sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O problema não é você, sou eu.

Oi, querida.
Eu li o que você me escreveu e preciso confessar que não sem um certo pesar. Demorei para responder pois é difícil eu acessar meu e-mail.
Você me pareceu bem decidida quando escreveu "e por isso resolvi te contar, para que você se afaste de vez e me deixe com a impressão que foi uma decisão minha".

Estou sem palavras, pra ser sincero. Nunca quis te fazer sofrer, pensei que ambos jogávamos da mesma maneira. Não menti, como você afirma, não em todas as vezes, para falar a verdade. Vc foi/é especial, talvez não da mesma forma e intensidade que você queria ser (e merece ser, na verdade). Pela forma que nos conhecemos, eu não poderia imaginar, sobretudo saindo de onde saí, que alguém pudesse sentir ou se interessar por mim novamente. Em minha defesa, eu só estava tentando criar um novo eu para passar por situações das quais eu desconhecia..
Eu menti pra você em algumas coisas, não posso negar. Mas não me orgulho disso. O fiz pois me disseram, no treinamento desse novo "eu", que assim devia ser feito. Por isso, peço minhas honestas desculpas.
Entretanto, se apaixonar é bom. Não se prive disse. Se apaixonar não é "esse sentimento cu, que deixa a pessoa louca e obsessiva, obcecada por um objeto de afeto que sequer sabe seu sobrenome ou a forma como você gosta do café". Só é assim quando uma das partes não está interessada. Infelizmente, eu não posso corresponder. Eu sei que você sabe. Eu tentei esconder de mim mesmo, mas eu, esse que é meu mesmo, não o que eu apresentei a você, pertence a outro alguém. Queria poder mandar no coração para que ele fosse todo seu, mas não posso. 
Espero não soar tão egoísta como me parece agora, mas tentei explicar algumas "acusações". E, não querendo ser cruel, mas já sendo, sim. Você me pareceu "a louca, retardada de filme de comédia romântica, que está tão desesperada por algo que se assemelhe ao 'amor' que se agarra ao primeiro tronco decente que encontra a deriva no mar e não quer mais soltar, igual a Rose do Titanic. Tinha espaço pro Jack, ela só não soube como fazê-lo subir", como você mesma descreveu. Sempre tem espaço, moça. Relaxe e pare de pensar demais.
Fico feliz de termos nos conhecido.
O problema não é você, sou eu.

Adeus.


*RESPOSTA*
Enfia no cu.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ah, dindi...


- Alô?
- Quem fala?
- Você quer falar com quem?
- Com a vagabunda que tá com meu marido!!!
- Oi??
- Agora se faz de desentendida!!!
- Oi?!?
- Não adianta ficar com "oi?" pra cima de mim, não, sua desclassificada! Puta de quinta categoria!!! Não sabe que é pecado cobiçar o homem alheio?? Sua desgraçada! Se eu te pego, eu te mato!!
- Minha senhora, a senhora ligou erra...
- Errado é o caralho! Eu te vi com o meu marido! Eu vi ligações desse número pra ele! Pornografia pura!!! Não se dá o respeito não?? Você não tem família?? Olha meu desespero!!
- Senhora, por favor, me escuta!!!! Eu não estou com seu marido. Estou absolutamente certa que a senhora ligou errado! Sim, eu tenho família, eu tenho mãe e dois gatos pra criar. Trabalho e estudo, estou prestes a me formar e não tenho tempo nem pra fazer uma depilação anal. o último relacionamento que tive tem quase dois anos, ele me largou depois de 4 dias de namoro. Choro sozinha no meu travesseiro quase toda a noite por essa solidão que me assola e que eu preencho com filmes de comédia romântica e vinho barato... Gasto meu salário todo em análise e...
- oh, minha filha... que coisa... olha, eu tenho um sobrinho que deve ter a sua idade. posso dar teu número pra ele?
- ah, que fofa! pode sim!
-Olha, mas caso não dê certo, instala o Tinder. Foi assim que eu conheci meu atual esposo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Uma canção.

Oi gente, já faz tempo que não venho aqui. E não, não é a dona da sexta que vos fala, sou eu, a de Quinta.
Vim hoje por que deu vontade mesmo, queria postar esse texto e esqueci de faze-lo ontem.
Então, pra matar a saudade, vem cá, me abraça!
-
Ouvir aquela canção e pedir o canto qualquer pra deitar em repouso. Apenas isso que peço para findar meu dia. 
Se as lagrimas se acumularam e não decidem se caem ou não, eu já nem me importo! Não me importo também se o riso se confunde facilmente com a tristeza que insiste em habitar em meu peito.
E embora haja paz, já não me vejo sem a turbulência que há dias, há anos pra ser sincera, eu não vivia.
Esta canção... eu não precisava dela agora. Já que tudo que eu preciso está nela e é tudo tao palpável quanto fumaça e da pra enxergar tao bem quanto eu sem lentes. Pra que habitar no meio de tanta duvida?! E pra que ouvir a cançao que me faz lembrar que eu gosto mesmo é de certezas. Que seja turbulento e certo, o caminho. Dai eu ouso ir. De resto, insegura e ainda só, eu caminho.
Deito sorrindo e tenho pedaços generosos de calmaria, mas é tao fugaz como um relampago riscando o ceu. E basta a ausência pra me fazer sucumbir no grande vão que eu moro a vida inteira.
Parece que sim, ainda sou só eu que posso bagunçar meu quintal.

-


Poizé, Brasil, é isso!

Vou fazer o possivel pra comparecer na outra semana!

Beijos!!

Enezita Vieira.