segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Happy new 20 de janeiro

Olha, primeiramente, perdão. Tô falhando com minhas amigas em publicar algo toda semana, mas eu voltei! (E agora é pra ficar). Eu ainda estou naquela vibe de feliz ano novo e eu tô cheia de planos. Entenda o porquê:


Eu odiava as segundas. Eu não gostava mesmo de ter que acordar e encarar o ensino médio. Não que ele fosse ruim, eu tinha 2 melhores amigos loucos e uma vontade enorme de "ser alguém na vida" que me motivaram a estudar o suficiente pra não ficar de prova final, mas era um saco ter que colocar aquela farda verde e fazer aquele trajeto de 35 minutos (sem engarrafamento) pra escola. 
Quando eu tinha 16 anos, tudo o que eu tinha de importante era: uma agenda com todos os meus sentimentos escritos, um celular pós pago que meu pai pagava, uma playlist pra cada situação do dia, um caso de amor não resolvido e um simulado pro próximo final de semana. Eu não tinha sonhos e nem perspectiva de vida. Minhas opções de curso na faculdade ainda eram motivos de insônia e, eu me sentia na obrigação de ter que dar satisfação aos outros dizendo que queria prestar vestibular pra alguma coisa (que, de preferência, desse muito dinheiro). 
Naquele ano, eu aprendi a valorizar as poucas coisas que tinha. Foi em uma segunda-feira que veio minha primeira conta absurda de telefone que, claro, rendeu no cancelamento do plano e eu chorei muito porque na época eu adorava passar horas ao telefone (já me libertei disso). Foi em uma segunda-feira que eu tive o maior desentendimento da vida (não cabe ser contado aqui) e rendeu uns 2 meses de negação de quem eu era ou quem poderia ser na vida (Abrindo um grande parênteses aqui, olha, não é fácil conversar pra ouvir e ser ouvido, as pessoas só sabem gritar- isso é ruim). Depois, recebi a notícia que mais me abalou, a morte do meu avô. Eu não tinha paz, não tinha noção do que fazer da vida, não tinha mais nem celular e agora teria que viver sem o meu velho que sempre contava boas histórias pra mim. Eu não conseguia falar sobre o que perder alguém significava pra mim e o quanto eu me sentia mal por essa situação. A vida não só levou tudo o que eu tinha como também levou minha capacidade de comunicação. Eu era uma estranha em casa, na escola, em todo lugar. Uma estranha em um mundo que não conhecia e não pretendia conhecer. Muita besteira passava pela minha cabeça que até cheguei a tomar vários remédios de uma vez só pra ver o que acontecia: rendeu em uma dor de cabeça horrível.
Aquele foi de longe um péssimo ano. E mesmo assim aprendi muitas coisas que ainda servem em 2014.
Ano passado eu não fiz uma lista de coisas a fazer, não fiz planejamento, não fiz nada e o ano foi mesmo uma bagunça. Esse eu fiz diferente. Hoje eu continuo não sabendo de quase nada da vida, mas sei que começar uma dieta na segunda só vai dar certo se eu estiver realmente determinada. Sei também que segunda-feria não traz azar nenhum. As coisas acontecem mesmo na nossa vida. Carros batem, a gente se lasca em provas, acidentes acontecem o tempo todo e meus amigos, meus animais de estimação e principalmente as pessoas que eu amo não vão durar pra sempre (ou talvez eu não dure pra eles). Hoje eu tenho outra conta de celular (risos) e, agora que dói no meu bolso, eu sei controlar o dinheiro. Sei também que as pessoas que a gente mais ama são as mais propícias a nos decepcionar.  Mas, nós só temos que perdoar mesmo; até porque vivemos decepcionando os outros também, muitas vezes sem perceber. 
No mais, hoje, uma segunda-feira me traz esperança de fazer tudo dar certo e sempre dar o melhor de mim. "Deixando as coisas que para trás ficam e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo" (Filipenses 3:13b-14a)

Feliz novos sonhos, novos motivos pra sorrir, novas realizações e novas segundas de trabalho e suor. 
Laila Marques

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