que escutar mas não ouvir, olhar e não ver.
A teoria é sempre mais fácil.
É necessário sair do mundo teorico, é necessário adentrar o mundo das atitudes.
Atitudes mudam vidas, de uma forma positiva ou não.
Queiramos, não vamos deixar de querer.
Entretanto, agir. Essa é a palavra chave: agir."

Boa semana, um beijo no coração de vocês. Laila.