sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Pensamentos soltos

"De repente, apareceu, diante de seus olhos vorazes, duas estrelas. Bem, não eram estrelas de fato. Eram olhos. Brilhantes e surreais como nunca um par de olhos antes havia sido. Brilharam em direção aos dela. Aos olhos. Cegou-a. E depois disso, ela precisou de um bastão cego para conseguir caminhar."

"Todas as vezes que ele saia de mansinho, era como se eu tivesse a certeza de que nunca mais voltaria. E todas as vezes ele, de fato, nunca mais voltava. O intervalo de tempo era sempre uma eternidade e eu, simplesmente, não conseguia aproveitar a alegria de sua chegada pois já sofria pela partida, mesmo que o visse novamente duas horas depois. Comecei imaginar que talvez isso não fosse amor, fosse cilada." 

"- Não tenho nada pra falar hoje. - Não tem nada pra falar? Como é isso? - Ah, não tenho o que falar. - Mas você sabe que aqui você pode falar qualquer coisa, né? - Né. - Né, o quê? - Né, sendo resposta ao seu "né?" entende? - Entende? - É, entende o que eu quis dizer. Com a história do "né?". - Se eu entendo o que você quis dizer? - Isso. - Mas não foi você mesma que chegou dizendo aqui que não tinha nada pra dizer? Como você espera que eu entenda? - Vaca."

"Quase cinco da manhã e eu ainda estou acordada. Tento, em vão, escrever algumas poucas palavras acadêmicas e caio novamente num ciclo sem fim. Décima xícara de café. Ouvi a mesma música a madrugada inteira. Eu tava bem, mas sinto que o mundo pesa cada vez mais nas minhas costas e eu nem pedi pra isso. O mundo bagunçado e cheio de nós, de nós."


"Eu que sempre odiei a perfeição, já não me lembro ao certo o por quê. Não sei se odeio ou se a rejeito por ser incapaz de atingir esses ideais. Meu cabelo comprido e bagunçado agora está parecendo um cabelo hollywoodiano, milimetricamente arrumado. Reto. Perfeito. E eu odeio isso, mas não consigo me desprender das amarras."


"Eu sei, eu sei. Eu já devia estar dormindo uma hora dessas. Eu já devia estar enrolada em meu lençol, já ter feito minha oração diária por paz, saúde e felicidade. Eu sei que amanhã acordo cedo, sei que trabalho e preciso estar bem e disposta. Eu sei de tudo isso e de muitas coisas mais.O problema é que me perco nesse mundo que eu não consigo entrar... fico e fora somente admirando. Me perdi em belas canções, em belas vozes. Estou perdida até agora. Música que me leva a lugares que nunca estive. A sentir a dor daquele corte que nunca tive..."

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Coisas da Vida

Ah, olá de volta. Sei que se passou muito tempo e eu deveria estar arrependida e jurando nunca repetir meu desaparecimento. Seria muito estranho se eu garantisse que não estou? Sim, seria. Mas garanto. Não estou. E não me sinto assim simplesmente pelo fato de que existe uma - ou muitas - explicação - ou no plural - pra tudo isso. Mas não se preocupem, não gastarei seu tempo vomitando impropérios. Mas, sabe como é, são coisas da vida...

Houve um tempo, num passado muito distante, em que as coisas faziam sentido. Realmente faziam, quero dizer, eu tinha a impressão de que todas as coisas eram muito, muito boas. Que todas as coisas dariam certo e nunca faltava vontade de correr um risco ou outro. Talvez fosse por conta da pouca idade, talvez fosse por conta da enorme possibilidade que todas as coisas representavam, mas, fosse pelo que fosse, o fato inegável é que a vida parecia muito melhor.

Mas acontece uma coisa muito estranha com você à medida que se vai permitindo que a vida aconteça. O que acontece? A vida. A vida acontece. 

Embora eu não seja exatamente pessimista, nem deprimida, nem velha, nem suicida, acho que entendi que enxergar as coisas ao redor do mundo como se fossem um quebra-cabeças bem encaixado e perfeito não ajuda em muita coisa. Na verdade, maturidade talvez seja sinônimo de entender que as coisas não irão acontecer do modo que você planejou e ainda assim conseguir se levantar da cama. Se é nisso que você está pensando, não, se o conceito for esse não posso ser definida como a mais madura das pessoas. Mas perceber já é um passo. Não é?

Não entendo, realmente, o tipo de gente que proclama por aí que a vida é maravilhosa. A vida é uma cadela, e é bom que saibamos disso a tempo de construir nossos planos B. A única coisa maravilhosa em tudo isso é a capacidade que desenvolvemos de nos recompor. Mas a vida, juro, ela nem liga pra você.

A vida continua. 

A vida sempre continua, o que é um completo absurdo, na minha opinião. A vida deveria ter a dignidade de parar um pouquinho, nos olhar nos olhos e pedir sinceras desculpas. A vida deveria sentir muito, deveria prometer que tentaria mudar, mesmo que fosse uma mentira deslavada. Ela deveria ter, ao menos, a dignidade de nos oferecer sorrisos tortos e tapinhas nos ombros.

Mas a vida não faz isso. A vida não se deixa intimidar pela nossa falta de sorte, nossa dor de coluna e nossa falta de vontade de fazer qualquer coisa além de mudar o canal da TV. A vida continua, apesar de tudo. Ela sempre segue. 

A vida é uma vadia. 

Nunca me ligou no dia seguinte.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sobre tempos de outrora

E a vida era assim. Há pouco tempo, na verdade. Meados de janeiro e a sensação deliciosamente ansiosa batia às beiradas do estômago. Era dia de voltar às aulas. Mochila arrumada, roupas separadas, despertador programado para me acordar num tempo exato para que a ansiedade não corroesse todas as minhas unhas.
Era dia de alegria. Dia de reencontrar amigos e professores amigos.  Era dia de frio na barriga e de dizer "poxa, queria estar em casa dormindo", com um sorriso no canto dos lábios indicando que era uma clara mentira, pois eu estava mais que feliz por voltar pr'aquele lugar.
Lembro com carinho de adorar o cheiro de livro novo. De rir das piadocas do diretor da escola que nem ele mesmo sabia que estava fazendo. Da aula inaugural onde nos eram apresentados a equipe pedagógica e professores.  Da vibração, como se estivéssemos no Maracanã lotado, quando o nome dos nossos mestres favoritos eram chamados no microfone pela diretora.
Me julguem, eu voltava feliz mesmo! Me julguem, eu sentia frio na barriga!
Me julguem, mas eu amei aquele lugar. Amei construir uma parte bonita da minha história e do meu caráter ali. Sem demagogias.
Foram tempos bons. Foram tempos em que a vida era realmente simples, e eu sabia disso. Minhas amigas sabiam disso. E éramos muito felizes.
Existia uma inocência, uma pureza nos sentimentos, que a malícia (ou eu poderia dizer que é só a própria realidade mesmo) da vida me faz não mais lembrar do por quê daquelas meninas correrem no recreio pra se encontrar num canto da escola e rir loucamente sobre uma calça rasgada, ou do por quê  daquelas meninas falarem "desculpa, tá?!?" quando tinha um mínimo de atenção de um dos seus preferidos.
Cara, como a vida era simples. E de tudo o que tenho saudade, é essa simplicidade que mais me faz falta. Pra quê tantas teorias sobre felicidade, amor e saudades? Pra quê dificultar os relacionamentos? Por que não é mais tão gostoso se apaixonar platonicamente e escrever cartinhas que nunca serão entregues, ou decorar horários só pra sentir o coração bater mais forte? Por que não é mais aceitável fazer uma roda e cantar "atirei o pau no gato" em frente ao supermercado na despedida de uma professora querida?
Sinto falta da inocência. De olhar meus mestres como heróis. Eles foram meus mais queridos heróis.
A garota de quinta elucubrou sobre saudade. Eu sinto saudade delas. Daquela época. Éramos 9. Éramos felizes andando de ônibus e falando com estranhos no Centro Histórico de São Luís. Éramos felizes tomando sorvete e assistindo filme deitadas no chão da sala de casa. Éramos extremamente felizes colocando os pés em um balde de água fria pra estudar madrugada adentro.
Hoje somos felizes. Felicidade diferente, tenho que admitir, nem melhor, nem pior. Moldadas pelo mundo, pela idade. Somos felizes casadas, juntadas, formadas. Felicidade com mãos, olhos, coração batendo e choro. A única diferença é que, em tempos de outrora, felicidade era, de fato, só questão de ser...

Mais uma teoria sobre a Saudade.

Olá pimpolhos, que são caras bem legais... 
Desculpem começar assim, mas foi a música que me veio a cabeça. Desculpem, desculpem. hehehehheh
Vocês estão bem? Eu estou marromenos, minha cabeça está doendo desde ontem, mas já tomei remédios, então, não se preocupem que já passa.
Então, tendo sido, eu, ontem, inundada de saudade de outros tempos, tempos estes que não voltam, resolvi falar dela, a mardita, a Saudade. 
Confabulei ainda pouco e despejei alguns pontos da minha enorme teoria sobre a Saudade, um dia escrevo um compêndio, mas por hoje, é só isso ai. 

"A saudade é uma coisa estranha. Ela chega sorrateira, meio que sem querer e aperta nosso coração até que as lembranças embacem nossa visão e a gente se embebede de doses cavalares de nostalgia.
A saudade nunca é só de alguém, nunca é só de algo. É dos dois e de mais alguma coisa da qual não sei dizer, da qual ninguém sabe. Nunca é só do que foi, é bizarramente do que poderia ter sido, do que queríamos que fosse e ainda de uma projeção futura que a gente não tem como saber se será.
Saudade. Ela tem o poder de nos transportar no tempo e – quase – no espaço. Nos leva à infância simples, sentada embaixo do pé de muricí imaginando como seria o fim do mundo no ano 2000. Nos traz aqueles dias, nem tão distantes assim, do que parece outra vida, outro tempo, onde a gente voltava pra casa tarde sem medo de termos nosso ônibus invadido por meliantes armados de uma história e motivos que desconhecemos.
Nunca se conseguirá explicar o que é Saudade, nem como ela se forma, quais os sintomas e como faz pra melhorar. Não por falta de capacidade dos intelectuais, nem dos pseudo-intelectuais – grupo do qual faço parte e muito me orgulho disso, dada a enorme quantidade de teorias elaboradas para explicar coisas sem sentido ou com muito sentido – mas é pela “complexidade humanística” do sentimento (?).
E sabemos que humanos são difíceis. Imagina os sentimentos dos humanos?!

Hoje é Quinta e eu só sinto saudade. Do que ao certo, eu nem sei. Mas queria voltar pro quintal do sítio enorme, com meu irmão e primos, brincando de rouba-bandeira, chuta-lata, queimado... E ser criança, despreocupada, leve, inocente, feliz e em paz. Apenas em paz."

E ai meu povo, concordam? Discordam? Me falem, me falem, vamos trocar figurinhas e conceitos?!

Boa Quinta pra nós.
Abraços!

Enezita Vieira.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Atirei o pau no gato-to-to..e o pássaro?

Olá pessoas,
Não é bem do meu estilo apenas jogar aqui aquilo o que realmente vim mostrar, vocês sabem como eu gosto de jogar "conversa fiada" antes. Pois bem.
Sexta-feira passada acordei e tinha uma mensagem de uma amiga (amiga está que sempre me faz refletir sobre muitas coisas) no meu celular. Ela havia me enviado a foto de um poema que achou a minha cara, e confesso que é sim. Já fiz várias auto-análises baseada nesse poema, e nossa..que pessoinha sou eu. Aí aí.
Então essa tarde, estava ca pensando com meus botões, deitada na rede, ouvindo uma musiquinha, e o pássaro azul em meu peito escreveu isso aqui:


Rodopios

Entra na roda
E faz parte da dança.
Contra-passo
É passo,
Mesmo que
Mal executado.
Acalme-se
Agora que começou
O embalo.
Não tenha medo,
Menina, não tenha.
Só faça parte da roda
Que a vida
Se encarrega
De ensinar.
Não tenha medo,
Menina, não tenha.
E quanto ao par
Logo irá encontrar.
Nesses sinuosos
Giros da roda
Ciranda o amor.
Não tenha medo,
Menina, não tenha.
Na roda-viva
Da vida
Todos vão formar um par.
Não tenha medo, menina.
Não tenha.

" -Foi só ouvir essa música que meu coração acelerou. Não sei por que.
  - É o pássaro azul querendo voar."

Beijos e abraços.
Tayná Pimenta Mendes.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Happy new 20 de janeiro

Olha, primeiramente, perdão. Tô falhando com minhas amigas em publicar algo toda semana, mas eu voltei! (E agora é pra ficar). Eu ainda estou naquela vibe de feliz ano novo e eu tô cheia de planos. Entenda o porquê:


Eu odiava as segundas. Eu não gostava mesmo de ter que acordar e encarar o ensino médio. Não que ele fosse ruim, eu tinha 2 melhores amigos loucos e uma vontade enorme de "ser alguém na vida" que me motivaram a estudar o suficiente pra não ficar de prova final, mas era um saco ter que colocar aquela farda verde e fazer aquele trajeto de 35 minutos (sem engarrafamento) pra escola. 
Quando eu tinha 16 anos, tudo o que eu tinha de importante era: uma agenda com todos os meus sentimentos escritos, um celular pós pago que meu pai pagava, uma playlist pra cada situação do dia, um caso de amor não resolvido e um simulado pro próximo final de semana. Eu não tinha sonhos e nem perspectiva de vida. Minhas opções de curso na faculdade ainda eram motivos de insônia e, eu me sentia na obrigação de ter que dar satisfação aos outros dizendo que queria prestar vestibular pra alguma coisa (que, de preferência, desse muito dinheiro). 
Naquele ano, eu aprendi a valorizar as poucas coisas que tinha. Foi em uma segunda-feira que veio minha primeira conta absurda de telefone que, claro, rendeu no cancelamento do plano e eu chorei muito porque na época eu adorava passar horas ao telefone (já me libertei disso). Foi em uma segunda-feira que eu tive o maior desentendimento da vida (não cabe ser contado aqui) e rendeu uns 2 meses de negação de quem eu era ou quem poderia ser na vida (Abrindo um grande parênteses aqui, olha, não é fácil conversar pra ouvir e ser ouvido, as pessoas só sabem gritar- isso é ruim). Depois, recebi a notícia que mais me abalou, a morte do meu avô. Eu não tinha paz, não tinha noção do que fazer da vida, não tinha mais nem celular e agora teria que viver sem o meu velho que sempre contava boas histórias pra mim. Eu não conseguia falar sobre o que perder alguém significava pra mim e o quanto eu me sentia mal por essa situação. A vida não só levou tudo o que eu tinha como também levou minha capacidade de comunicação. Eu era uma estranha em casa, na escola, em todo lugar. Uma estranha em um mundo que não conhecia e não pretendia conhecer. Muita besteira passava pela minha cabeça que até cheguei a tomar vários remédios de uma vez só pra ver o que acontecia: rendeu em uma dor de cabeça horrível.
Aquele foi de longe um péssimo ano. E mesmo assim aprendi muitas coisas que ainda servem em 2014.
Ano passado eu não fiz uma lista de coisas a fazer, não fiz planejamento, não fiz nada e o ano foi mesmo uma bagunça. Esse eu fiz diferente. Hoje eu continuo não sabendo de quase nada da vida, mas sei que começar uma dieta na segunda só vai dar certo se eu estiver realmente determinada. Sei também que segunda-feria não traz azar nenhum. As coisas acontecem mesmo na nossa vida. Carros batem, a gente se lasca em provas, acidentes acontecem o tempo todo e meus amigos, meus animais de estimação e principalmente as pessoas que eu amo não vão durar pra sempre (ou talvez eu não dure pra eles). Hoje eu tenho outra conta de celular (risos) e, agora que dói no meu bolso, eu sei controlar o dinheiro. Sei também que as pessoas que a gente mais ama são as mais propícias a nos decepcionar.  Mas, nós só temos que perdoar mesmo; até porque vivemos decepcionando os outros também, muitas vezes sem perceber. 
No mais, hoje, uma segunda-feira me traz esperança de fazer tudo dar certo e sempre dar o melhor de mim. "Deixando as coisas que para trás ficam e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo" (Filipenses 3:13b-14a)

Feliz novos sonhos, novos motivos pra sorrir, novas realizações e novas segundas de trabalho e suor. 
Laila Marques

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Quando você não conhece a palma da sua mão.

Olá meus amadinhos!

Primeiro, me desculpem o sumiço da semana passada, andei perdida - como vos falarei em texto.
Espero que as coisas estejam indo bem pra vocês neste inicio de ano!! 

Então, vamos ao texto. =)


"Andei sumida. Não lembro quando foi que me perdi, mas realmente sumi.
Peço desculpas se preocupei alguém, não foi minha intenção perder-me dentro de mim, eu jurava que conhecia os caminhos como a palma da minha mão, mas a palma da minha mão tem caminhos desconhecidos.
Andei a esmo, sendo arrastada pela multidão de dias que se seguiam me torturando pelo simples fato de serem dias novos. Dias novos requerem disposição e a minha se perdeu no meu da minha busca pelo “sei lá o que.”
Não sei quantos de vocês já se sentiram assim, caminhando porque tem que caminhar. Caminhando porque é o que você pode fazer. Não sei como você lidou com isso, mas eu... Ah eu me desesperei e me perdi.
Foram dias onde a lembrança doía, a saudade doía, o amor doía, o tédio doía e ainda posso conjugar esse verbo repetido no presente junto ao “dói” que acompanha minha coluna. Chorei uma única vez e não consegui mais, e eu queria prantear, eu queria ao menos essa glória, a de chorar, mas não consegui.
Esses dias foram acompanhados de filmes, séries, canções, acordes, desenhos, sono, insônia, cansaço, pipoca, brigadeiro, desespero... Tudo isso – sim, tudo – me arrastava de um lado a outro. As ondas do meu mar particular não se pouparam de me sacudir, mesmo eu estando um caco e com a bússola quebrada.
Eu lembrei de coisas antigas e desejei ter 16 anos, desejei que fosse junho, setembro, desejei esquecer dezembro e que fosse agosto de novo. Desejei desfazer as merdas feitas e irremediáveis, desejei algumas doses de álcool e um abraço emprestado. Desejei ter 30 anos, psicanalista, loira, rica e poderosa. Desejei dormir e não acordar até que fosse 2001.
Nesses dias eu senti medo, foi nos dada a imagem de uma garotinha inocente queimada por monstros deploráveis, junto à isso, veio também todo o ódio que sinto desse sistema corrupto no qual o meu Estado – e não só ele - se encontra. Veio a insegurança, a impotência, o desespero e a obrigação de continuar caminhando.
E tudo isso só fazia crescer a minha vontade de deitar na minha cama e fingir que só ali existia vida.
Se hoje eu estou bem?! Não, eu não estou. Mas estou melhor que ontem.
A tempestade se acalmou, meu mar particular também. Quase vislumbro os dias bons chegando.
Sobre os dias complicados, só nos resta acolhê-los como amigos e lidar com eles da maneira que podemos. Não dá para adiantar nada, nem para dormir pra sempre, nem para deletar o que foi ou viver o que poderia ter sido... Então, a gente cria coragem, levanta, toma um bom café e leva a vida."

Então, foi isso gente.
Espero que tenham gostado e por favor não me abandonem aqui, tão só, tão frio, tão inseguro... #Momento #Chantagem hahahaha

Beijos meus bens. Boa Quinta! ;)

Enezita Vieira.



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Nosso refrão ta aí

Olá leitores,
Peço desculpas pelas duas semanas que passei sem publicar nada aqui. Acho que dei a vocês um descanso de mim, e confesso que estou com muitos pensamentos acumulados.
Oh céus! Como pode um ser humano (?) pensar tanto.
Nem sei exatamente sobre o que vou lhes escrever. Se vai ser algo melancólico, enérgico e cheio de fantasia, ou mais uma das minhas bobagens casuais..nem sei.
A verdade é que lhes escrevo as cegas, como se deixasse fluir as palavras sem filtro (acho que vai sair mais uma bobagem), como quem tenta só aliviar a fadiga mental, sabe?
" Tu ta mais sensível ultimamente"
Aí menina, por que tu disse essas palavras?
Elas ecoaram na minha cabeça -não sei como, já que está cheia de pensamentos- enquanto fazia aqueles ridículos exercícios aeróbicos.
Sensível..
Sensível..
Por que, Tayná? Por que?
Não sei. Não sei nem até que ponto isso é bom, até que ponto vale a pena olhar o mundo com tanta sensibilidade.
A gente acaba se envolvendo demais com tudo, com a dor e a alegria.
Com tudo.
A gente acaba se apaixonando por uma declaração que uma pessoa fez a outra pessoa - isso é possível?
É Tayná (certo, Pedro?).
A gente fica triste com a desilusão amorosa do amigo, se envolve no desespero de outro, fica amando ao ouvir "segredos de liqüidificador".
Aí aí, a gente vive o nosso e o do outro, como se fosse nosso.
A gente é sensível demais.
E quando digo a gente, digo o "agente eu" infiltrada entre os seres humanos, quando sou na verdade sou uma esponja de sensibilidade, e moro no fundo do mar junto com o Bob, meu primo famoso.
Essa é a verdade nua e crua, leitores.
Hoje sou eu, essa esponja de sensibilidade que vos escreve diretamente da Fenda do Biquini.

Ps: Aos que ficarem incomodados com o 'a gente' conjugando verbo, bom sei que realmente pode doer os olhos, mas em minha defesa digo duas coisas: licença poética e não leve a vida nem as palavras tão a sério.

Um beijo na bochecha e um abraço de 20 segundos em cada um quer ler isso.
Tayná Pimenta Mendes.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Sobre esses dias de merda.

Eu senti o cheiro de chuva. Olhei pelas frestas da porta e nada. Nem sinal de chuva. Só tinha vento. Vento forte, geladinho e meio barulhento. Só vi folhas dançando na noite escura sob a luz amarelada do poste. Por um instante senti inveja da dança das folhas. Tão inocentes, tão puras... Parece que elas não sabem que caíram, não se deram conta de que virarão lixo em pouco tempo.
Não é maldade, não. É só amargura mesmo. Parece que o tempo me envelheceu e levou meu bom humor. Virei uma velha ranzinza e reclamona antes dos 30. Só decorrência dos dias de merda em que estamos vivendo.
É uma realidade dura e seca, que queima crianças inocentes em praça pública, impõe um medo soberano e nos governa com mãos de ferro, sem amor, ou açúcar.
Só cansei. Cansei por não saber o que fazer. Por saber e me sentir de mãos atadas.

Só me deixem dormir um pouco, por favor.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Temos nosso próprio tempo

O tempo é algo que sempre me intrigou, a forma relativa com que ele se comporta diante de determinados fenômenos da vida. Em momentos de grande prazer numa tarde ensolarada na praia, por exemplo, ele acelera suas partículas a ponto de parecer um orgasmo: extremamente bom, mas com apenas alguns poucos segundos de duração. Em outros, parece mais com aquela conversa de tia velha sobre namorados que você não tem, em uma festa de natal com aquele parente distante, bêbado, tentando beijar a esposa do seu padrinho, crendo que é seu pai.
Daí hoje, numas dessas tardes em que o tempo não passa, tudo o que passou referia-se a ele. Ao sr tempo.
Porque ele passa?? Porque às vezes ele insiste em não passar? E porque raios ele simplesmente não para por umas semanas no feriado, na praia com os amigos??
Porque não podemos voltar naquele momento chave pra mudar o nosso futuro? Pra reorganizar nossa vida a cada momento imperfeito??
De tantos questionamentos, eu simplesmente parei. Parei e dei uma risadinha, daquelas de quando a gente cai na real.
O tempo é, de fato, relativo. E não há forma de mudá-lo. Todo homem que voltou , sempre ferrou com o futuro, sempre se tornou algo muito pior do que ele é no pretérito do presente imperfeito. Taí o filmes de comédia romântica pra provar. Taí aquele filme com o capitão Nascimento pra provar. taí os coleguinhas fumadores de maconha para provar que a viagem no tempo é bad trip.
O que me resta fazer, então? Aproveitar cada minuto do dia como se este fosse o último. Clichê?? Chlichezão. Mas a verdade é que é bem por aí mesmo. Não tem como voltar, não tem como refazer. Segundas chances acontecem, mas em tempos diferentes e pela Graça de Deus.
Então é aproveitar. E esperar quando o tempo insistir em não passar. E rir quando ele passaar rápido demais. E viver. É... viver.

Ah, e feliz 2014!!
Mariana Pedrosa

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Esperança

Olá Brasil! Olá Mundo!
É 2014. E o que vamos fazer?! Vamos viver para descobrir!
Meu texto de hoje traduz o que desejo para este ano novinho em folha. Espero que gostem!
 
"Esperança. É isso que nos leva a acreditar que amanhã vai ser melhor. E é nesse fio quase invisível, nessa força que se manifesta nas coisas mais simples, que nós nos seguramos e planejamos um ano novo inteirinho.
Já cansados de 365 dias que passaram, dias não tão bons e dias incríveis - mas mesmo os dias incríveis nos cansam, também. Eu, já cansada dos mesmos sabores de chiclete, querendo cuspir fora os que perderam o gosto. Nós, desejando ardentemente uma oportunidade de (re)começar - nos debruçamos sobre a Esperança e sonhamos.
E como diria Drumond, a ideia de fatiar o tempo foi genial. Eu concordo com ele. Movidos pelo 1° de Janeiro somos bem mais capazes de nos dar chances, de nos dar sonhos, de renovar os sonhos que envelheceram ou que estivemos cansados demais para realizar no ano que passou.
Diante de nós, está um novo ano. 2014. DOIS MIL E CATORZE. Quando eu sonhei com este dia, eu era outra, em outro momento, mas ele tá aqui, eu também e só posso desejar que seja bom.
É um ano cheio de coisas para movimentar nosso país, cheio de coisas para movimentar nossas vidas. Então vamos nos abraçar com Esperança e fechar os olhos clamando que seja um ano perfeito.
Para este ano, desejo que a gente não pare. Não pare de acreditar que amanhã vai ser melhor. Não pare de ajudar aos que precisam mais que nós, e digo ajudar nos mais variados aspectos. Não pare de amar, não do jeito que os outros querem, mas do nosso jeito, mesmo que seja estranho. Que a gente não pare de olhar encantado para o que nos encanta.
Que não parem as músicas boas, nem os músicos bons. Que não parem as chances de novas amizades e de novos amores. Que não parem as comidas boas e bebidas gostosas. Que não pare a vontade de tornar nosso lugar um lugar melhor. Que não pare a criatividade, a motivação e as boas ideias transformadas em ações. Que não pare.
Que não parem as palavras. Nem o perdão para as que forem ditas com muita pressa. Que não pare aqueles dias chuvosos para descansos da alma e os dias aleatórios para descanso do corpo. Que não pare a Esperança.
E que estejamos todos bem dispostos para encarar os próximos 365 dias incertos, assustadores, indomáveis e nossos.
Um ótimo e esperançoso 2014 para nós.
Tin tin."
 
E que não parem suas visitas na nossa Cafeteria.
E vamo simbora que tem muita coisa pra este ano!
Um beijão e até Quinta.
Enezita Vieira.