quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Espera.

Galeeeeera linda do coração de Eneh!
Como cês tão? Cês tão legal? Como cês vão? Cês vão também?
Eu ando meio "Vagalumes Cegos"... sem saber nem da pressa toda, nem da gente tanta e com meios-dias chatos, meio emperrados entre o meio e o fim... Mas a vida é presente né?! Vamos fazer dela uma coisa boa?! E nada melior do que escrever pra mim e pra vocês!

Então, fiquem por aqui, venham cuidar de mim... (sim, notei que eu "cicerizei" tudo!)

"Eu te esperei. No portão da primeira casa, quando caiu o primeiro dente e no primeiro dia de aula.
Te esperei quando mudei pra cidade grande . E quando implicaram comigo na escola, esperei tua defesa.
Eu te esperei. Cada dia e cada noite. E quando eu tive pesadelos, te esperei com o copo d’água.
Quando adoeci, te esperei para me levar ao pediatra.
Eu te esperei pra dizer que eu tinha que ir dormir cedo e esperei a bronca com a primeira nota baixa.
Eu te esperei em cada aniversário. Em cada natal. Em cada data especial.
Te esperei quando tive medo e quando fui extremamente feliz.
Te esperei quando estive desesperada e desamparada.
Eu te esperei para apresentar meu primeiro namorado.
Te esperei para me levar aos lugares favoritos e para ter  aulas de violão.
Eu te esperei para te dizer que passei de ano. E depois no vestibular.
Eu te esperei para saber o que mais eu tenho de ti além do físico.
Eu te esperei a ponto de esperar a mágoa passar.
E hoje, depois de tanta espera, o que resta é que nunca valeu a pena tanta espera. Ainda somos estranhos um para o outro. E ainda seremos."

E ai?! Sempre espero vossas opiniões. Elas importam!
Fiquem na paz. Não façam bobagens, leiam bobagens e até a próxima Quinta meus bens!

Dois beijos!

Enezita Vieira.                



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Eco

Oii gente! Pode parecer estranho mas aqui quem fala é a garota da sexta. Estou falando diretamente do futuro!! Só vim dizer que a Rainha das Florestas pediu pra eu postar esse maravilhoso texto dela, no dia dela, por motivos de falta de internet. Nesses casos, normalmente eu só colaria o texto e vocês nem perceberiam que era eu aqui, mas como a nossa Rainha das florestas sempre faz este preâmbulo, achei que seria de bom tom dar um "oiii" em nome dela. Oiii!! 

Fiquem agora com essa preciosidade, de Tayná Pimenta


"Não sou muito amante do silencio, a verdade é essa, mas há momentos, momentos necessários, em que o silencio é sagrado.

Vamos imaginar, por exemplo, se um vale do eco estivesse cheio de pessoas gritando, indiscriminadamente, várias coisas diferentes, nem perceberíamos o eco, o retorno, no meio de tanta agitação de palavras. 
Se as palavras se chamassem situações? 
Se as pessoas se chamassem sentimentos? 
Se o eco se chamasse você? 
No meio de muita agitação, não percebemos o retorno que vem do de dentro do eco. 
Existem, pois, momentos onde o silencio não é só sagrado como também necessario. 
Silencie 
Ouça 
Pense 
E pergunte-se 
Várias vezes 
“O que vale a pena?“ 
Se a alma, é claro, não for pequena."


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Auto-narrativa Onisciente

Sentada num pedaço de mundo que chamava de seu, ela olhava o teto em busca de solução. Mas solução pra quê, afinal? Sentia sua vida tão terrivelmente líquida e incerta que mal se atrevia a buscar suas perguntas antes de supor suas respostas. Virava o rosto, de um lado pro outro, o teto branco a encarava, vazio, denunciando escandalosamente o seu grotesco estado mental.

Nesse dia, especificamente, ela tentou fazer várias coisas. De passear com o cachorro a organizar a coleção de CD’s da sala de estar. Pegou o telefone, discou alguns números... mas desligou antes do primeiro toque todas as vezes. Apelou para os afazeres domésticos mais corriqueiros.

No fim das contas, já havia levantado cansada. E cansada mesmo, seguiu impune pela rotina de todo dia, como o fazem todas as pessoas da terra. Ela pensou: “Devo ser como todo mundo”.

Ah, como se sentia incompleta. Um perfeito retrato da sua conta bancária, diria o narrador onisciente – diria isso porque a conta bancaria daquela garota andava em franco declínio, pra não dizer no vazio absoluto.

Depois de deitar-se pela milésima vez num dia só, resolveu levantar, tomar outro banho, vestir uma roupa legal. Mas levantada, como estava, olhou no espelho e já quase não reconheceu a garota de olhos pesados e negros que lhe devolvia o reflexo. Esperou que a garota do espelho lhe presenteasse com um enigma digno do mundo da tal de Sofia “Eu sou você!”. Mas nada aconteceu, juro, absolutamente nada. Imóveis, as duas continuaram a se imitar.

Depois de um tempo incalculável, de reflexões extensas sobre um programa alimentar de baixo nível calórico e de algumas dancinhas desengonçadas pra animar, que surpresa: voltou a deitar-se. Encontrou-se com o tédio como quem abraça um velho amigo há muito esquecido. E lá permaneceu, como um tesouro de pirata escondido numa ilha secreta.

“Que dia!”, pensou finalmente. E aí adormeceu.


Nessa noite ela sonhou com zebras-unicórnias tomando chá numa mesa redonda. Juro, juro mesmo. Se você vai acreditar ou não, aí já é problema seu. Mas que eu sobe de fontes seguras, ah, isso sim! Pensando bem, a narradora onisciente devo ser eu. 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Urgência

Enclausurada aos atalhos que cavei, 
levei tempos para me desprender 
e descobrir onde estavam as chaves 
das algemas que me prendiam a culpa. 

O medo de me perder 
e de pegar na sonolência dos dias vazios 
me cegaram em meio a multidão.

Eu tinha urgência de uma reviravolta 
pra bem melhor daquela realidade, 
mas ela escapava das mãos. 
Eu era luto, 
e seus 5 estágios. 

Mas não me faltavam sorrisos,
será se era felicidade? Nunca soube dizer.
Eu tinha uma urgência inadiável de ser feliz. 
Eu precisava de um escape. 
Laila Marques
(Um dia eu termino esse)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Eu queria chuva.

Imagem: Eu mesma. Foto da vista da minha janela.

Eu queria chuva, mas era outubro. Outubro em uma cidade do Nordeste.
No Nordeste demora a chover, principalmente se for Outubro.Principalmente se só eu quiser.
Eu queria chuva. Queria nuvens cinzas, gotículas caindo vagarosamente, dançando até chegar ao chão, se juntar a terra e subir aquele cheirinho gostoso de terra molhada.
Eu queria chuva. Queria árvores brincando com as gotas em suas folhas, formando minúsculas cachoeiras, levando impurezas, poeira e bichinhos de árvore.
Eu queria chuva. Queria aquele barulho que parece vento, parece moto sem silenciador, parece o mundo desabando.
Eu queria chuva. Queria aquele medo de trovão, ver o céu brilhando, brincar que São Pedro estava tirando foto e não colocar o pé no chão por medo de choque.
Eu só queria a chuva. Chuva amiga, companheira. Chuva de ficar em casa enrolada no lençol, e tomar chocolate quente, de brincar de cartas com o vizinho.
Em vez disso, eu tenho um dia ensolarado. Árvores verdes, passarinhos cantando, transeuntes caminhando e uma praia lotada de pessoas saradas se divertindo.
Talvez eu só queira um pouco de caos...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"Eu quero tudo mas não sei querer nada..."

Tem dias que são difíceis. Sabe aquele dia em que passaram 50 anos? (como bem colocou a Garota de Terça em seu belíssimo texto) Poizé. Hoje.Se eu não soubesse que o mundo está perfeitamente seguro pelos poderes da gravidade, diria que ele cometeu a sacanagem de se alojar em meus ombros. Um dia onde seus olhos pesam mais que uma tonelada. Um dia em que as horas se arrastaram como uma lesma preguiçosa. Um dia onde todos os seus esforços são estraçalhados e seus pedaços, remendados debilmente, são feitos em mais mil pedaços. Um dia onde disposição mais graúda em fazer o certo não ajuda... Um dia de 50 anos. Dói cada centímetro visível e invisível. Como se não bastasse o físico, se alojam como moscas zombeteiras em carcaças apodrecidas, os pensamentos inapropriados que eu gostaria de esquecer.Um dia que se vai força junto com tudo o mais. Um dia em que nem café se quer... Um dia onde você queria aquele "abraço emprestado", e não há ninguém. E não há.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Abraço Emprestado



Dizem que os dias duram 24 horas. Me pergunto se é sempre assim... meus relógios afirmam categoricamente que sim, como velhos retrógrados e caducos, apegados demais a velhas opiniões. Meus olhos cansados discordam em todos os sentidos, gritando com as pestanas desalinhadas que hoje só eu vivi 50 anos.

Não sei se é comum as pessoas se sentirem assim. Mas sei que tendemos, por algum motivo, a nos esquecer da dor recém-vivida. Cada solidão é a primeira, é a pior, cada cansaço é incapacitante como nunca. Mal sabemos que, no fundo, estamos tão cansados quanto ontem e a única diferença é que já se passaram 50 anos desde a noite passada.

A vida é mesmo um vaivém. Não de uma forma legal, como o vaivém de quadris onde o Cazuza procurava vaga, uma aqui outra ali. A vida muda o tempo todo, e as vezes, sem encontrar muito sentido em nada disso, só podemos concluir que tudo isso é mesmo muito chato.

Nós vamos e voltamos. Nós mudamos, todo dia.


Nos dias comuns não notamos, só nos adaptamos como os pássaros e seus bicos coloridos de Darwin. Mas nos dias em que isso é praticamente palpável, a alternativa que nos resta é nos assustar com a inflexibilidade nos nossos músculos faciais e com os anos que se acrescentam a nossos olhos cansados. A vida dura mais do que ela mesma, e isso é difícil de entender.

A vida só dura porque é dura.

Quando começamos a nos acostumar com determinada situação, jogamos os dados e perdemos. Perdemos pra quem? Não posso responder essa pergunta e, aliás, nem acredito que seja cabível dar a ela uma resposta. Mas o fato é que se a vida muda, nós mudamos com ela, quase sempre contra a nossa vontade.

Sinto que começo a entender o significado de “os cuidados do mundo”. É aquela ligação que você tem que fazer, os e-mails desesperados que precisa mandar, aquela roupa que caiu o botão, meu Deus, daqui a pouco tenho a reunião e tinha esquecido. Droga, a roupa! Ficou no varal! É difícil... e todos passamos por isso. Mil vezes, todo dia. A questão é que esquecemos, acostumados que estamos a não perceber. Só percebemos quando o dia dura 50 anos.

Nesses dias, buscamos desesperadamente uma fagulha de conforto, sonhamos acordados com o colo da vovó, que já não mora neste mundo, extrapolamos limites pedindo abraços emprestados. Procuramos ilhas, ilhas de sentir-se bem.

Mas se há alguma função positiva da tristeza, essa seria, sem dúvidas, valorizar quem nos conforta.

Fato é que no meio do caos nem tudo é desespero, de fato. Em 50 anos a vida nos surpreende bastante, com seus azuis celestes e sorrisos de brinde. Igual comer sem vontade e ganhar duas mariolas de goiaba no final.

Talvez devêssemos nos ater mais nas partes boas, nas janelas. Com alguns abracinhos por ai, algumas mariolas a mais, acho que 50 anos não são assim tão ruins.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

É só um novo começo


Eu sei, eu sei, eu sei. Eu nunca aprendi. E por isso fui sentenciada com algemas de pudores e atada a cláusulas de um contrato que não me garante nada. Resguardada por ser solta demais. Por ser avulsa. Seria até aceitável e bonito se não fosse muita falta do que fazer. Pedir por sanidade pra quem se ama se nem mais consegue distinguir os sinais de uma cilada por conta própria foi errado demais... E esperar algo de ti cansa.
Meu mancinismo temporário mudou todos os significados de viver por conta do passado. E eu queria viver. Queria que fôssemos mais uns pares de anos ímpares e amenos pra esquecer a dor da partida. Procrastinei e reconsiderei uma nova vida (ou a velha vida, como você disse), procurei por sinais vitais mas sabia que uma volta só seria possível através da ajuda de aparelhos, descobri ver algo além das minhas considerações por ti. 
Rasguei, quebrei, apaguei. Não quero mais saber. Se flash back de alegria pelo o que aconteceu fosse verdade eu ainda estaria aí, mas não deu. Você encontrou novas formas de me fazer presente e eu fico feliz por não ter que ir embora por completo. Aprendi a deixar o que devo abandonar sem necessariamente me desfazer do que me faz bem. 
Dizem que o vinho mais caro não serve quando a sede é de água. Viver do passado não vai ser suficiente e nem toda a alegria que senti contigo quando tudo o que eu quero são perspectivas, expectativas e realidades novas e concretas de um futuro promissor. 
Eu fico mais uma vez na contra mão do nosso romance. Eu não tenho mais as mesmas subjetividades e nem os mesmo objetivos. Mudei e nem sei se foi pra melhor, só sei que chega de nosso início e fim, quero durar mesmo se não for pra sempre. Quero ser a nova pessoa que criei e sempre quis ser. 
Laila Marques

domingo, 20 de outubro de 2013

Domingar com texto.

Queridos,


Sei que estão acostumados a "falar" comigo pelas quartas, que geralmente dia de domingo é bem parado por aqui (não só por aqui, né?!). No entanto, cá estou eu, "falando com vocês".
Antes de mostrar o texto, eu gostaria de desejar parabéns ao jjk, que é um amigo maravilhoso que não desiste de mim (tenho sérios problemas em manter relacionamentos a distância).
Você é único, não me refiro a sua composição biológica, tomando por esse ponto de vista todos somos únicos, você é único, simplesmente isso.
Tua personalidade, alma, espírito, energia, vibração, sei lá, chame do que quiser, seja lá o nome que você dê a "isso", você tem "isso" único.
Tem coisas, das mais variadas e loucas, das mais simples, das mais bobas e inocentes, das mais tensas e cheias complexidades.. Bom, tem coisas na vida que só são importantes a minha vida porque sei que você está representados em cada uma delas.
Parabéns.

- Agora, com vocês um soneto especial.


Soneto da aquarela de pensamentos

E esse azul? Tão lindo
Tão distante e tão menino
Tão que de tanto talvez
E a mim nada fez

E esse amarelo? Tão quieto
Tão perto e tão belo
Tão que de tanto sonhei
E o sono se foi e nem reparei

Se sonhei contigo? Talvez
Fez-se de instante o afeto
Que tanto tento afastar

E o amarelo? Provei
A mim que faz falta o elo
Que agora não consigo evitar, olhar, nem pensar.

Henrique.

Espero que vocés tenham gostado dessa minha intervenção no domingo.
Beijos nos olhos (fechem mentalmente os olhos pra receber a sensação desses beijos assim que eu contar até 3)
1..2...3.
Tayná Pimenta.

sábado, 19 de outubro de 2013

Um texto de Quinta no Sábado.

     Gente... zibilhões de desculpas por não ter postado na Quinta. Tive um dia locão e ai acabou não dando tempo. Vocês me desculpam?? Sei que sim! Então vou postar o texto de Quinta hoje! Posso?! Lá vai!

        "Ela contemplou a cidade lá do alto. Muitas luzes brilhavam de longe, deixando aquela vista potencialmente bonita. Lá de onde estava, ventava suave, trazendo um frio gostoso, que lhe fez cruzar os braços e deixar os  cabelos esvoaçarem por algum tempo.

          Desde a ultima noite sua cabeça chacoalhava. Os pensamentos tamborilavam. Pensava nele e naquela outra história. E hora ou outra não sabia mais em que estava pensando.

       Era assim mesmo. Sua vida era cheia de histórias não terminadas. Ela antecipava o começo e o fim das coisas. Culpa de ansiedade. Culpa do seu ímpeto em fazer o que lhe dá na telha. Por isso seus pensamentos acabavam por oscilar entre uma história e outra.

          Sentou-se no chão frio e pensou ainda num terceiro que não havia tido começo, mas o fim já vinha chegando. Isso ela culpa a ultra sensibilidade de 'mais do mesmo'. E de 'mesmos' ela já estava cansada.
   
           Sua vida estava tão serena e calma que parecia muita injustiça que aquela tempestade que se anunciava, de fato chegasse. Notou então, que na verdade, ela desejava que a tempestade chegasse. Ela não gostava de calma, ela não gostava de não ter uma história pra contar na manhã seguinte, não gostava de não ter inimigos ou uma revolta para bradar à quem quisesse ouvir. 

           Ela não gostava de calmaria. Tudo o que ela mais gostava era do balanço das ondas e da incerteza do amanhã. Gostava de acordar lembrando dele e se odiar por isso. É, ela se deu conta. Se deu a conta. E era cara.

          Quando constatou essas coisas, ela riu. Riu baixo e depois gargalhou, falou para si mesma 'como eu sou maluca!'. Levantou dali, pegou sua xícara de café, um bom livro e desejou, secretamente, que a vida continuasse injusta e a tempestade anunciada logo chegasse."


        E ai?? Vocês gostaram?? Espero que sim!

        Beijos delicia procês!

            Enezita Vieira      

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O nada.

O nada, a sobra.
Sobra o nada?
Sobre o nada: tudo.
Querer tudo e contentar-se com o nada.
Ou com a sobra.
Pior.
Nem tudo é sobra.
Falta.
O que falta sempre sobra.
Sobra falta
Sobre a falta: nada.
Nada sobra, falta.
Falta tudo.
Tudo é falta.


Mariana Pedrosa

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Um chá com a felicidade.

Olá, tudo beleuza? Desculpe a demora, sei que nosso encontro era mais cedo. Problemas..problemas..problemas, de energia aqui no meu bairro. Enfim, espero que você goste de hoje, foi bem divertido escreve-lo. 

"Felicidade, você fica! 

E a felicidade bateu a porta quis entrar pra tomar um chá 
eu fiz de camomila 
Estava meio quente ela teve que esperar
trouxe biscoitinhos para acompanhar.
E essa tal felicidade me fez tão boa companhia 
tudo que eu queria é que ela não fosse embora jamais.
Fui até a esquina 
depois passei na padaria pro meu plano funcionar. 
Comprei uns bolinhos com muito carinho coloquei os remédios 
e por mais um dia a felicidade ia ficar. 
Ela me fez tão bem que até esqueci o mal que fazia 
e todo dia tornava a dopar a minha companhia pra ela ficar. 
No décimo dia a felicidade não estava igual 
Estava um pouco vazia sofrida fora do normal. 
Meu coração não aguentou a dor que ela sofria a libertou, só sobrou o vazio que isso custou. 
No vazio eu percebi que a felicidade dopada toda fingida é como estar sem companhia vazio também." 

É isso persoar. Caso eu não o veja hoje, bom dia, boa tarde e boa noite. Tayná Pimenta, das florestas encantadas.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um monte de coisa


Eu tô até com vergonha de dar alguma desculpa pra quem me lê (no máximo umas 6 amigas) de nunca mais ter dado as caras. É, diagnostiquei: foi o cansaço que me venceu. E um monte de seminários e umas insuficiências imunolôgicas que apareceram em mim de uma hora pra outra, mas aqui estou! Viva e linda (nem tanto).
Apesar de ter muita bobagem pra colocar aqui, tenho muita vergonha de publicar muita coisa que vejo, sinto e escrevo. No mais, eu escrevo porque não tenho nada melhor pra fazer mesmo. É como respirar. Mas pelos acometimentos da vida ultimamente, se tem faltado até o ar pra mim, faltam palavras também pra inigualáveis momentos e sensações que eu não sei se queria vivenciar. 
Eu descobri que não vivi quase nada da vida. E descobri da pior forma (em um encontro). E mesmo assim ter história pra contar me faz uma sobrevivente? Ou velha demais pra idade que tenho? Ou cheia de oportunidades escapando pelas mãos? Ou ainda cheia de aventuras pra viver? R. Todas as alternativas corretas. O que me faz pensar que eu tô correndo mesmo todos os riscos da vida pra viver da maneira que convém e me tornar mais pragmática possível.
No mais, dentre os últimos acontecimentos, gostaria de falar de uma amiga em específico. A Myrella. Myrella tem um coração de ouro e surgiu (surgiu não, se aproximou) de minha mísera existência em uma situação de conflito. Certo dia, em um de meus questionamentos sobre a maior causa de desistência entre os jovens, - o amor- ela falou com toda a propriedade do mundo como se tivesse inventado o poder disso "O amor te faz humano." Falou outras coisas também, mas isso foi o que mais me marcou e me deu inspiração pro texto dessa segunda-feira (obrigada!). Eu espero que minhas 6 ou 7 amigas que me ainda leem meus textos ainda me amem. Aqui vai mais um do fundo do meu coração. Um beijos pra vocês, até semana que vem. 


O amor te liberta.
Faz-te humano.
Faz-te vivo.
Torna-te alguém melhor.
Ele não acaba.
Nem duvida.
Como João já disse:
“Tudo sofre. Tudo crê
Tudo espera, tudo suporta”.
O amor liberta.
E te traz de volta.
Faz-te novo.
Faz-te até melhor.
Ele não te cobra.
São só caprichos;
Pra uma vida melhor.
Uma noite sem fim.
Um sonho novo.
Pro amor de sempre, de velho.
Liberta-te, o amor?
Amor dá um tempo?
Amor se cala?
Amor falta?
Tem quantas faltas meu amor?
Fez-me alguém melhor, esse amor?
E o que dizer desse amor?
Que é apenas amor?
O amor me liberta.
Faz-me humana.
Faz-me viva.

O amor nunca falha. 

Laila Marques, garota da segunda. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Compêndio sobre feridas.

Imagem: Sr Google

As feridas não se tratam de uma coisa em si, necessariamente. A maioria das feridas são consequência de uma coisa em si que não acabou bem e se tornou uma ferida. 
Geralmente, feridas sagram ao nascer. E como qualquer nascimento, há dor. A coisa em si que gerou a ferida faz doer no pedaço da pessoa em que a ferida será instalada.Tem vezes que a dor quase não é sentida devido sua magnitude, ou distração da pessoa que foi contemplada com tal, mas normalmente elas doem.

E muito. 

Um paradoxo sobre feridas é que elas têm uma vida muito curta se tratadas de forma saudável, com carinho e cuidado. O que é bom para a pessoa que a carrega (e talvez para a própria ferida, se uma das razões pelas quais ela exista no mundo seja justamente essa pouca duração). Mas se mexida com frequência, se cutucada, se maltratada, ela dura.

E perdura. 

Se você não fizer esse tipo de coisa, ela, por ela mesma, vai indo embora. Vai completando seu motivo de existir. 

Ela vira cascãozinho. O cascãozinho cai e daí fica só aquela manchinha que se chama cicatriz. A cicatriz é aquilo que vai te fazer lembrar do por quê você ganhou aquela ferida. Vai te fazer lembrar de tudo o que você passou até adquiri-la e de tudo o que você teve que abrir mão, de todo o tempo que você teve que dedicar para curá-la. Talvez você fique com raiva quando olhar a cicatriz ou talvez tenha sentimentos dos mais variados tipos. Isso é normal. A cicatriz foi um recado que a ferida deixou dizendo "não se preocupe, eu sarei”.

A boa noticia é que cicatriz não dói. 

Se doer, não é cicatriz, é ferida mal curada. Volte ao começo e pare de cutucá-la.


Mariana Pedrosa

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Hoje...

Boa noite meus lindos.

Semana corrida! E lá se vai mais um texto fruto das mais variadas degustações de minhas vivências.

Aproveitem. Desculpem a pressa. Queria ficar mais, mas preciso dormir, acordo cedo amanhã! Bom café!

"Hoje não me peça para ser gentil.

Não me peça a verdade, senão te darei duas das quais não quer ouvir.

Hoje, não me peça amor. Nem perdão.

Tampouco para perdoar. Hoje não me peça compreensão, nem paciência. 

Hoje não me peça companhia.

Não me peça beijo, nem abraço, nem afago.

Hoje não me peça bondade.

Hoje não me peça risos. Nem piadas. Nem canções.

Hoje não me peça um olhar caloroso. Nem um lugar para chorar suas dores.

Hoje não me peça para ficar. Não me peça para ir.

Hoje não me peça agrados. Não me peça cortesia. Nem respeito. Nem educação.

Hoje não me peça. Não me impeça.

Hoje não me incomode.

Hoje não fale comigo.

Hoje eu não tô boa."

Então?! Gostaram?! Me falem!! *-*

Beijos deliciosos! Até a próxima! =)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cheio de pequenos



Olá, tudo bem com você? Eu estou bem cansada, pra falar a verdade, com uma leve fadiga mental que me impossibilita de escrever um texto zero bala pra você agora. Pensei em colocar um texto antigo, mas não, melhor não. 

Vou mostrar a você uns texticulos (acho engraçado quando as meninas do blog usam essa expressão) que eu produzi durante essa semana. 

TEXTICULO 1 

Chega o momento
Onde
Tu no nós
Só cabe
Em um adeus. 

TEXTICULO 2 

Saudade.
Só licitaria
A sua companhia
Se só ausência 
Me restasse. 

TEXTICULO 3 
O pior vazio é aquele
Que ecoa pra dentro do eu.

Espero que você goste, curta, cutuque, compartilhe, e principalmente, sinta. Tenha uma boa semana, repleta de alegrias e comidas gostosas.
Beijos e abraços.

Tayná Pimenta, a rainha das florestas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Análise

Olá, queridos amigos viciados em cafeina. Olá também pros viciados em outras coisas que não devemos comentar e boa noite pra todo mundo.

Aliás, só com um vício qualquer pra levar a vida, né? E cada um com o seu cada qual...

Ah, a vida. O que ela é, senão isso que a gente sabe menos quanto mais tenta descobrir? A vida deve ser poesia, com todas as suas métricas estranhas ou rimas óbvias. É por isso que hoje resolvi fazer diferente e jogar um pedacinho da minha alma aqui... poesia vai ser então!

ANÁLISE

Nó na garganta, e o resto todo.
Nó na cabeça e no esforço em vão.
Nó nos planos que não deram certo, nem darão.
Nó na vida, e de resto, o resto todo.
A vontade, que é ouro, que não escondo mais,
E o desejo passa e não sobra nada,
Porque tudo é certeza e é vento, que vai e passa.
A vida é pó, é gota, é nada.
A vida passa.
E eu, que queria ânimo, tive só mais um porém.

sábado, 5 de outubro de 2013

Dia do Visitante

Sábado! AÊÊÊÊ!! \o/

Sábado é Dia do Visitante por aqui! Então temos um texto muito bom e aprovado por esta Cafeteria.

Espero que gostem tanto quanto nós!!

Feriado na Terça

"O meu amor é um bêbado chato
Numa eterna ressaca
Meu amor não bebe aos domingos Pois sempre acha que na segunda estará curado
O meu amor não tem lar
Vive pedindo abrigo em qualquer abraço amigo
 Única coisa boa que ele insiste em acreditar
Nas segundas-feiras, ele é crente
Corre feito louco para a linha de chegada dos desesperados
Porém cansa e vai para o primeiro bar da esquina
Na quarta, ele é pensativo Descansa; guarda todas as energias para um novo baque
Achando que 'tudo aquilo já passou'
Na quinta... Ah, amor teimoso! Acorda cheio de esperança
Mas até o fim do dia percebe que é poeta e não pode fugir da maldição
Do sofrimento que sempre o acompanha
Corre pro primeiro posto de cura rápida
E diz que acabou!
Na sexta, depois do meio-dia e alguns flashes
Ele consegue enxergar a felicidade
 Mesmo embaçada, por causa da quinta libertadora
Acorda todo empolgado
Dizendo que tudo já passou
Que vai pegar todas, arriscar!
Mas não consegue pegar ninguém
 Porque mesmo sendo um bêbado perdido
Ele é um dos seres mais gentis que conheço.
O dia está chegando ao fim
 E meu amor completamente perdido
Mas amanhã é sábado...
Dia que as medusas saem para a caça
E eu sou poeta... Tenho uma maldição a zelar."

Wesley S. Maia.





sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O dia em que as mãos foram levadas à cabeça.

Créditos: Sr Google
Levou as mãos à cabeça. Nenhum motivo pareceria mais justo que aquele para o fazer levar as mãos à cabeça. Não costumava executar esse gesto. Na verdade, não lembrara de uma única situação que o fizesse levar as mãos à cabeça. Nem pensou direito. Somente levou as mãos à cabeça.

Levou as mãos à cabeça como um gesto de desespero, como um não saber o que fazer em situações como aquela. De desespero , tristeza, dor. Um único gesto traduzindo milhares de sentimentos e sensações, todas ruins, todas remetendo a saudade. Aliás, ninguém sabia o que fazer exatamente: para quem ligar, a quem recorrer. Em uma situação dessas, se recorre a alguém? Recorre-se a Deus? Todos os santos, os anjos, orixás? Para quem? Para quem? Quem poderia fazer voltar o tempo para que ele não tivesse que levar as mãos à cabeça? Não tivesse que pensar em não saber o que fazer? Não tivesse que dar nó em seus pensamentos por não saber a quem recorrer? Não tivesse que pensar no não pensar em levar as mãos à cabeça?
Infelizmente, e ele sabia disso muito bem, o tempo não voltaria, não havia ninguém a quem se pudesse recorrer para evitar que aquelas mãos não fossem levadas à cabeça. Pior ainda, levadas a cabeça, mas escorregadas para o rosto. Não havia ninguém a quem recorrer para que aquelas mãos, agora no rosto, não apertassem os olhos com a intenção de retardar a queda das lágrimas. Não havia ninguém a quem recorrer para que o soluço não viesse em forma de um quase grito.
Ele tentou cobrir, tentou disfarçar. Ficou lá, de cabeça baixa com as mãos escorregadas da cabeça ao rosto. Queria ser invisível, queria passar despercebido, ao mesmo tempo que só precisava de um abraço Nada de palavras, nada de frases feitas de consolo. Sozinho na sala branca e gélida, de cadeira duras e frias, ele estava lá. Com as mãos no rosto vermelho, chorando a dor e a saudade de quem foi e não volta mais.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Mais uma fatia imensa de mim...

Meus bens, tudo bem com vocês??
Aproveito meu momento de Quinta para agradecer publicamente e mais uma vez ao maravilhoso texto que a Garota de Terça, minha amanda AMEGA Liana, me deu de presente. Eu SÓ amei, só isso!
Então, fui bem narcísica e resolvi publicar hoje meus aprendizados dos 21. Escrevi na noite de Segunda, algumas horas antes das 00:00 do dia 1° de Outubro. 
Ai tem uma fatia considerável dessa pessoa que vos escreve pontualmente às Quintas-feiras. Espero que vocês aproveitem esse café.

(Créditos: Sr. Google - Eu não podia ter escolhido outra imagem meu povo)

"21 anos já se passaram. Passaram tão rápido... Nunca me imaginei com 22. 22 não me trazia nenhuma expectativa.
Mas eis que chegou. 
Os 21 me ensinaram tanto! Dos 20 aos 21 então... Em um ano se aprende muito. Em um dia se aprende muito!
Há um ano me sentia uma garotinha. Não me sinto mais. Ainda acredito em fadas, acredito, acredito (Isso é pra minha Laura nunca deixar de acreditar) e Harry Potter foi e sempre será meu grande amor. Mas caminho, meio que empurrada, para uma vida adulta.
Os 21 me ensinaram cautela. Me ensinaram a pensar dois tiquinhos antes de tomar uma decisão deitada em uma rede em uma noite de dezembro. Me ensinaram também, que algumas decisões não precisam de cautela alguma.
Me ensinaram que Deus é bom, independente de qualquer coisa. E esse Deus real se importa com que eu seja honesta e leal.
Os 21 me deram uma família linda. A família mais doida que eu já conheci. Entre os altos e baixos e pancadinhas da vida, nos tornamos quem somos.
Os 21 me deram amigos incríveis, amigos que eu jamais poderia ter idealizado aos 16.
Os 21 me trouxeram poucas lágrimas. Elas se contém porque “big girls don’t cry” =P
Os 21 me trouxeram milhares de gargalhadas e risos desembestados na companhia dos meus amados.
Os 21 me ensinaram que quem importa fica, permanece, se enraíza e marca. Me ensinaram que quem importa vai, mas volta. Me ensinaram, especialmente a me importar com o que importa.
Os 21 me ensinaram que uma hora você tem que escolher o caminho mais difícil e pagar cada centavo suado por isso.
Me levaram ao fim do curso, que hoje sei que é mesmo o amor da minha vida. Me levaram à Psicanálise e à análise e à um estágio lindo.
Os 21 me levaram a amar mais alguns bichos que muita gente (e me levaram nosso Glauco, que me ensinou a amar os animais).
Os 21 me levaram a dizer palavras amargas e a me arrepender delas. Me trouxeram arrependimentos de um tempo que jamais volta. Me trouxeram o sofrimento da eternidade de uma noite insone atormentada por uma angústia.
Os 21 me levaram à lugares massa. Me deram bebidas gostosas e comidas maravilhosas. Me deram o prazer de músicas indescritivelmente lindas e cantores simplesmente necessários na vida de qualquer ser humano que se preze.
Os 21 anos me ensinaram que para ser você, pra falar o que pensa, pra ter a liberdade de amar a quem todos odeiam e odiar a quem todos amam, exige uns tiquinhos de solidão. E me ensinaram que solidão não é ruim. Que sozinho e solidão nunca é só.
Os 21 me ensinaram que se você não pagar, não há quem pague por você.
Os 21 me deram novas perspectivas. Algumas ainda estão embaladas, chaqualhando, zombando do meu medo da novidade.
Os meus 21 me deram o aconchego do 'de sempre', desses livros velhos, da pressa, dos filmes antigos, das canções da infância...
Os meus 21 me deram um amor por dia e alguns pra toda a vida.
Ahh os meus 21... Eu não poderia ter imaginado tudo isso.
Devo dizer que se eu pudesse, me agarraria ás 23:59 só pra que mais um ano da minha vida não se findasse. Queria adiar por algum tempo, só para que o gosto se torne familiar.
Os 22 estão aqui. Me batendo a porta, me prometendo tantas novidades. 
Para os meus 22 eu quero permanecer em crescimento. Encontrando os caminhos que possam me levar a ser melhor. Não melhor pros outros, melhor pra mim mesma, oras... 
Tem decisões novinhas aqui para os 22. E mais um ano cheinho de coisas para aprender."


Essas são minhas Reflexões de Aniversário! 

Gostaram?? Perguntas?? Podem me dar os parabéns ainda, se quiserem!

Cheiros gostosinhos!!

Enezita Vieira 

























quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Bem vindo ao meu reino.


E ai, beleuza de creuza? Vou apresentar a você um lugar bem legal, a entrada dele é.. bom, a mesma que você usa pra ir à Narnia.

Vem pra caixa você também, vem!

No mundo que imagino.. venta o tempo todo. Um vento gostoso, que tras flores, e paz. Tem muitas árvores, daquelas grandes, velhas, de troncos grossos e fortes. E suas raizes rasgam a terra. Terra que só podemos andar descalços, sentindo a umidade do chão. Um chão vasto, onde caminham muitos animais, lado a lado comigo, fazendo-me companhia. Durante o dia o sol é majestoso, brilha entre as nuvéns, que dançam com o vento. No meu mundo todos dançam, não qualquer dança, dançamos pulando e rodando, porque dançamos com o vento. Durante a noite o espetaculo é lindo, o céu tem uma lua amarela misteriosa, e estrelas apaixonadas. Fazemos uma fogueira e olhamos os vagalumes vagando por entre os galhos das árvores. Ah, no meu mundo tem muitas flores, flores que nascem nos meus cachos bagunçados, eu adoro flores.
No mundo que habito ... tem asfalto, na verdade representações de asfalto em forma de buracos. Usamos carros, e andamos loge dos bichos. Quase não da um ventinho, que calor que tem feito! Quase não contemplo o sol, estou sempre correndo pras aulas. E as noites, dificilmente vejo a lua ao vivo, mas quando ela esta muito bonita vejo as fotos nas redes sociais. Tem flores, eu gosto de coloca-las no cabelo, mas murcham rapidamente.
No mundo que imagino sou rainha, Rainha das Florestas.
No mundo que habito sou Tayná, Tayná Pimenta.

Uma semana cheia de doces gostosos pra você degustar. Até a quarta.