sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

~indiretas~

Existe uma pequena e sutil diferença (sendo irônica, pois a diferença é gigante e arrebatadora) entre passar blush para ficar com um aspecto saudável e parecer que levou 30 chineladas. Você se encaixa na última opção. É muito difícil a concentração quando vocês está por perto. E não é medo, ou qualquer outra coisa do tipo, é apenas minha imaginação que vai longe vendo tamanha breguice...


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Sim, mulher procura até achar. Você dizer na primeira conversa "não te adiciono no facebook porque esqueci minha senha" é o mesmo de você dizer "eu tenho facebook e não te adiciono pois tenho namorada e eu só quero te comer". Ela vai atrás. Ela vai achar. Vai achar suas publicações de uma semana atrás. Vai ver as suas fotos e ver que uma moça comentou "amorzão" há menos de 3 semanas. Vai na página da bendita moça e vai constatar que tem foto de vocês dois há menos de um mês, na qual a legenda aponta para um clima de muito romance e que tem um link com seu nome apontando um relacionamento sério. Moço, se quer ser escroto, pelo menos aprenda a sê-lo com o mínimo de "dignidade".

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Se você soubesse o quanto me irrita essa sequencia de buzina que você lança na minha porta TODAS as noites para alcançar os ouvidos da sua namorada pateta, que ao entrar no carro vai te dar, mais uma vez, um esporro por você está falando com sua ex-namorada pelo whatsapp, você pararia na porta dela, não na minha. Pq mesmo vir buzinando de longe?? Buzinas foram feitas para eventualidades, sinais de perigo, avisar outro MOTORISTA. Custa descer do caralho do carro e tocar a porra da campainha??

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Você é o tipo de rapaz para namorar. Você é o tipo de rapaz para eu namorar. Infelizmente, nosso encontro aconteceu de uma forma que essa finalidade nunca poderá ser levada a cabo. Queria eu ter guardado a possibilidade do nosso encontro numa caixinha para quando você estivesse pronto para um envolvimento sério. Para quando eu estivesse pronta, também. Você, sem saber, se encaixa, boa parte das vezes, naquele padrão louco que toda mulher cria na própria cabeça aos 7 anos de idade e que acha que só atingirá a felicidade plena se alcançá-lo. Sim, fazemos isso, às vezes sem se dar conta. Mas a verdade é que eu sofri a cada instante do nosso curto contato porque, de alguma forma louca, eu já sabia que não te teria tal qual o universo (sim, vou tirar a responsabilidade das minhas costas) designou na escolha dos padrões abnt de relacionamentos. Sei que faz tempo e que há possibilidades de você não lembrar nem meu sobrenome, mas esse pensamento por vezes, ainda passa pela minha cabeça. Poxa, como eu queria ter te guardado na caixinha...

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Quer se aparecer? Enfia um peixe no cu e diz que é uma sereia!

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Enquanto você estava na rua, vi seu facebook aberto e mudei a configuração de privacidade para "somente eu". Você anda merecendo isso.

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Uma sequência infinita de palavrões para tentar aliviar essa dor ridícula, esse sentimento cu que a vida te manda quando os "fins" se aproximam. Pra quê finalizar quando tá tão bom?? 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Alguém?! Ninguém?!

Quinta, meu dia! \o/

Tô por aqui pra deixar esse texto ai que eu gostei muito de tê-lo escrito. 
Enjoy.
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Eu sempre me senti estranha. De certo modo hoje entendo que não era bem estranha, era diferente. E ser diferente se tornou minha busca incessante ao longo dos meus 23 anos.
Só que o meu ser diferente, no fim das contas, resume-se em ser estranha mesmo. E eu não me incomodo com isso. Mas temo dizer que são dias difíceis para os estranhos.
Em conversa informal, descobri que há um sentimento de nada circulando em nosso meio. Mas quando eu falo nosso meio, me refiro ao meu meio, o meio de estranhos. Se você for normal, pare de ler esse texto, não tem nada a ver com você.
Muito provavelmente você, normal, acha que viver é o máximo. Você curte as tendências atuais e acha que existe novidades cativantes no rádio, na TV, na internet. Você tá ansioso pela próxima balada porque “a noite é imprevisível”. E provavelmente não observou o quanto tá tudo extremamente repetitivo e deve ta me chamando de doida.
Mas nós, os estranhos, os sempre desajustados da sociedade, os excluídos, os incompreendidos... Nós nos encontramos na maior era de Preguiça Existencial do mundo!
Nunca antes na história dos estranhos uma era foi tão absurdamente monótona e desinteressante quanto esta. O número de pessoas interessantes diminuiu consideravelmente, tendo sido substituídos por pessoas que reproduzem informações em massa, que vomitam discursos prontos tentando nos fazer acreditar que são as suas opiniões.
Nesta era sombria, os estranhos vão ficando mais estranhos. E da uma vontade sem tamanho de ficar só! Porque não há mover, não há novidade, é tudo mais do mesmo.
Você já sabe qual papo vai rolar quando um carinha der em cima de você. É obvio! E ai quando você tem saco para uma aventura furtiva, você finge que acredita e que tá tipo: “ual, você pensou isso tudo sozinho?! Nossa, que interessante!” e ai mastiga, mastiga e joga o chiclete fora. Tome rumo a mais solidão.
As músicas são clichês e repetitivas. Salvo as dos cantores estranhos, que você só considera boas porque traduzem sua estranheza. E na falta de ter o que dizer, você canta.
De repente bate um cansaço e sair de casa torna-se um grande tanto faz.  Ver um filme?! Tanto faz. Ir ao barzinho da esquina?! Tanto faz.  Sábado ou domingo?! Tanto faz. Vinho ou vodka?! Tanto faz. Namoro ou amizade?! Tanto faz.
Os dias de hoje tornaram-se desinteressantes. Uma das minhas teorias gira em torno da rapidez no fluxo de informações. Você não tem tempo de digerir e as pessoas normais geralmente estão com pressa, ao contrário de nós estranhos, que vamos devagar pra não faltar amor.
Banalizou-se o amor, a dor, a solidão, a interatividade, uma conversa casual... A vida tornou-se acelerada e em preto e branco. Um refrão sem graça.
Há muita pressa, sei lá eu do que os normais estão fugindo! Só sei que sempre me senti estranha, mas nesses dias tenho me sentido mais, muito mais.
Aposto que se você for um estranho, você sente que não tem lugar fora da sua roda de amigos estranhos. E que na roda de amigos estranhos vocês confabulam muito sobre os temerosos dias de hoje.
Será que nossa raça vai se extinguir?! Será que suportaremos mais algum tempo sem anti-depressivos?! Será que nos tornaremos normais?!
São questionamentos que ficam e me atemorizam!
No mais, sigo aqui, tentando ainda achar qualquer resquício de que humanos, em sua totalidade, são interessantes. E esperando ansiosa que esses dias de nada passem.
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É isso ai, Brasil!
Vou indo aqui monografar!
Beijos!!