Eu sei, eu sei, eu sei. Eu nunca aprendi. E por isso fui sentenciada com algemas de pudores e atada a cláusulas de um contrato que não me garante nada. Resguardada por ser solta demais. Por ser avulsa. Seria até aceitável e bonito se não fosse muita falta do que fazer. Pedir por sanidade pra quem se ama se nem mais consegue distinguir os sinais de uma cilada por conta própria foi errado demais... E esperar algo de ti cansa.
Meu mancinismo temporário mudou todos os significados de viver por conta do passado. E eu queria viver. Queria que fôssemos mais uns pares de anos ímpares e amenos pra esquecer a dor da partida. Procrastinei e reconsiderei uma nova vida (ou a velha vida, como você disse), procurei por sinais vitais mas sabia que uma volta só seria possível através da ajuda de aparelhos, descobri ver algo além das minhas considerações por ti.
Rasguei, quebrei, apaguei. Não quero mais saber. Se flash back de alegria pelo o que aconteceu fosse verdade eu ainda estaria aí, mas não deu. Você encontrou novas formas de me fazer presente e eu fico feliz por não ter que ir embora por completo. Aprendi a deixar o que devo abandonar sem necessariamente me desfazer do que me faz bem.
Dizem que o vinho mais caro não serve quando a sede é de água. Viver do passado não vai ser suficiente e nem toda a alegria que senti contigo quando tudo o que eu quero são perspectivas, expectativas e realidades novas e concretas de um futuro promissor.
Eu fico mais uma vez na contra mão do nosso romance. Eu não tenho mais as mesmas subjetividades e nem os mesmo objetivos. Mudei e nem sei se foi pra melhor, só sei que chega de nosso início e fim, quero durar mesmo se não for pra sempre. Quero ser a nova pessoa que criei e sempre quis ser.
Laila Marques

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