Que existem coisas aqui dentro que nunca foram ditas, isso é fato. O problema é essa vontade louca que elas, essas benditas coisas, têm agora de se colocar no papel.
Eternizar no papel ou se perder ao vento pelas palavras ditas. Eis a questão.
O que é mais caro, o dito ou o não dito?
Não importa, não quero pagar.
O problema é que custa: custa dizer, custa não dizer.
Se digo, dói.
Se não digo, adoeço.
Não quero dor, não quero adoecer.
Quero apenas a sorte de um amor tranquilo com sabor de fruta mordida, como diz o poeta.
Só que não é fácil morder frutas, sobretudo se você não tem dentes.
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