quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Tem po

Tempo
Remediador
Abrasador
E para aquela dor, consola.
Entre o torce e retorcer de panos
penso no que foi cronometrado
nos dias que já se passaram
e no marco um que está por vir.
Nada se sabe sobre o tempo,
ou melhor, o que pode acontecer durante ele.
Mas todos temos esperança,
mesmo que secretamente,
que tudo ocorra bem.
Mesmo sabendo que as vezes o tempo fecha
e surgem tempestades.
É fundamental o tempo,
mas ele muitas vezes é figurante,
Até que acaba, fecham-se as cortinas
e é fim de espetáculo.
Sem previsão de segundo, terceiro ou algum ato.
Enquanto ele houver
Amem.
E desejo profundamente que sejam amados também
em igual sinceridade, e dedicação.
Por que se o espetáculo for bom
ele há de repercutir nas lembranças de quem viu,
e deixar uma alegre saudade.
Tayná.

Hoje, daria parabéns a uma pessoa muito querida, que já tinha inspirado meu coração outras palavras, tais como essas.
Hoje é um dia em que o pensamento corre a ele, e em como as coisas mudam. Acredito que isso não aconteceu só comigo, também aos tantos outros que estavam acostumados
a desejar-lhe felicitações nesse dia, e agora tem só boas lembranças e uma saudade enorme.
Para você que esta lendo isso, feliz ano novo, que as esperanças se renovem.
Que possamos ser pessoas melhores. Feliz 2016!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Uma crônica perdida

Créditos: Sr Google
Quando eu era mais novinha, li uma crônica do qual não consigo lembrar o nome ou autor, mas lembro claramente o conteúdo e a sensação que ela causou em mim. Resumidamente, a crônica contava a história de dois amigos, muito amigos mesmo, daqueles que se contam tudo, que se falam constantemente...daqueles amigos que a ausência dói. Daqueles que a gente precisa falar IMEDIATAMENTE quando surge qualquer coisa minimamente importante na vida. Daqueles que a gente pode conversar, sem temer o ridículo, sobre absolutamente qualquer assunto, desde assuntos sérios como a atual situação econômica do mundo a teorias bobas sobre o formato da cabeça de uma personagem escrota de uma série ótima. Enfim, a história era sobre dois amigos amigos, que eram tão amigos que um dia, simplesmente, deixaram de ser. Não por briga, escrotice, chateação. Apenas o tempo criou um silêncio entre eles.
Lembro, com muita clareza, de me arrepiar até o último fio de cabelo (que naquela época eram muitos). Um medo correu a minha espinha e um pensamento de "ISSO NUNCA VAI ACONTECER COMIGO!!!" me passou imediatamente pela caixola. 
Passados aproximadamente 15 anos do episódio, cá estou eu, assistindo ao último episódio de How I Met Your Mother e chorando feito uma bezerra desmamada, feito uma criança que deixou a bola de sorvete de morango cair, feito Rose quando percebeu a burrice de não ter dado um espacinho na porra do pedaço de madeira pro Jack. Não vou dar spoilers, mas... mentira, vou sim: o tempo afasta as pessoas. Acontece. Interesses vão e vem e, simplesmente, mudam.
Meu choro nesse momento (e vocês podem, PERFEITAMENTE, imaginar aquela cena da Renée Zellweger como Bridget Jones, com um pote de sorvete na mão, pijamas enormes e inúmeros lenços de papel espalhados pelo sofá) é porque a vida aconteceu com Ted e seus amigos. É sempre isso que acontece: a vida. E aí, de uma hora pra outra (você pensa que é de uma hora pra outra, mas para pra pensar! Quinze anos é MUITO tempo) os telefonemas não ocorrem mais todos os dias, as conversam passam a se resumir em pequenos favores e quando você se toca, seu bom e velho amigo (aquele mesmo dos altos e baixos, das primeiras bebedeiras, aquele que a família passou a ser a sua própria) não passa de um mero desconhecido...
E aí vem o estalo: amizades são tais quais relacionamentos amorosos... É preciso alimentar, é preciso que todos estejam em sintonia para que dê certo. Viver de história nunca fez bem pra ninguém (a não ser para os professores, os historiadores, a galera do museu, os paleontólogos...ah, deu pra entender!) e quando é só o passado que se tem, melhor deixar livre, deixar pra lá... melhor só guardar aquela sensação boa do que um dia foi em vez de cutucar a colmeia atrás de mais mel e não receber um aceno num bar em uma segunda qualquer.


Mariana Pedrosa

Eu voltei, e agora é pra ficar

Depois de um longo e temeroso inverno.. Ou melhor, vou adaptar a expressão pra nossa realidade.
Depois de um longo (e constante) calor dos infernos, voltaremos a publicar nesse humilde e cafeinado ponto virtual.
Não sei com exatidão quanto tempo faz desde a minha ultima postagem no blog, poderia muito bem ir bisbilhotar e dizer à você, mas não to muito afim, desculpa (o aê eu não magoar você).
Em todo caso, acredito que tenha se passado muito tempo, tanto tempo, e sinto que lhe devo uma reapresentação. 
Meu nome continua o mesmo, Tayná Pimenta Mendes, mas aquele negocio de assinar como Rainha das Florestas ficou pra traz, let it  go.
Minha meta com esse blog não é mais ficar famosa e ser convidada pra ir ao programa do Jó, queria só dizer assim em alguma mídia social ''ai nossa, como estou com fome, seria bom comer algo gostoso agora'' ai algum fast food me mandar comida. Me ajuda nessa meta, compartilha e curte essa postagem, ou me manda comida, saudades hambúrguer. 
O meu signo era gêmeos, mas agora sou taurina (quem gosta de estudar astrologia deve está pensando WHAAAAT?). Calma, miga, não surta! Acontece que quando fui fazer meu mapa astral deu que meu signo solar é touro, se eu tivesse nascido umas 8h depois seria geminiana, e descobri também que meu ascendente é peixe, e minha lua é em aquário. 
Pra quem não gosta, ou entende, de astrologia, bom sinto muito. Bola pra frente, vida que segue, tem outros coisas no mundo.
Agora tenho 20 anos, e isso não significada muita coisa, só que tenho 20 anos.
A minha irmã mais nova tem o meu tamanho, e se formou no ensino médio esse ano, é difícil assimilar isso, as vezes lembro do dia que ela foi atropelada por uma bicicleta, lá em Coroatá. HAHAHAHA ai desculpa! Mas essa é uma das memorias mais engraçadas que tenho. Essa, e a do meu amigo vomitando na bandeja do r.u.
Acho que me perdi um pouco, ah sim! Reapresentação. pois bem. Agora tenho um jardim, a maioria das plantas são cactos, mas tenho também umas suculentas, o nome de uma delas é Adelaide, e eu gosto de dar nome as plantas. Tenho muito coelhos em casa, muitos mesmo, e é super divertido. 
Tenho um cachorro! FINALMENTE!!! Sou muito apaixonada por animais, e principalmente por cachorros, adoro cheirinho de cachorro, o olhar pidão, quando eles seguem a gente pra todo lado, quando dão lambidinhas. Amo cachorros.
Queria que o nome dele fosse Boris, mas meu pai insiste em chama-lo de Billy Mendes (agora falem Billy e Mandy varias vezes intercalando com Billy Mendes), sim esse é o jogo do meu pai e ele ta ganhando. 
Acho que o nome dele vai ser Billy mesmo, mas queria Boris. Deixo aqui registrado o desagrado.
Depois dessas informações bem triviais e aleatórias, sinto que é momento de dizer até logo, mas antes tenho que lhe alertar que não escrevo mais, que dizer, não faço mais poemas, não saltam aos dedos versos poéticos, e falta criatividade para fazer algo que vá além da tentativa de um dialogo informal. E é isso que pretendo fazer nas próximas postagens, contar aqui pra você que for ler, algo do meu cotidiano, ou falar de algum filme, ou musica, ou sobre qualquer coisa. 
Seria bem legal você responder, falar ''oi, que bom te ter de volta''. Ou ''me da teu endereço que vou mandar uma pizza pra ti''. só não me chama pra sair, porque no rolê sou conhecida como aquela que não vai, pode perguntar aos meus amigos, não é nada pessoal.
Meu cachorro Billy (Boris) manda lambida, e eu abraços, até logo.
Tayná Pimenta Mendes.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Afastamentos.

As vezes nós nos afastamos. Escolhemos seguir nossos dias distantes e solitários ou simplesmente não queremos mais aquele caminho, aquela pessoa. Ou nós precisamos daquele tempo, daquele espaço e então nos afastamos.
As vezes as coisas do dia a dia nos obrigam a afastar. Falta tempo, falta espaço, falta coragem, criatividade... Vai faltando e nós aumentamos o afastamento. 
Mas afastar-se não é ir embora, não é definitivo, não é para sempre. Afastar-se é o tempo necessário para que algo mude, cresça, amadureça ou retorne às coisas mesmas. Sendo assim, uma hora o exílio acaba. 
E nada melhor que o vislumbre de um novo ano para traçar objetivos, voltas e recomeços. 
Nada melhor que um ano novo para nos lembrar que certas coisas não podem e não devem mudar. 
Nada melhor que um ano novo para nos lembrar que um ano passou e não colocamos nas linhas as coisas que a vida nos cochichou. 
Nada melhor que um ano novo para dizer WE CAME BACK, BITCHES! 
Com alegria voltamos para beber nosso cafezinho, sem pressão, só amor! Então, vem com a gente e volta pra cá também!
Cinco beijos carinhosos, saudosos e maravilhosos!!