sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Temos nosso próprio tempo

O tempo é algo que sempre me intrigou, a forma relativa com que ele se comporta diante de determinados fenômenos da vida. Em momentos de grande prazer numa tarde ensolarada na praia, por exemplo, ele acelera suas partículas a ponto de parecer um orgasmo: extremamente bom, mas com apenas alguns poucos segundos de duração. Em outros, parece mais com aquela conversa de tia velha sobre namorados que você não tem, em uma festa de natal com aquele parente distante, bêbado, tentando beijar a esposa do seu padrinho, crendo que é seu pai.
Daí hoje, numas dessas tardes em que o tempo não passa, tudo o que passou referia-se a ele. Ao sr tempo.
Porque ele passa?? Porque às vezes ele insiste em não passar? E porque raios ele simplesmente não para por umas semanas no feriado, na praia com os amigos??
Porque não podemos voltar naquele momento chave pra mudar o nosso futuro? Pra reorganizar nossa vida a cada momento imperfeito??
De tantos questionamentos, eu simplesmente parei. Parei e dei uma risadinha, daquelas de quando a gente cai na real.
O tempo é, de fato, relativo. E não há forma de mudá-lo. Todo homem que voltou , sempre ferrou com o futuro, sempre se tornou algo muito pior do que ele é no pretérito do presente imperfeito. Taí o filmes de comédia romântica pra provar. Taí aquele filme com o capitão Nascimento pra provar. taí os coleguinhas fumadores de maconha para provar que a viagem no tempo é bad trip.
O que me resta fazer, então? Aproveitar cada minuto do dia como se este fosse o último. Clichê?? Chlichezão. Mas a verdade é que é bem por aí mesmo. Não tem como voltar, não tem como refazer. Segundas chances acontecem, mas em tempos diferentes e pela Graça de Deus.
Então é aproveitar. E esperar quando o tempo insistir em não passar. E rir quando ele passaar rápido demais. E viver. É... viver.

Ah, e feliz 2014!!
Mariana Pedrosa

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